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12 setembro 2013

Meus momentos de Félix



Félix,o filho e César,o pai
Como já escrevi vários posts sobre pessoas tóxicas sempre tem alguém me perguntando o que fazer diante de uma pessoa tóxica.Sei pouco,a única coisa que eu aconselho é se afastar,a distância faz milagres.Mas nem sempre isso é possível,então se pode usar outro recurso,novelas e fofocas de celebridades existem para isso,para manter o muro no seu lugar.

Um exemplo de quando não é possível se distanciar é quando a pessoa que te deixa pra baixo é tua  mãe.A minha mãe não gosta do blog,considera uma perda de tempo e uma ` exposição desnecessária ´.Acha também que seu eu estou tão traumatizada com a vida deveria procurar um tratamento e não ficar escrevendo sobre isso.

Se minha mãe fala do blog,fico profundamente deprimida.Às vezes que pensei em fechar o blog foi por culpa dela,porque me deixou pra baixo.Também escuto que escrever aqui não vai levar a nada e só escrevo porque não tenho o que fazer a noite.Mesmo que eu tivesse muito o que fazer a noite,mesmo assim eu escreveria,porque isso me faz feliz,mas minha mãe não gosta.Se eu ligar pra ela agora e dizer que estou matando um porco a pauladas ela vai dizer que tudo bem,mas se eu disser que estou escrevendo no blog,ela me trata como se eu fosse retardada e estivesse perdendo meu tempo brincando com meus castelos de areia.

Isso sempre me deixa mal,fico péssima.Mas não posso culpar ela diretamente,minha avó era assim,nunca elogiou nenhuma filha nem neta,sempre foi extremamente dura com todas e minhas tias são todas iguais a minha mãe,acham que qualquer esforço dos filhos ainda não é nada,ainda não é grande o suficiente.Elas nunca conseguiram contentar a mãe,então não esperam que os filhos possam contentar elas.

O único jeito pra mim é fugir do assunto do blog,não falo nada,mas de vez em quando ela fala e eu fico mal de novo.

Observando cheguei a conclusão que os pais fazem duas coisas,ou acreditam que seus filhos são muito melhores do que realmente são,ou acreditam que não passam de crianças retardadas de cinco anos,incapazes de fazer alguma coisa que preste na vida,infelizmente faço parte do segundo grupo.

Mas tem um vantagem crescer com pais assim,eu posso fazer o que eu quiser,sei que eles não esperam nada de mim,então pro lado que der tá bom,não há expectativas.

Por isso entendo quando vejo o Félix da novela `Amor à vida ´ sofrendo tanto sendo rejeitado pelo pai.Nada disso justifica o comportamento dele,mas a sensação de nunca agradar é terrível.Eu até justifico meus pais,eu sempre fui uma filha trouxa,bem otária mesmo,louca pra agradar e nunca dei problemas,nem me meti com nada,nem fiz eles me buscarem na delegacia.As pessoas te vêem como você se coloca,se você é uma filha trouxa,vai ser vista assim,se for uma filha que bate de frente e manda a merda,então eles não se metem com você.

Mas aprendi com uns amigos budistas a não ver eles com a mesma dureza que eles me vêem.Sou grata porque jamais mencionaram meu peso nem falaram nada,nunca houve uma palavra sobre isso na mesa,por isso me evitaram outro trauma.E também o fato deles não esperarem nada de mim me dá a liberdade de criar,por isso escrevo o que quero,porque sei que eles jamais vão se dar o trabalho de ler.Pelo menos uma coisa positiva saiu de tudo isso,posso criar a vontade e gastar meu tempo como eu quiser.E finalmente podem ser meus pais,mas a vida é minha e vou viver do meu jeito,mesmo sabendo o trabalho que ainda tenho pela frente,porque se purificar de tanta negatividade é mais difícil do que parece.E para os dias bons e os dias ruins,é melhor levantar o muro e evitar conversas que machucam,pra isso é bom fofocar sobre novela,pelo menos todo mundo sai vivo.

Iara De Dupont

2 comentários:

C.Belo disse...

eu li seu post anterior e acho que este fala mais ou menos da mesma coisa: o quanto crescer ouvindo que não somos bons o suficiente nos atrasa! De fato, se em idade adulta já sofremos por não agradar as pessoas que mais importam para nós (nossos pais) imagina uma criança!

engraçado, eu tb sinto a mesma coisa: por ninguém esperar "nada de grandioso" de mim, eu não sinto a pressão de ser sempre a fodona! Só que isso tem um preço, e vc deve conhecer bem...

Por exemplo, eu sofre bullying gravíssimo na escola; JURO que não sei pq, mas as crianças começaram a me chamar de maluca na segunda série primária, e este virou meu apelido oficial. Eu era a chacota da escola e meus "coleguinhas" chegavam a se reunir na rua da escola para me azucrinar, muitas vezes formavam um verdadeiro corredor polonês e me batiam. Sofri bullying até do professor de português, que virava e mexia entrava na "onda" dos alunos e me chamava de maluca tb! Quando eu reclamei, ele me chamou na frente de todos na sala de aula e me humilhou, dizendo que se 400 pessoas diziam que uma casa era azul, e somente uma dizia que esta casa era verde, em quem eu deveria acreditar? Daí vc já imagina....

