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07 agosto 2013

Caindo na conversa dos outros (Eike merda!)




Eike Batista: enquanto existir o verbo, ele dá a volta por cima

Em um entrevista em algum site de economia um executivo canadense disse que só quem foi preguiçoso perdeu dinheiro ao investir nas empresas de Eike Batista, porque o que aconteceu agora em sua recente empresa, já tinha acontecido antes.
Anos atrás Eike conseguiu dinheiro de vários investidores, principalmente canadenses e jogou pesado por uma área onde ele dizia que existiam minas de ouro na Grécia. Ele estava certo, mas é uma área protegida por leis porque é um sítio arqueológico. Junto com os protestos e as leis, o projeto de explorar as minas foi vetado e todo mundo que tinha investido na empresa de Eike perdeu o dinheiro.


E agora sua mais recente empresa OGX teve a mesma trajetória, Eike saiu juntando dinheiro dos investidores para a empresa de petróleo, mas de novo fez o mesmo, como os custos de explorar petróleo ou ouro são muito altos, é necessário o capital de várias partes, mas as duas vezes Eike errou nas previsões, explorar petróleo ficou mais caro do planejado, porque encontraram mais obstáculos do que os previstos e no fim perceberam que custaria muito mais e não daria o retorno no tempo desejado, na verdade talvez nunca e lá foi outra empresa pro buraco e os investidores perderam tudo.


E esse executivo disse na entrevista que Eike é o rei do Power Point, é excelente para vender projetos, mas vender não quer dizer ser um bom empresário. Era só ver o histórico de Eike antes de sair investindo milhões para explorar o petróleo.


Não conheço a cultura no Canadá, não sei como as pessoas vivem ou pensam lá, mas o que aconteceu com os investidores de Eike acontece com todos os brasileiros, não é só pela memória curta, mas por crescer em uma cultura onde não aprendemos a dizer ''não'' e sempre estamos justificando os outros, crescemos sabendo que o país é injusto com todos, empresários, cidadãos e todos a sua maneira são vítimas de um sistema corrupto, a maioria das pessoas não sai checando o passado de todo mundo, e se fosse assim todos estariam comprometidos, porque todo mundo em algum momento tropeçou. Entendemos fácil os erros dos outros, porque também sentimos na pele o que é viver assim, na ausência de Estado e na mão de Deus.


E pelo Brasil ser um país instável economicamente sempre entendemos o lado de quem vai a falência e tenta de novo, conhecemos todos os altos impostos que o governo tira de todo mundo e estamos acostumados com milhões de histórias de pessoas que caem, mas levantam novamente. Não sei os investidores internacionais, mas os nacionais são fáceis de enrolar e Eike sabe disso. É só um bom papo,uma boa comida, alguma promessa de driblar o governo ou de já contar com o apoio dele e as pessoas abrem a carteira.


E quem nunca conheceu um Eike? Eles são ótimos na conversa, podem dar a mancada, mas sabem sorrir e começar de novo.

Não duvido que muitos investidores brasileiros conheciam a trajetória acidentada de Eike, mas por que não acreditar de novo? E ainda por cima isso se junta a mentalidade da vantagem, com certeza como bom vendedor Eike deve ter prometido algumas vantagens por fora e a pessoa acreditou, e ao contrário de outros países onde a mentalidade é de contribuir, aqui no Brasil a mentalidade dos empresários sempre é de vantagem em cima do governo e de seus altos impostos, aqui acreditam que bom empresário é aquele que engana e dribla o governo.

Estamos cercados por milhões de Eikes, pessoas que são boas de verbo e vão levando a vida assim, comprando seus sonhos com dinheiro alheio.

Várias pessoas do meio econômico dizem a mesma coisa, Eike é um ótimo vendedor, capaz de vender qualquer coisa. Deve ser o sangue brasileiro, acostumados a nos virar nos trinta somos bons no verbo mesmo.

