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28 agosto 2013

Sinhá não quer médicas cubanas (parecem empregadas domésticas)





Tento ser otimista, mas alguma coisa acontece e eu lembro que moro no sítio Brasil. E isso é graças aos seus coronéis e suas sinhás, que de repente saem da casa grande e berram pela cidade os seus desgostos, em um ataque de ódio e egoísmo que só quem já viu sabe o perigo que pode ser.

Se eu estou de bom humor até dou risada, hoje é engraçado ver esses coronéis e sinhás gritando no meio da sala, mas não posso negar como cidadã que eles atrapalham o país, atrasam o progresso porque fazem questão de amarrar suas crenças a uma pedra impossível de ser removida. Acredito sinceramente que o Brasil não anda pra frente por culpa de sua burguesia histérica e ignorante. Temos a classe dominante mais burra do planeta, mais precária e incapaz de seguir uma lógica.

Agora estão fazendo mimimimi pelo programa do governo de trazer médicos estrangeiros ao Brasil. Os médicos brancos e de classe alta no Brasil não gostaram de saber disso e começaram a reclamar. A única coisa que meu pensamento acompanha o deles é no fato de ser necessário exigir uma avaliação, isso acontece em muitas partes do mundo e o Brasil apesar do que foi dito, disse que vai fazer.

Mas o que os coronéis brasileiros não sabem é que os cubanos são considerados os melhores médicos do mundo, por diversos motivos, um deles é o extenso trabalho que fazem em medicina preventiva, já que pelo embargo que Cuba sofre grandes laboratórios americanos e europeus não entraram na ilha, então os pacientes ficaram livres de serem dopados e usados como cobaias, como acontece no resto do mundo. Por isso Cuba tem sido pioneira em tratamentos e descobertas científicas, não são médicos de apenas receitas, são médicos que trabalham duro para achar soluções, não ficam usando apenas as drogas que os laboratórios mandam usar.

E pelo menos em alguns países esses médicos cubanos valem ouro. No México eles são bem recebidos, trabalham nos melhores hospitais e são considerados profissionais de alto gabarito.

O programa no Brasil de trazer mais médicos para cá é justamente pela falta deles. Também faltam clínicas, hospitais e postos de saúde e equipamento, mas isso não é culpa dos cubanos, é culpa do governo corrupto brasileiro, se quer trazer médicos também vai ter que se virar para dar uma estrutura de trabalho.

Infelizmente as sinhás estão reclamando de outras coisas, além da vinda dos médicos. A sinhá Micheline Borges reclamou da aparência das médicas cubanas, concluindo que elas parecem ''empregadas domésticas'' e que ''Deus proteja nosso povo''. É, faz tempo mesmo que Deus precisa proteger o nosso povo, mas não das médicas cubanas, mas das sinhás como Micheline.

O que sempre me intriga na casa grande é como deve ser a vida lá dentro, já que os coronéis e sinhás não tem a menor noção de realidade. Não sei da vida da sinhá Micheline, mas eu já entrei em um hospital, por uma emergência morrendo de dor e não estava preocupada com a nacionalidade nem aparência do médico, eu apenas precisava de um médico. Deus existe e apareceu uma médica maravilhosa, deu tudo certo. Mas eu não pedi seu passaporte nem me preocupei com sua aparência, simplesmente porque quando você precisa de atendimento não interessa a nacionalidade nem a aparência, você precisa apenas sair da dor que está sentindo. A médica foi muito competente e isso que me importa.

Como deve ser a vida lá na casa grande que eles não se preocupam com isso? A sinhá Micheline disse que ''médico tem postura, cara de médico''. Bom, no meio da dor isso fica difícil de pensar.

A médica me atendeu e tudo terminou bem. E ela era boliviana. E graças a Deus estava ali, para atender, caso contrário eu teria sentido a dor mais tempo. Ainda bem que o caminho dela cruzou o meu. E benditos sejam todos os médicos que cruzam o caminho do paciente e trazem algum tipo de alívio.

Os médicos cubanos vão enfrentar no Brasil seu maior desafio. Vão descobrir aqui que não tem remédio para o preconceito nem a ignorância. Vão ficar sabendo que no Brasil as sinhás têm o coração estragado, mesmo assim respiram, isso sim é um enigma que nenhuma medicina em nenhum lugar do mundo vai conseguir decifrar, como um ser humano pode caminhar, andar e viver, apesar do coração podre.

Iara De Dupont

5 comentários:

clarissa lima disse...