Isso, obviamente, me deixava arrasada! E tudo o que queria ao chegar em casa era um aconchego, um colinho de mãe....mas aí eu chegava chorando contando essas coisas, ela (que depois que cresci comecei a entender que a falta de cultura só deixava a ela esta alternativa), por não saber a forma mais correta de agir, ficava com raiva e descontava essa raiva, adivinha em que??? EM MIM! Me batia e gritava dizendo que se eles me chamavam de maluca, era pq alguma coisa em mim estava errada; talvez meu jeito de andar? Ela chegou a me ensinar como andar, de forma imponente, cabeça pra cima...juro que no dia seguinte MESMO eu tentei andar assim, resumo: me zoaram ainda mais fortemente do que nunca pq, claro, eu estava ridícula andando como se fosse um soldado marchando.

Mudar de escola estava fora de questão; afinal, como o problema era EU, isso iria acontecer em qualquer outra escola!

A forma que eu encontrei para sobreviver a esta fase foi me fechar e agir sempre na defensiva; virei, praticamente, um CAVALO ESTÚPIDO, como todos me chamavam em casa (nunca está bom, viu só?). Dava patadas em todos que se aproximassem e assim entrei na adolescência intacta, porém quase sem amigos! Este foi o efeito colateral da minha medida de sobrevivência.

Claro que cresci, amadureci, melhorei muitas coisas, aperfeiçoei meu método de lidar com as agressões externas, só que certas marcas ficam mesmo. Como por exemplo, acreditar-me incapaz diante de diversas situações.

Sinto, até hoje, esse olhar de desprezo da família em relação a mim; minha mãe chegou a dizer com todas as letras que tinha vergonha de mim, e isso foi há apenas 2 anos atrás!!! E sabe o que é pior??? Ela não falou isso brigando comigo, não!!! Ela falou DE BOA, assim, meio que sem perceber. Eu sou uma mulher de 32 anos, casada, mãe de uma menina de 3 anos, enfim, não sou mais aquela garotinha do colegial amedrontada e indefesa, mas isso doeu FUNDO mesmo assim.

Ah Iara, desculpe pelo "testamento", mas é tão consolador ler estas suas palavras e ver que eu não estou sozinha! Que alguém mais no mundo está apto a entender estas questões! OBRIGADA POR ESCREVER!!!! OBRIGADA!!! E NEM PENSE EM PARAR!!!! Quando sua mãe menosprezar novamente seu blog, mostre este comentário pra ela e PROVE a ela que seu blog é útil pelo menos para UMA pessoa neste mundo! E quem disse que ser grandioso é apenas atingir multidões? Poucas são as pessoas que conseguem atingir de verdade o coração de alguém como vc. Isso pq vc escreve sem filtro, seu blog não existe apenas para vender produtos de beleza e mostrar o quão perfeita é sua vida e provocar invejinha nas "inimigas". Continue assim!

SUZANA disse...

Nossa o depoimento dela(C.Belo) me doeu,eu tb sofri bullying,das crianças dos adultos eles que até ajudavam nunca me senti protegida, nessa parte coitada da minha mãe ela teve meningite ao nascer e suas pernas entortaram ela teve que sair da escola porque as crianças ia xingando ela até a porta da casa dela e isso foi no começo da década de 60, então quando eu passei a ter o mesmo problema ela ficou perdida e me atacou um pouco tb ela sempre se usava de exemplo porque ela foi atrás do médico, arranjou tudo para ser operada porque os pais não queriam porque era arriscado, tinha 13 anos acho que foi pela única coisa que ela lutou de verdade na vida dela, ainda por cima foi molestada pelo fisioterapeuta ela não fazia a mínima ideia do porque ele fazer o que fazia teve medo e largou, nunca contou para ninguém,mas quando aconteceu comigo ela só viu uma maneira de eu me livrar que era emagrecendo, então ela e meu digníssimo pai me pressionaram bastante não tive a sorte do meu peso não ser um problema familiar, quando tinha seis meu pai pegou uma madeira colocou uma mangueira e deixou meu irmão mais novo cuidando ele queria que eu fizesse abdominal vertical pior que eu fazia uma seis, e ficava triste por não conseguir agrada-lo tudo por culpa do Édipo, eles sofriam pelo o que eu sofria e faziam eu sofrer mais eles usaram todos os artifícios que tinham, até me deixar fumar com 13 eles deixaram tudo na esperança vã do meu emagrecimento,mas minha mãe viu o meu blog e ficou encantada e cheia de planos para mim(TSC TSc) eu já me acertei com a minha mãe sobre tudo que me fez mal pela parte dela foi a pior conversa que eu tive na vida e foi o choro mais profundo que já tive.

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