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23 setembro 2013

Reclamando de roupa de bandido (aquele maldito moletom com capuz)


Podem dizer o que quiserem, pra mim é roupa de bandido
Um bom truque para saber quando realmente envelhecemos é percebendo se nossos pensamentos estão alinhados com o que um dia nossos avós pensaram. Minha avó odiava aquela moda de calças caindo e mostrando a cueca, ficava maluca com isso e também com suas doces netas que vivendo no meio de uma guerrilha urbana usavam calças e botas militares. Eu usei muitas botas militares, de gastar a sola delas e comprava no mesmo lugar que forneciam as botas para o exército. Aos dezoito anos elas combinam com tudo e ficam legais, são praticas de usar e duram muito. Mas minha avó queria morrer quando via as netas usando essas botas.

E nos últimos tempos eu peguei ódio de gente que usa moletom com capuz escondendo o rosto, deve ser um trauma meu, fui assaltada por uma pessoa assim e não conseguia ver seu rosto, mas depois comecei a reparar que havia uma epidemia disso na rua, a maioria usa esses moletons e cobre o rosto. Se eu vejo uma pessoa assim, eu atravesso a rua, fico com medo e acho todos uns bandidos.

E eu sou uma pessoa de moletom, tenho calças, blusas, não conheço tecido mais delicioso pra usar, prático de lavar e agüenta tudo, não é cheio de frescura como outros, o algodão do moletom resiste a tudo. Tenho blusas americanas que uso há vinte anos e parecem novas, coisas dos americanos, que trabalham o algodão muito bem, mas esse novo algodão chinês é um horror, mas hoje não estou boazinha e acho tudo que vem da China um horror.

Mas me irrito profundamente de ver tanta gente na rua escondendo o rosto, de repente parece uma sociedade de bandidos, onde ninguém mostra sua cara.
Vão me dizer que sou conservadora, mas nesse aspecto sou mesmo, não me importa a calça caindo nem os milhões de brincos, piercings ou tatuagens, mas quando a pessoa esconde o rosto eu me irrito.

Entao envelheci, cheguei a esse ponto que a moda me incomoda, porque já vi criança de colo usando moletom e escondendo o rosto.E São Paulo teve uns dias frios, gelados, parecia que até os cachorros estavam usando esses moletons com capuz.

É assim que o mundo anda, uma nova geração faz uma coisa, inventa algo diferente e a geração anterior reclama. Se eu tivesse um filho adolescente já estaria dando bronca se visse ele com o moletom.

Mas li uma coisa interessante, tem um programa de televisão, Polícia 24 horas e o outro dia a polícia parou um grupo de jovens, todos usando moletom escondendo o rosto, eles estavam como dizem na polícia ''limpos'' , não traziam drogas nem bebidas, então a polícia liberou, mas antes o policial disse,tentando se justificar com o repórter que perguntou porque ele tinha parado o grupo de adolescentes e ele disse- É que com essa roupa de bandido a gente desconfia né? E todos eles agora se vestem assim e só complicam nosso trabalho.

É mais ou menos isso, o que complica é que o capuz do moletom é puxado pra frente e não dá pra ver o rosto da pessoa.

É chato dizer, mas é assim, pra mim pessoas que  usam esse capuz parecem bandidos. Mas eu já estou nos meus dias de velhinha e deve ser por isso que não gosto. E podem me explicar o que quiserem, continuo achando roupa de bandido.

Iara De Dupont

4 comentários:

Anônimo disse...

oi, acompanho seu blog a pouco tempo, mas já me identifiquei com muitos assuntos, principalmente ao da obesidade e de todas as experiências lamentáveis que ela nos faz passar. Fui a unica gorda numa familia de magros e nem minha mãe consegue me olhar sem ter nojo, isso mesmo, nojo.Tenho muitas histórias parecidas com as suas e sai um farrapo de todas, atingi o ápice dos meus 130 kilos e me sinto morta e sem nenhum valor. Não levanto a bandeira dos gordos com orgulho, nem a bandeira dos fitnes, nem tenho nada a dizer da merda da sociedade gordofóbica que a gnte vive, não tenho mais força, nem pra levantar bandeiras, nem pra sair dessa situação, sabe, acho que um pouco de mim se acomodou. Neste ano, ao ir numa psicologa, pois resolvi que não dava p enfrentar essa situação sozinha e com a gordura avançada, atrapalhando meu andar, meu vestir e me trazendo dores fisicas fi aconselhada a fazer a cirurgia bariatrica, a qual no primeiro momento achei absurdo, mas depois agarrei a ideia com unhas e dentes, pq no meu caso, foi a unica mão q se estendeu. Vou fazer a cirurgia, estou me conscientizando, indo em reuniões, etc etc,,,e isto é o que me faz me mover,. Nem medo de morrer na mesa de operação eu tenho, pq acho que estar assim como eu to já é uma morte muito pior.Eu espero que um dia, gordo não seja visto como monstro.

Suzana Neves disse...

Queria ter a coragem da moça acima e aceitar reduzir meu estômago mas não consigo estou indo as reuniões e sempre volto mais positivamente contra fazer é óbvio que não muda nada para mim,eu não vou ficar sentada esperando minha morte chegar só porque ninguém me aceita eu tenho 155 e um 1,70 esse tipo de cirurgia foi feito para mim mas eu não consigo aceitar,Aqui onde eu moro não usam muito moletom porque aqui é quente como o inferno apesar que no últimos dias tem esfriado,eu tenho agonia de gente que usa calça baixa mostrando o rego kkkkkk.

G.R. Roots disse...

Aqui no RJ não se usa muito moletom (por motivos óbvios! Hehehehe), mas mesmo assim há determinadas características que me remetem a bandidos e são fruto dessas experiências traumáticas pelas quais passamos.
Já fui assaltada algumas vezes, e duas delas foram por motos. Por isso detesto aquelas Hondinhas 125, principalmente quando estão com dois rapazes em cima.
Quando estou andando na calçada e ouço o barulho de uma delas se aproximando, chego a ficar gelada. O mesmo não acontece se for uma Harley Davidson, porque associo essas motos a "gente de bem" - coisa absurda lá nos EUA, por exemplo, onde há grupos de motoqueiros bandidos que andam de Harley.
Quando estou dirigindo fecho todos os vidros e fico vigiando os espelhos para ver se nenhuma moto "de bandido" vai chegar perto.

Em outro post seu, sobre o preconceito nas praias do Rio. Moro na praia e escolho os pontos onde vou frequentar porque há pessoas cuja aparência imediatamente me recorda das vezes em que sofri violência. Pessoas barulhentas, agitadas, um grande agrupamento de jovens rapazes, tudo isso me assusta demais. Já tive crises de pânico, pavor e medo de meninos de rua, mendigos e pessoas com aparência estranha.

Isso é preconceito. E se formou não porque eu seja uma pessoa má, mas porque passei por traumas que trouxeram essa associação.

metaleiro ghost disse...

Vc tem um préconceito um paradiguima quanto a isso...se vc acha que quem usa capuz é bandido eu acho que pessoas como vc é doente.

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