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26 junho 2013

Mês de junho: fica mais um pouquinho, pelo menos até ele voltar....


Em algum horóscopo virtual li que junho ia ser um mês astrologicamente inacreditável, daqueles meses onde só acontecem coisas que não eram possíveis.
E pelo menos pra mim isso se concretizou em alguns aspectos, na verdade se continuar neste ritmo até o mês acabar eu vou acordar magra, rica e poderosa e dançando quadradinho de oito, porque tudo que parecia impossível começou a acontecer.

E não só por mim, todos os dias estou lendo e assistindo televisão, vejo como o Brasil borbulha de um jeito que  não vi nem em filmes, tanto para bem com para mal.


Cheguei tarde em casa. Minha vida é rotineira, não é de grandes emoções, pelo menos tem fases mais tranquilas, mais agitadas, mas no momento não parecia nada fora do comum.
Conheço todo mundo que me liga e sei dos horários em que fazem isso. Eu tenho secretária eletrônica e sei quem deixa recado ali.
Mas por isso mesmo nem me preocupo em conferir, sei bem que ligou, apesar dela não ter identificador.

Hoje cheguei e vi que tinha um recado, como era tarde pensei que fosse minha mãe, mas resolvi apertar o play e escutei o que nunca acreditei que voltaria a escutar.

Era ele, meu doce mais doce, o meu sonho de consumo. Na verdade tenho dois, mas com um eu consegui fingir que era adulta, quando o namoro terminou, ele me deu um fora, eu disse que tudo bem, comentei que também não morria por ele, apesar de desde o começo ter considerado ele o amor da minha curta existência. Na última conversa que tivemos eu menti, disse não sentir nada então acabamos amigos, ele sempre foi leal, sempre foi um dos melhores amigos que tive.

Fiquei de longe curtindo ele, amando em silêncio. Fui no casamento, batizado de filho, tudo em silêncio. Respeitei ele e a garota que ele escolheu, uma grande pessoa, uma mulher excepcional, não poderia ter escolhido melhor.
Mas ele nunca soube do meu amor por ele, então ficou tudo bem. E agora em junho recebi uma ligação dele, talvez venha para o Brasil por questões de trabalho, mas até isso acontecer não sei nada nem pergunto.

E tenho o outro amor, esse sim um amor maluco, sem sentido e perfeito demais. Tenho certeza de que ele me amou e ama tanto o quanto eu amei e amo ele. Foi tão intenso que a última briga foi cheia de ódio, de promessas eternas de nunca mais procurar ou ser procurada. Fizemos cada um ao seu tempo questão de nunca mais nos falar. A única vez que eu mudei de ideia, ele já tinha mudado de e-mail. Não sei se casou, não sei o que aconteceu com ele, porque não temos nem amigos em comum.

Não sei nada dele há exatos dez anos. E nem por isso deixei de pensar, pelo contrário sempre lamentei não ter contato com ele, sempre pensei que se a porta estivesse aberta eu já teria entrado. Sempre ensaiei o que falaria se visse ele, sempre, sempre, sempre sonho com o um e-mail dele no meu correio.

E hoje tinha um recado na minha secretária eletrônica, curto, direto, dizendo um ''oi'' e  ''por favor se comunica''. Eu teria reconhecido essa voz nem que fosse a última no mundo. O sotaque, o tom, tudo.
E não sei onde me comunicar. Não tenho o e-mail dele, não tenho o telefone, ele não deixou nada, nem o nome ele disse. Só sei que é ele porque eu sei que é ele, porque conheço cada vírgula, cada respiração.
E não adianta fazer um apelo no meu blog, ele não lê português.

São as três da manhã, do dia 26 de junho. E já escutei esse recado pelo menos vinte vezes. Ele ligou. Ele ligou depois de dez anos. Não sei o que ele quer, mas não me interessa, agora estou meio bêbada de alegria, pensando que ele lembrou de mim, eu, eu, só eu. Tenho vontade de sair na rua gritando, dizendo que é isso que vale a pena, é esse junho que eu quero pra sempre.
Desde hoje sempre vou lembrar junho como o mês dos meus amores, os frustrados, os amados, os mais desejados.

E como ele conseguiu meu telefone? Não sei. Nem penso perguntar. Nem sei o que dizer se ele ligar de novo.  E como vai ser entrar em julho, depois de um junho assim.
Pra mim até agora está ótimo, melhor só se eu acordar rica. Junho me deu um país que eu nunca pensei ver, me encheu de orgulho, me trouxe de volta alguns amores e encheu meu coração.

Eu olho no espelho e digo bem alto: ele ligou. Ainda estou lá, em uma parte dele, do seu coração. Isso mexe com toda minha estrutura, todo meu ser.
É junho, o mais louco de todos, o melhor. E vai acabar em três dias o meu junho. Mas pelo jeito mudou minha vida para sempre, talvez eu entre em julho como nunca entrei em um mês, com o coração cheio.

Iara De Dupont 

4 comentários:

Kcal GorDivah disse...

Yay!!!! *.* Nooosssa!! Até eu fikei eufórica lendo! Fiquei mt mt mt feliz em saber. Estou na torcida viu!
Aguardo o desenrolar feliz desta história. Mt amor Ira!

Bj queen size

Fernanda disse...

Vou torcer para ele ligar novamente...rs rs... Bjs, Fê

Iara Sindrominha disse...

Obrigado meninas pela torcida!Assim que eu souber de alguma coisa ou tiver notícias eu volto aqui e conto tudo!Vocês sabem que meu bloguinho é orgânico,eu conto mesmo!Beijos e obrigado a duas!

Carolina disse...

Iara,
meu coração disparou! rs... Como uma amiga minha diz, vou torcer para ele ligar demais!
Beijos e que o ano todo seja junho para vc!
Carol

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