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29 junho 2013

Brayan, por você não tenho vergonha de dizer: sou a favor da pena de morte



Quando um anjinho implora para não morrer é porque isso aqui deve ser o inferno
Alguns assuntos no Brasil são ''chatos'' de falar. Então nós empurramos eles para debaixo da mesa e pedimos a Deus que ele faça aquilo desaparecer.
Isso acontece em quase todas as esferas. Em casa assuntos do dia dia dominam e coisa importantes como sexo, drogas, bebidas, enchem os pais de constrangimento, muitos até falam, mas não chegam a abrir o jogo. No trabalho as pessoas se perdem em fofocas, mas não mencionam estratégias, puxadas de tapete nem seus objetivos, fica tudo ali, meio escondido.

E como cidadãos fazemos a mesma coisa, discutimos e argumentamos em cima de vinte centavos, mas nos recusamos a falar de assuntos mais
''pesados '', esses que geram ódios e stress.
Tratamos coisas que estão afogando a sociedade como se fossem nervos, que não podemos encostar nem dizer nada.

Hoje vi na televisão uma história horrível, dessas que me fez chorar de raiva, de ódio, de impotência. Uma família boliviana sofreu um assalto em casa e no meio da confusão um menino de cinco anos se assustou e começou a chorar. E pediu para não morrer, nem matarem sua mãe e mesmo com o dinheiro na mão, mesmo assim o bandido disparou na cabeça da criança e ele morreu.

Eu nem discutiria esse assunto, pra mim é caso de pena de morte. Mas eu estava com um amigo, que se revoltou com minha revolta. E me disse - Você nem sabe o que aconteceu direito e se o bandido estava drogado e não percebeu que era uma criança?


Ah, sim, tem isso. Mesmo que fosse um adulto, se já tinha o dinheiro na mão, pra que atirar? Essa é minha pergunta, pra que atirar, pra que atirar, pra que atirar, pra que atirar, pra que atirar?
Não me conformo, não entendo, nem quero entender como alguém vê uma criança de cinco anos implorar por sua vida e de sua mãe e mesmo assim é morta.

Li sobre isso em situações de guerra, mas os soldados são treinados, são educados naquele lixo mental de militares que pensam que senão matarem a criança, ela volta e mata todo mundo.É uma lógica horrorosa de guerra, mesmo assim me parece um ato imperdoável, acho que crianças sempre têm que estar acima disso, pra mim uma criança deveria ser intocável.

Lembrei de mim quando tinha cinco anos. Eu não sabia nem o que era uma arma, nem morrer, nem nada disso. Se esse menino sabia é porque o mundo se mostrou assim pra ele, tanto que no momento crucial soube pedir pela sua vida.


E hoje estou até revoltada com Deus, que permitiu que essa bala atingisse a criança. Eu não quero quem fez isso morto, eu queria ver ele pendurado em uma praça pública, porque o que ele fez não tem perdão de ninguém.

E cadê o Estado? Já foi dormir e amanhã ao acordar vai dizer que os assassinos são menores e não pode prender eles. Vou dizer uma coisa que o Estado não sabe, a vítima era menor também e em um jogo de privilégios não se pode trocar de lugar, o dever do Estado é defender o menor desamparado. Quem entra em uma casa e atira em uma criança não é um menor desamparado, é um maldito, um monstro que merece morrer do mesmo jeito que matou.

Meu amigo até tentou o argumento do assassino ser um menor abandonado pelo Estado, mas eu volto ao mesmo ponto, ele atirou e matou sem precisar fazer isso, não estava se defendendo, foi um gesto de crueldade e isso merece punição.

Não consigo imaginar um adulto implorando pela sua vida apenas por dinheiro, isso já cruza todos meus limites, mas imaginar uma criança de cinco anos pedindo clemência me parte a alma, me faz chegar a um ponto que não entendo mais nada.

O ambiente que essa criança estava era errado, não era lugar para uma criança se desenvolver saudável, era um cômodo cheio de escravos de uma confecção, oito pessoas em cárcere trabalhando quatorze horas por dia. Esse menino já estava em um mundo sórdido, no meio da escravidão, esse mundo que as crianças não deveriam nem conhecer. E de repente isso. Uma criança deve pedir um brinquedo, um sorvete, mas nunca pedir pela própria vida.

Quando uma criança implora pela sua vida é hora de agir, acabou essa de ''assunto chato'', ''assunto delicado''.
Qual o problema? Vão dizer que o Estado é corrupto, racista e a pena de morte é injusta porque centenas de inocentes vão ser condenados e se os ricos forem condenados vão conseguir se livrar.

Tá bom então, vamos discutir tudo isso, colocar na mesa, argumentar, se mexer, jogar o debate na rua, mas é preciso entender que estamos em um país onde uma criança de cinco anos implorou para não ser morta, é justo continuar empurrando as leis pra debaixo do tapete?


