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27 junho 2013

México e seus doze desaparecidos: a tragédia de vocês têm explicação

 A tragédia tem rosto, são doze pessoas que sumiram
Como muitas pessoas fui educada para pensar nas coisas que estavam na minha vida. Não me disseram que tudo é uma corda, tudo está ligado e meus atos tem conseqüências.
Comecei a perceber isso quando resolvi abandonar o consumo de carne e de produtos animais, não queria mais fazer parte desse ciclo de dor e sofrimento. Pode não ser muito, mas é minha parte.

E cada dia mais as pessoas ficam egoístas e fecham suas portas. Muitos sabem, mas poucos se importam, é difícil controlar, o consumo empurra a todos e aqueles hambúrgueres deliciosos vem de campos de concentração de animais, mas quem vai deixar de comer? E os tênis incríveis? Todos sabem que vem de mão de obra infantil, tudo o que usamos que é fabricado na China é feito por escravos, muitos dormem no chão frio da fábrica ou estão amarrados ali, feito animais.
Mas o ser humano não pára, é uma característica dele. Não sei porque é assim, mas não consegue achar freio em nada.

E o preço de tanta loucura a sociedade paga, a natureza já pagou e agora as famílias pagam por isso diretamente.
Sempre fui e vou ser a favor de liberarem a maconha, desde que natural, não essa maconha super sintética, artificial,geneticamente modificada. Eu não fumo porque não fumo nem cigarro de boteco, quanto menos de maconha, mas apoio a liberação dela, até porque não acredito que seja o primeiro passo para a drogas maiores, seria o segundo, o primeiro é bebida que está em casa.

O México é conhecido por seus problemas constantes com o tráfico de drogas na fronteira. Dizem que isso é porque a grande maioria do que é distribuído no mundo sai da fronteira. Todos conhecem a Cidade de Juaréz, conhecida mundialmente pelos crimes contra as mulheres, mais de cinco mil mulheres já foram mortas misteriosamente e até hoje ninguém foi preso nem se sabe o motivo exato das execuções.

Mas o México é como o Brasil, um país enorme e de gente que na maioria das vezes não quer saber de problemas. Falar de problemas da fronteira para alguém que mora no centro, na Cidade do México é como querer discutir com um paulista os problemas da fronteira amazônica, o assunto simplesmente não interessa, apesar de todo o horror envolvido.
A tragédia de Juarez é um problema distante para a maioria dos mexicanos, apesar de tantas cidades no momento sofrerem por brigas de cartéis de drogas.

E o debate não sai do lugar,quando alguém começa a falar sempre tem alguém pra lembrar que fronteiras são problemáticas no mundo inteiro, não só no México, que além da fronteira tem o problema do nervo exposto, sua fronteira é com o país que os mexicanos mais odeiam no mundo, os Estados Unidos. Então eles levantam os ombros e dizem que tudo é culpa dos americanos e seu espírito bélico e a briga vem de longe, porque os mexicanos perderam em 1847 parte do seu terreno para os americanos e até hoje não engolem isso.

Mas há um mês o debate sobre as drogas encostou em todos os mexicanos. Em uma danceteria Heavens, na Cidade do México,em uma zona nobre, de turismo, uma das principais áreas da cidade, jovens estavam se divertindo, quando foram avisados por alguém lá dentro que a polícia ia passar ali e dar uma geral. Todos saíram correndo, desesperados, porque a polícia do México é como a brasileira, é melhor não ficar pra responder nada, porque até eles deixarem a pessoa falar, vai apanhar muito.

Todos saíram correndo, mas na porta estavam alguns veículos, esses tipo pick-ups e começaram a pegar quem saía da boate e jogar dentro do carro. Foram pegos de maneira aleatória e alguns conseguiram escapar.
Mas doze não. E isso foi há um mês. E onde eles estão? Ninguém sabe, ninguém viu.

A polícia diz que não pode fazer nada, ninguém viu, ninguém anotou as placas nem sabem o motivo pelo qual eles foram pegos.
Especialistas em assuntos de tráfico e brigas de cartéis dizem que houve um desentendimento entre dois distribuidores da cidade e isso foi porque um grupo fez uma represália ao outro, os jovens foram pegos ao azar, serviram apenas para que um grupo deixasse bem claro quem manda ali.

São doze famílias que estão dormindo no centro da cidade em protesto. Choram, berram, imploram por atenção a um governo omisso e de rabo preso.
E quem está por trás disso? Muitos vão dizer que são os traficantes, mas que mexeu essa tragédia foram os consumidores, principalmente esses meninos ricos, que saem na noite do México para comprar sua cocaína. No México como no Brasil quem alimenta os traficantes são pessoas de classe média e alta. Tanto assim que essa prensa aconteceu em um ponto alto da cidade, uma zona nobre.

Não tenho dó desses meninos que consomem cocaína, não caio nessa conversa de coitadinhos que ficaram viciados porque são muito sozinhos. Eu conheço bem eles, não têm nada de coitados e se o México explodir a maioria deles têm casa em Miami, não ficariam para ver o país voar pelos ares. A grande maioria das crianças ricas no México anda de carro blindado e segurança particular. Já trabalhei em uma emissora onde todos tinham dinheiro e não eram coitados. Sabiam muito bem comprar a melhor cocaína para levar a suas casas na praia.

Essa briga de cartéis no ponto nobre foi pela clientela exclusiva, essa que mantém o sistema andando. Traficantes existem porque pessoas compram droga deles.
O ser humano não se importa com o animal que perde sua vida para virar hambúrguer, por que se importaria agora com doze pessoas que sumiram?
Já conversei sobre isso com gente que usa cocaína e eles falam que não é pra tanto. Mas um não é mesmo, mas na Cidade do México 400 mil pessoas saem todos os fins de semana, gerando uma receita de 45 milhões de dólares em consumo de droga. Não é qualquer coisa, não são centavos.

Quem usa cocaína deveria saber disso, deveria ter consciência que é responsável por todas as famílias que choram seus desaparecidos e mortos.
Doze pessoas não voltaram pra casa, por uma guerra de cartéis, por uma questão de distribuição da droga. Quem usa a droga deveria ser responsabilizado pelo o que vem causando a sociedade.

Cansei dessa conversa de ''viciados coitadinhos'' e do outro lado ver tantas famílias destruídas.
Todos somos responsáveis pelo nosso consumo e agora mais do que nunca somos responsáveis por tanta dor, seja aos animais, a natureza, a pessoa. Não tem nada que um ser humano possa comprar neste mundo que não venha encharcado de sangue.

O consumo levou todos a loucura e é a destruição de todos. Pessoas que usam drogas se sentem bem por uns minutos, famílias que perdem seus filhos choram por toda sua vida.
Meu coração quebrou com isso, com toda a dor dos pais que tiveram seus filhos desaparecidos. E do outro lado estão os pais que dão dinheiro para seus filhos se drogarem e destruírem a vida dos outros. O ser humano é assim, quando não sofre a dor, causa ela.


Iara De Dupont 

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