Oi Iara, acompanho o teu blog quase diariamente e concordo com muitas das tuas opiniões, mas, hoje, fiquei chateada com vc! Sou médica, trabalho no SUS, sou psiquiatra infantil, ralei 6 anos de faculdade e mais 6 de residência médica, estudo todos os dias há muitos anos... Sinto te dizer, mas vc está mal informada a respeito da medicina praticada no brasil e no mundo... Nós, os médicos, não prescrevemos nada a mando de laboratórios, prescrevemos com base em estudos científicos sérios... Por incrível que pareça nós não queremos dopar ninguém... queremos que as pessoas tenham melhor qualidade de vida... pensa comigo, uma criatura passa anos da sua vida num laboratório desenvolvendo um analgésico potente para tratar a sua dor de cabeça... por que vc não vai tomar? Vc acha mesmo que nós queremos o mal da população? Te convido a conhecer meus ambulatórios de SUS em 2 hspitais públicos e na universidade, onde atendo 13 crianças por tarde, a maioria autistas e hiperativos (que é doença e tem tratamento, me poupe do mimimi, depois conversamos o que é medicina de verdade, não propaganda política...Ah, como sou professora da universidade, peguei a prova do revalida e a fiz... te digo, acertei 94% da prova, e sou formada há 15 anos...e não sou nenhum gênio...A Michelle essa, foi de uma infelicidade absurda no seu comentário, mas não desmereça a minha profissão. Obrigada. Clarissa

Iara De Dupont disse...

Ah,Clarissa,que pena que você ficou chateada,sinto muito por isso,mas eu não tenho nada contra médicos,lamento se você sentiu assim.....sei que trabalham duro e sei que no Brasil as condições são as piores possíveis,conheço bem a realidade do país...e não acredito que os médicos querem o mal das pessoas,pelo contrário,mas infelizmente minha fé na humanidade não se extende a indústria farmacêutica,da qual eu duvido e tenho certeza que não se move a boas intenções nem tem traços humanistas.Tenho certeza que é uma indústria movida a bilhões de doláres e seu único objetivo é vender,mesmo que sejam medicamentos que ninguém precise.Talvez a única parte humana em um hospital é o médico e o paciente,mas o resto é uma indústria e precisa ser movimentada.Eu acredito piamente em doenças criadas em laboratórios e duvido de todos os relatórios feitos pela indústria...enfim,e os cubanos até onde eu sei trabalham pouco com esse excesso de medicamentos porque não tem acesso a eles,me desculpe por isso,mas eu penso que tirando algumas coisas básicas e necessárias,alguns remédios que realmente são importantes,o resto é para dopar o paciente e não acho que seja culpa do médico,mas da indústria.Enfim,espero que voce não fique muito tempo chateada comigo!

Anônimo disse...

Eu achei muito bom ter vindo esses médicos de Cuba. Clarissa, vc é uma exceção. Aqui no nordeste e acredito que em grande parte do país os médicos sacaneiam com a gente do SUS. Basta vc notar a diferença com que é atendido no particular e no sus. Tem gente morrendo todos os dias por negligência que não é só culpa do governo, os MÉDICOS tem culpa também.E muitos estão reclamando por que ESTÃO PREOCUPADOS COM O BOLSO E NÃO COM A SAÚDE DOS PACIENTES.

Anônimo disse...

A moça acima falou da vida dela, do dia a dia dela.
Eu fui por pouco tempo uma mera técnica em enfermagem, por desgosto total, mudei de profissão.
Não teve um dia sequer na época dos meus estágios na rede pública que não vi pacientes serem destratados por médicos, ou a própria equipe da enfermagem. Eram sempre grosseiros, minimizando a dor dos pacientes, fazendo pouco caso, eu lembro de no estágio em maternidade uma mãe que claramete estava tendo um surto após ter o bebê, quando a médica foi em seu leito falou nesse tom: chama essas garotas de estágio e dá um banho gelado pra essa louca parar de chorar e dar chilique, isso é frescura.
Ou eu mesma dentro de uma upa na Tijuca ( Rio de Janeiro) Eu estava aguardando atendimento e tinha uma senhora ao meu lado, ela havia perguntado onde eu morava pq disse que lá na unidade era sempre os mesmos pacientes que moravam numa comunidade atrás dessa Upa. Eu disse a ela que não morava ali. Eu trabalhava e havia passado mal, ela se quixava de 3 dias de febre. Chegou uma médica e essa moça que estava do meu lado levantou e disse: Quando seremos atendidos estamos aqui desde cedo, isso já era 17 hs. A linda loira respondeu: Olha eu dou aula em faculdade( quem te perguntou alguma coisa) depois venho pra cá estou cheia de dor de cabeça e estou aqui, vc vai esperar até meia noite se for necessário vc n estudou da nisso.

Poeta da Colina disse...

Se o governo está errado, apresentem uma proposta melhor, encontrem um jeito de assumir os postos dos rincões deste país. Quando abriram as vagas ninguém quis ir nos "fins de mundo". É preciso trazer médicos de outros países para atender quem realmente precisa.

Os caras vão receber mal, o governo está explorando, não tem equipamentos. Então se revolte e cobre deste governo, mas não se revoltem com quem veio aqui para trabalhar, para assumir aquela vaga no interior do Tocantins, Pará, Vale do paraíba, e tantos outros interiores, que nenhum dos médicos brasileiros quiseram assumir.

Antes um lugar com médico sem equipamento, do que sem nenhum dos dois. O povo está as traças, e acho que o governo está tentando apenas apagar o incêndio mais uma vez, sem resolver nada. Mas já é alguma coisa.

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