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12 outubro 2013

Morando de favor na casa da Barbie e do Rodrigo Faro

Rodrigo Faro e a casa da Barbie
Nada contra o jogo das celebridades. A única coisa que me dá nos nervos é a necessidade maluca de plastificar a celebridade até o ponto dela ficar parecendo um brinquedo de plástico, em uma loja de brinquedos baratos.
Não é só no Brasil que isso acontece, no mundo inteiro assessores e pessoas especializadas são contratadas a peso de ouro para fazer a celebridade passar por uma espécie de mumificação, onde deixa de ser humano e vira um semi Deus.

E o pior de tudo é que a grande maioria é composta de talentos medíocres, deve ser uma espécie de castigo divino, a propagação do talento pequeno e miserável, depois de séculos de grandes talentos vamos caminhando no século XXI em uma espécie de laboratório, onde tudo se cria e qualquer talento natural é abortado.
Inveja dessas celebridades só tenho duas, a infinita conta bancária e a capacidade de mentir descaradamente, sem piscar. Invejo isso, gostaria de olhar nos olhos de alguém e mentir como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Vi uma entrevista do Rodrigo Faro e pensei nisso. Gosto muito dele, não sei porque, mas tenho a impressão e posso já estar sendo vítima do seu marketing, mas ele me parece ser um bom caráter. De repente já engoli a pílula da sua equipe e não reparei, mas gosto da imagem dele, antes de que venham a me dizer qualquer coisa, eu aviso, acho ele uma graça de homem e talentoso.
Perguntaram a ele se ia finalmente apresentar seu programa ''O melhor do Brasil'' ao vivo, nos domingos, porque o programa atualmente é gravado. Ele disse que não sabia, porque apresentou apenas um dia, na final da  ''A Fazenda'' e teve problemas em casa, suas filhas não gostaram de que ele não ficasse com elas na piscina e para ele nada é mais importante do que sua família.

Não duvido que sua família seja a coisa mais importante, mas não precisa mentir tanto, não precisa plastificar a imagem a ponto de congelar. Não é de hoje que a equipe dele está exagerando na imagem familiar, é um excesso de fotos e vídeos, totalmente desnecessário.

Mas esse nem é o ponto, a questão é o programa no domingo. Esse é o dia mais disputado nas emissoras, o que mais dá dinheiro, e posso garantir que as filhas de Rodrigo não tem nada a ver com isso. A questão é outra, a Record é dirigida por pessoas que sabem celebrar uma missa, mas não administrar uma emissora e de uma maneira absurda os bispos decidiram que ainda não é o momento de Rodrigo passar a apresentar o programa ao vivo. É uma decisão que Rodrigo contestou e bateu o pé, mas ainda não dobrou os bispos. Não existe ninguém mais preocupado em ir ao vivo do que Rodrigo, que tem o preparo e o talento pra isso.
Nada disso pode ser dito às claras, ele não ia chegar na entrevista e dizer que os bispos são uns cretinos que não sabem nada de televisão e programa de domingo gravado é uma roubada, fica pior do que ao vivo. 

Esse processo de pasteurização é cansativo, tão chato que até a pele de Rodrigo mudou, está cada vez mais perto do tom de um boneco de plástico, sua pele está se transformando, assim com o cabelo, cada dia mais penteado, como o namorado da Barbie, o Ken.
E sua equipe também carrega no sorriso, agora ele vai na casa das pessoas que pedem alguma coisa no seu programa, passa antes na padaria, compra pão e senta para um cafezinho, mas isso é tão exagerado que perde toda a noção de realidade.


E não é o público que pede essa plastificação, são os anunciantes que não gostam de nada humano e estão acostumados a lidar com embalagens de sabão em pó, então tratam todos como caixas de papelão.
É um pena, Rodrigo parece ser uma pessoa legal e isso deveria ter mais força no mundo do que um boneco ambulante. Mas é assim no século XXI, quem não vira boneco ou boneca, não existe, eu que o diga, sou praticamente uma das últimas humanas a circular pelas ruas. O mundo não é mais meu, é deles, estou aqui só de passagem.

E a vida é tão maluca, mas tão maluca, que quando eu era criança eu fazia as casas das minhas Barbies, ia construindo um pouco aqui, outro pouco ali e elas brincavam felizes, quem diria que anos depois seria eu que moraria na casa delas, ou melhor, no planeta delas.


Iara De Dupont

Um comentário:

Raquel disse...

Falou mto bem sobre essa encenação exagerada de perfeição...

Beijos

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