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30 setembro 2013

Iara, a sereia namoradeira




Vendo meu blog meu irmão comentou- Não sabia que você tinha tido tantos namorados!
E uma menina me mandou um e-mail dizendo- Por favor, faça um blog sobre namoros e como conquistar, porque você sempre está de namorado!

Esse assunto passeia bastante pelo meu e-mail,  já escutei de uma pessoa que se eu namorasse menos teria mais tempo para resolver outras partes da minha vida. Outra pessoa dizia que eu deveria estar no museu, uma feminista como eu sempre namorando!
Só recebi um e-mail de mulher, essa garota que me sugeriu falar sobre isso, o resto dos e-mails foram de leitores homens, que sempre reparavam nesse detalhe.

Eu não acho nem acredito que deva explicações a alguém, mas me entristece demais esse assunto por isso venho comentar sobre ele, já que se eu namorei três milhões de homens ou um, não é problema de ninguém, não admito esse machismo vigiando minha vida e mandando frases floridas, me avisando que assim ''não se comporta uma mocinha ''. Os homens que eu tive e vou ter, são meu problema e deles, não é da conta desse machismo virtual.

Mas infelizmente namorei poucos ( até agora ) mas o último durou três anos, os piores da minha vida, os anos de abuso e de dor, e eu apenas falo disso porque ninguém nunca me avisou que eu estava envolvida em um círculo de abusos, então falo na esperança de que alguém leia e acorde pra vida e entenda o que eu chamo de ''machismo diluído'', aquele que nos corroí sem percebermos, achamos que estamos com um cara legal, mas ele apenas está vestido de ''legal'', mas é péssima pessoa.

Todas as histórias terríveis correspondem a esse ex, o qual eu não pronuncio seu nome, uso uma tradição indígena que aprendi, quando queremos afastar uma pessoa e que ela jamais nos procure, nunca, nunca, nunca devemos dizer seu nome ao vento, porque ele pode levar o recado e trazer a pessoa de volta. Nesses casos a pessoa vira ''a sem nome''.
Mas meu blog é a prova concreta de como as mulheres ainda são perseguidas e sua vida íntima se considera pública e todos devem vigiar sua honra.

Amigos e amigas tentam me avisar ''Iara, você fica escrevendo de um jeito, assim nunca vai achar um namorado sério!''. Ora e onde está escrito que eu me dedico ao meu blog sonhando em encontrar um namorado ''sério''? Por acaso tenho mais de mil posts dizendo e procurando por isso? Eu apenas quero escrever sobre o que quiser sem ser vigiada nem podada, não estou ''catando'' namorado aqui. E como fica essa confusão? Meu blog é sobre os namorados que tenho ou os que vou ter? De qualquer jeito é minha vida pessoal e faço dela o que quiser, inclusive escrever, isso não dá o direito da ninguém de sair vigiando.

Levo na boa que me digam que não gostam do blog, mas não tolero debaixo de nenhuma circunstância que venham me perguntar da onde tiro tanto homem pra namorar ou quanto tempo namoro cada um. Até porque jamais fiz disso a bandeira do meu blog, sou clara em relação aos meus ex-namorados, meus namoros foram um pesadelo e pretendo usar isso para divulgar o machismo que oprime todas as mulheres, meu blog não é sobre as alegrias do namoro, pelo contrário, quando toco nesse assunto se a pessoa tiver sensibilidade para ler vai perceber que falo com dor e mágoa.

Tudo isso é o machismo diluído, a falsa ideia que existe na sociedade que a vida íntima da mulher não pertence a ela. E já teve que me ''avisou'' para parar de contar essas histórias de namoro para não ficar com fama de   ''você sabe do que''.
Eu fico deprimida de ver, no século XXI, que isso ainda aconteça. O que eu deveria fazer então? Tirar meu nome e colocar um pseudônimo masculino para acalmar os ânimos? Devo voltar quieta ao século XVIII e me desculpar por me atrever a falar do machismo, sua violência e a loucura masculina?

Uma história sobre uma escritora, Sor Juana Inés de La Cruz, no século XVI, dizia isso, ela foi colocada em um convento, porque era demais para a sociedade, mesmo assim e graças a riqueza de sua família ela conseguiu publicar seus escritos, caso contrário teria morrido como milhões antes dela. Em uma carta escrita por um Padre a um Bispo, ele sugere a morte dela, já que ela é atrevida e perigosa, e diz o Padre ''ela é tão atrevida que levanta a caneta como se fosse a espada de um soldado, não conhece os limites''.

A quem está preocupado com minha vida pessoal recomendo a leitura de outros blogs mais fofinhos, eu posso ter milhões de defeitos, mas sei muito bem onde estou parada e a quem devo agradecer. Cada vez que escrevo sei que antes de mim milhões de mulheres morreram por fazerem isso. Sei que minha liberdade foi conquistada por outras e por gratidão e honra não vou desviar meio centímetro do caminho. Elas não tiveram medo, eu também não tenho. Não é o machismo diluído nem o concreto que vão quebrar minha caneta. Pra quem acha ou deixa de achar sobre meus namoros, aviso, estou me lixando. E não tenho dó de nada, se tiver que levantar minha caneta como se levanta uma espada, vou fazer isso sem titubear, assim como mulheres antes de mim fizeram. Não existe guerra sem caneta.

Iara De Dupont

2 comentários:

Suzana Neves disse...

Relacionamento ruim é uma pena,eu aprendi muita coisa olhando os dos outros,principalmente dos meus pais e aprendi que você tem que se amar em primeiro, me respeitar como pessoa foi difícil, você passa por riscos como ficar sozinha que é muito melhor do que mal acompanhada mas já me fizeram acreditar que era assim mesmo, até tratei esse meu relacionamento como se devesse algo a ele mas aprendi que não é assim, tendo respeito e amizade alem de tudo está dando certo por enquanto, mas língua alheia é um perigo eu já fui vista brigando em um carro branco e me divorciando na imaginação alheia.

Poeta da Colina disse...

A cada um que reage a uma palavra, há 10 que sentem. Não abaixe a caneta.

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