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22 outubro 2013

Aviso: no momento Estado ausente


No ''Programa da tarde'' tem um quadro com Celso Russomanno que defende os direitos do consumidor. O que acontece ali deprime qualquer um, é um desfile de casos fáceis de resolver, mas as empresas ignoram o consumidor, dão um drible no programa e a vida segue, fica quase sempre a mensagem clara da indústria para os seus consumidores: Vocês que se virem, não são meu problema.
Já é difícil de ver o descaso com o qual se trata o consumidor, mas quando isso chega ao Estado a coisa piora. Todos pagam imposto e o Estado não está fazendo um favor a ninguém, é um jogo de direitos e deveres, assim como nós como cidadãos cumprimos nossa parte, o Estado tem que cumprir a dele.

Em um caso que aparece, uma moça não conseguiu creche para seu filho e foi a justiça, que deu a ordem para que a criança fosse colocada imediatamente na creche, mesmo com essa medida judicial o pessoal da creche deu uma risada e disse que não tinha vaga, mesmo sabendo que a educação é um direito de todos e responsabilidade do Estado.
Como a mãe não conseguiu a vaga uma pessoa ligou para o programa e ofereceu durante uns meses uma vaga em uma escola particular, até a mãe conseguir resolver a situação da criança.

Chegamos a um ponto de barco sem rumo, para as pessoas viverem no mínimo, ou seja, uma mãe que possa colocar seu filho em uma creche para poder ir trabalhar ela precisa da ajuda de outra pessoa, alguém que ofereça uma vaga em outro lugar. A ausência do Estado já é uma tragédia, mas fazer com que as pessoas dependam da caridade das outras para poder  pelo menos trabalhar é muito mais sério do que parece. Porque essa mãe vai começar a trabalhar e senão pagar seus impostos vai ter problemas, nessa parte o Estado se faz presente, mas na outra não.
Com o filho na creche ou não, a mãe ainda assim vai ser afogada em impostos, como todos nós. Mas os direitos do seu filho são totalmente ignorados.

Minha única esperança é a história, aquela mesmo que já mostrou que quando pessoas são levadas ao limite, sem dinheiro e presas a impostos injustos, elas reagem e mudam o curso das coisas. Ainda tenho esperança que um dia  o Brasil acorde e perceba que estão todos sozinhos em um barco em alta mar, sem tripulação, mas sendo obrigados a remar a lugar nenhum e tendo todo seu dinheiro roubado. Não é possível que as pessoas não percebam como foram deixadas de lado e todos seus direitos foram tirados e suas moedas são arrancadas de suas mãos. Estão todos abandonados, dependendo apenas da caridade alheia, como se morassem na terra de ninguém. Talvez agora com a barriga cheia de biscoitos recheados ninguém repare tanto na ausência do Estado, mas o dia que a comida apertar as pessoas vão sentir o impulso de acabar com tanta exploração. E ninguém quer caridade de ninguém, apenas os direitos reconhecidos, aqueles que garantem o acesso a educação, isso não é uma questão de ajuda alheia, mas de dever do Estado. Um dia todos vão sentir a solidão do barco e acordar para a vida. E nessa hora o barco vira de vez ou muda seu destino e chega em um lugar melhor.


Iara De Dupont



Um comentário:

Poeta da Colina disse...

Quando pessoas moram na João Cachoeira em um prédio isento de IPTU, alguém tá pagando o pato. Os que vão pagar 79% de aumento até 2016.

E aí ainda tem os planos de saúde, que te exploram e quando queremos usar, precisamos de sua autorização, não importa se é uma emergência.

Estamos na mão do sistema muitas vezes.

Tomara que o barco mude o destino.

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