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02 agosto 2013

Amor à vida: Félix , o sofrimento a gente inventa


Félix: tanto sofrimento a toa
Tive um professor muito sério, mas ele ia as festas, ficava bêbado e começava a dizer coisas engraçadas. Gostava de subir na cadeira e gritar:
-A humanidade é uma merda.
Então alguém se aproximava e perguntava porque e ele respondia:
-Porque o ser humano gosta da dor, gosta de sofrer e é um covarde, se recusa a admitir que é feliz na dor, tem tesão na dor, nunca vão ser felizes, porque a dor é a única coisa que interessa as pessoas e se não tem, elas criam!E criam tudo, 99 % do nosso sofrimento a gente inventa!

E ontem vendo a novela ''Amor à vida'' pensei nisso. Na cena muito bem feita, a personagem Edith, revela na frente da família que seu marido Félix é gay e por isso vai se separar. O que aconteceu em seguida comprova o que meu professor dizia, o ser humano não só gosta da dor como faz questão de criar todos os mecanismos que levam a ela. Todas as reações familiares foram desmedidas, todos agiram como se fosse a pior coisa que poderia acontecer em uma família. Se eu tirasse o som da televisão eu poderia falar que Edith acabava de comunicar a sua família que Félix estava com uma doença terminal e tinha apenas mais uma semana de vida, então a reação teria tido lógica, todos chorando, se desesperando e Félix dando voltas pela casa sem noção do que fazer, totalmente desamparado.

Infelizmente a cena é real, eu mesma já vivi isso algumas vezes com familiares e amigos, eles comunicam que são gays e a família age como se eles tivessem dito que iam a guerra ou estavam morrendo.

E tudo isso é apenas pelo o que meu professor fala, a maneira de viver sendo infeliz, com dor, já que condição sexual não é pra matar ninguém de tristeza. Principalmente no caso do personagem de Félix, o vilão da novela, que apronta horrores e ninguém fala nada, a família acha que é o ''jeito'' dele. Mas na hora de saber sua orientação sexual, a família surta e hoje vai surtar mais ainda, porque o pai vai se recusar a aceitar.

É bom mostrar essas cenas assim para que as pessoas possam ver o quanto são limitadas, infelizes e com essa mania de criar dor, cenas assim mostram a todos como o ser humano é patético e ridículo, como faz show e escândalo por nada. A única coisa que justifica tanto barulho e dor é uma doença terminal, no resto se dá um jeito e no século XXI fazer todo esse barulho porque alguém diz que é gay mostra como o ser humano é mesquinho e miserável, de tudo que pode acontecer com uma pessoa ser gay não é um problema.

Talvez meu professor tenha razão, criamos 99% da dor que temos, não é real e vivemos em função disso. Toda a família de Félix vai surtar mais ainda, vai se desestruturar, porque ele é gay, mas o dia que ele confessar que jogou um bebê em uma caçamba para morrer de frio ninguém vai reagir como reagiu o dia que descobriu que ele era gay.

Já tive amigos que foram parar em hospital, depois da surra que levaram de pai e irmãos ao dizer que eram gays. Mas os irmãos héteros viviam em problemas com a bebida, os carros, as mulheres e nunca apanharam, já os gays sim.

A cena na novela foi muito bem trabalhada, mostrou o sofrimento de todos, mas um sofrimento artificial, porque se alguém parasse para pensar de cabeça fria poderia ver que não existia motivo para sair dando murros na parede.

E tem gente que ainda vai me dizer: Você pensa isso porque não é teu filho, queria ver se teu filho fosse gay !

Mas essa é a mesma questão, de tudo o que um filho pode ser, gay não é o problema, é a vida íntima dele. O problema são os filhos que matam, roubam, estupram ou que já nascem com doenças sérias e vivem em hospitais, aí sim a família têm todos os motivos para perder o controle, as mães que vêem seus filhos em filas de espera para transplantes de órgãos, em situações assim dá pra entender o porquê da família ficar maluca e sofrer muito,mas a condição sexual de ninguém não é pra causar sofrimento e menos como o da novela, onde todos perderam o chão.

O chão que engoliu a família inteira foi o chão que eles construíram, de preconceito e idéias absurdas, de um mundo irreal onde só os héteros são felizes e os gays sofrem, como se o sofrimento da existência humana fosse exclusividade apenas dos gays.

É, meu professor tinha razão, 99% do nosso sofrimento é criado por nós mesmos e somos os únicos que podemos mudar esse número e ter uma vida melhor.

Iara De Dupont 

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu achava que hoje em dia as familias ate ficavam chocadas,pais desapontados,alguns poucos revoltados,mas pelo jeito a coisa e muito pior do que eu imagino,sei la,talvez porque eu ache que familia e familia,nao admito mau-caratismo,e demorei anos para nao aceitar,porque era familia,e familia a gente nao rejeita,imagine um filho.Agora sobre a cena incrivel da novela,nao aguentei,embora o drama fosse muito forte,e meu deu uma profunda pena do Felix que viveu em funcao de agradar a familia,tive que rir da reacao deles,da cara da mae,da Irma,do pai,como se realmente o grande problema dessa familia fosse o fato de Feliz ser gay. Dificil prever o future do Felix,ainda mais que o autor esta pirando na batatinha,talvez ele se regenere das maldades,ja que agora é moda,mas acho que as feridas feitas pelo pai sao tao profundas que ele nunca mais se recupera,e justo quem o mau-carater mor do Cesar,esse sim nao vale nada.

Anna

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