Temos que ter consciência que o sistema falhou, a segurança pública falhou, o sistema carcerário também, mesmo sendo um assunto '' chato'' temos que nos sentar e discutir o que podemos fazer como sociedade, mudar leis, pensar em penas maiores e alternativas, mas alguma coisa tem que ser feita.
São Paulo é uma cidade sem lei, se o inferno existe é aqui, não consigo imaginar nada pior do que uma criança pedindo pra não morrer. Nada me deixa mais triste do que isso, nada me dá mais raiva do que uma situação dessas.

E a explicação nem começou. Agora vão dizer que foram menores que mataram ele, que eles não podem ficar presos e lá vai gente dos Direitos Humanos para garantir que os menores não sejam torturados. Concordo com os Direitos Humanos em apenas um ponto, com um crime desses a polícia fica na parede e a imprensa no pé, então a polícia pega qualquer um, tortura e manda assumir o crime, nesse caso a pena de morte seria outra tragédia somada a tragédia, como se isso fosse possível. Pegar inocentes é especialidade da polícia, então temos que mudar as leis e carregar nos laboratórios de analise criminal, para poder acelerar as investigações e acabar com isso de pegar gente inocente para acalmar a imprensa que fica na porta e não queimar o filme da polícia.

O que não dá mais para tolerar é um Estado ausente que quando uma coisa assim acontece se limitar a dizer - Sinto muito.
Mas ninguém sente mais do que o menino que morreu, um anjinho, que teve uma passagem tão rápida, que implorou e não foi escutado nem por Deus. Uma criança pediu para não morrer e ninguém ajudou. Mas na hora da conversa mole o pessoal dos Direitos Humanos adora um argumento social e vão nos dar bastantes esta semana, com esse crime. Só quero dizer uma coisa a esse pessoal, cheio de frescuras e de
''não-me-toques'', os mimizentos, não importa o argumento de vocês, um anjo não se mata, nunca, jamais, debaixo de nenhuma hipótese.

Assumam sua posição de defensores de monstros e deixem de dizer que defendem os direitos humanos, porque quem mata uma criança não têm direitos e nem é humano.


Hoje acordamos todos pior que ontem. Um anjo enterrado, que pediu para não morrer, é um aviso do apocalipse que deve estar chegando. Ou já chegou.

Iara De Dupont 

6 comentários:

Anônimo disse...

Se esse país nao tem culhões nem para acabar com a menoridade penal,que dirá ter pena de morte. Prisao perpetua para estupro,fim do foro privilegiado,chega de hipocrisia. Pena que ninguem vai protestar pela vida dessa criança.
Anna Lara

Pili disse...

Estou sem fala. Chocada como você.
O monstro que matou essa criança o fez acreditando que podia.
Você agora pede a morte de outras pessoas também. Acreditando que pode.
Paz e força

Iara Sindrominha disse...

Pili,eu não pedi a morte de ninguém,se for pra pedir quero apenas a discussão sobre mudanças na lei e quero muito uma virgula,ao lado de crime hediondo.

Acho que é importante entender que as pessoas não são todas iguais,uma pessoa que atira em uma criança não ser julgada de uma maneira branda como alguém que roubou uma manteiga.E deixar essa pessoa na cadeia,que matou a criança,ficar lá no máximo quatro anos e depois sair e voltar as ruas,me desculpe,mas isso pra mim está errado.E acredito sim na pena de morte nestes casos,não entendo porque deixariamos a pessoa voltar as ruas e matar mais crianças.É dever do Estado proteger essas crianças.Mas essa discussão é longa,enfim,cada um tem seu ponto de vista,mas não se preocupe,as leis não vão mudar,eu nem trabalho nessa aréa e quem matou esse menino,caso seja pego,vai estar nas ruas novamente em menos de seis meses.E pessoas como eu,que pedem a pena de morte são minoria,a maioria está tranquila com a justiça e a lei.As coisas não vão mudar,não se preocupe com isso,você vai continuar vivendo em um Estado onde uma criança é morta,e não se pode pedir a morte de quem matou ela,pelo contrário,o Estado protege o bandido e cuida bem dele,de um jeito que nunca cuidou da criança.

Iara Sindrominha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Sou a favor da pena de morte e da prisão perpétua. Além disso, os marginais deveriam trabalhar forçados para pagarem suas despesas para com a sociedade. Quando os líderes apoiam bandidos, algo está muito errado.

Gabriela Barbosa disse...

Sou a favor da pena de morte/prisão perpétua para crimes hediondos como este,caso João Hélio,entre outros! É muito fácil ficar lá,defendendo bandido,junto com os Direitos Humanos,fazendo essa verborragia utópica que certas entidades adotam! Mas basta que aconteça algo horrível e criminoso com essas pessoas e seus parentes/amigos,para mudarem de opinião!

Segundo a Lola,você jamais poderia ser feminista! Eu penso totalmente diferente! Penso que nós duas somos realistas! Ela que vive na utopia! Estou seguindo esse blog agora! Siga o meu também: www.detudoumpoucorj.blogspot.com

Abraços!

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