E também existe os Eikes emocionais, capazes de enrolar e no fim acabam magoando.

Por princípios de vida e por trágicas experiências, eu peguei horror a gente assim, que vai enrolando os outros, colocando uma mentira sobre a outra e sem pensar nas conseqüências. Porque pra mim parece inacreditável alguém levantar um projeto de explorar uma mina de ouro sem ver no mapa de quem é a região e que leis protegem essas terras, não entendo como os investidores não pensaram nisso.

E nada disso é culpa de Eike, ele apenas vendeu sua ideia, não é responsável por quem acreditou nela.Essa é a parte que mais dói em todos, principalmente em que perdeu milhões, saber que não foi obrigado a nada, investiu porque quis.


Eu já passei por momentos terríveis por ter sido enrolada por uma pessoa assim, perdi tudo o que tinha e levei anos para entender e nem sempre entendo, que a pessoa em si não tem culpa, a burra da história fui eu que me deixei enrolar, ninguém me obrigou a nada, eu que acreditei na pessoa.


Leva tempo, mas um dia a gente aprende a conhecer um pouco do ser humano e começamos a ver que têm gente que vende feijão, têm gente que vende sonhos. É só escolher em quem vamos apostar. Mas depois não adianta chorar e dizer que fomos enganados, a escolha foi nossa.


Hoje se percebo alguém assim perto de mim, de muita conversa, de muitos sonhos para vender, eu imediatamente me escondo debaixo da mesa, sei bem o poder de convencimento dessas pessoas. Não sei para os outros, mas para minha vida essas pessoas só trouxeram dor. Fechei os ouvidos para elas, a única coisa que quero desse tipo de gente é distância.


Iara De Dupont

Um comentário:

Jose Luis Oliveira disse...

Picareta é picareta.

Existem escolas disso. Abandonei uma dessas escolas por não ter estômago para isso (precisava dormir a noite). Há quase duas décadas, trabalhei como corretor e por simpatia do dono da imobiliária, ganhei uns cursos de "neurolinguística", no que acabei me formando como "facilitador"(uma espécie de instrutor).

O poder de persuasão realmente aumenta exponencialmente: é uma faca, pode ajudar na extração de uma bala e salvar uma vida, mas também pode causar bastante dano.

Vi colegas convencendo gente inocente a comprar imóveis em lugares de enchente, pessoas de fora da cidade usando todas suas economias em lugares violentos, arapucas reformadas que desabariam na cabeça de quem lá morasse, terrenos dentro de represas, ou em áreas de manancial, loteamentos sem documentação...

O mesmo acontece em milhares de agências de automóveis: quantos não compram carros "semi-novos" para descobrir, em poucos meses, que adquiriu uma bomba, um motor fundido? Um câmbio caríssimo a ser trocado? Quantas assistências técnicas te prometem um conserto, uma troca de peça, quando só era necessário um pequeno ajuste, uma limpeza interna no produto?

Anos depois, após minha conversão ao cristianismo, vi que alguns pastores usavam a mesma metodologia neurolinguística para manipular auditórios... Fins justificando meios? Não creio. A culpa não pode ser nossa por acreditarmos na ordem moral das coisas quando gente é posta como honesta e não o é.

Não podemos ser acusados por agirmos de boa fé.

Se sou consultor em "algo", ou autoridade destinada a esclarecer, alguém, a ser procurado para dar informações confiáveis, não poderia mentir e justificar essa mentira com minha necessidade financeira. Isso se enquadra em crime. É golpe. (corta pra mim, corta prá mim...rs)

A velha história do bilhete premiado trocado por ninharia ainda funciona porque os estelionatários sentem o cheiro da ingenuidade e da carência nas pessoas.

Concordo quando diz que nossa parcela de culpa nisso é nossa ambição (que massageada pode se tornar ganância), mas é como aquele que oferece droga a um dependente químico em recuperação: é covardia.

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