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13 maio 2013

Vou pagar de gatinha e dizer que temos condições de receber imigrantes?

Imigrantes não são brinquedos, precisam de cuidados que ainda não podemos dar
Quando eu era pequena se alguém queria te ofender dizia: Sua filha da puta!
Isso era ofensivo lá no século XX, mas agora os tempos mudaram.


Em uma conversa eu disse uma coisa, uma pessoa não gostou e logo foi me ofendendo: Você é de direita!

Sinceramente pode existir direita ou esquerda em algumas partes do mundo, mas no Brasil tudo já virou bagunça, não dá mais para saber mais nada. A informação é distorcida, o que chega nas mãos de todos é uma migalha que a família, dona do jornal liberou e como 70% da imprensa brasileira está nas mãos de uma das três famílias quem mandam, então por lógica concluímos que não temos nenhuma informação real, tudo são gotas homeopáticas de mentiras, e as pessoas desconhecem a própria história do país e no meio do berro não dá mais para argumentar nada, até porque algumas questões escapam disso, não são coisa de direita nem esquerda, mas acabam caindo ali.

No começo eu me senti ofendida, mas percebi que na verdade ninguém está sabendo bem o que é ser de direita. Dizer que é reacionário, contra o governo e tem orgulho de ser hétero não é argumento, podem ser características do movimento, mas não são argumento políticos.

Eu dou risada porque no fundo sei que tudo acaba em pizza e no momento é tanta confusão, tanto grito, que ninguém mais sabe dizer exatamente o que é ser de direita ou de esquerda.

Agora é assim, se eu defendo as minorias eu sou de esquerda, se eu sou contra o governo, eu sou de direita. Imagina que dois movimentos políticos são tão simples, isso não existe.

Mas eu escutei que sou de direita porque o assunto na mesa era sobre os imigrantes, pessoas de outros países que estão vindo para o Brasil a trabalho.

Sou filha, neta, irmã, bisneta, sobrinha, tia de imigrantes, conheço o lado da história de quem imigra.

Mas como posso fechar os olhos se vejo as condições do Brasil? Imigrantes não são brinquedo, objetos, precisam de apoio do governo e acesso a serviços públicos. E eu me pergunto, podemos nos abrir a porta? Centenas de brasileiros morrem por semana por falta de serviço público de saúde, morrem em filas de hospitais, estamos mesmo prontos para receber e ajudar a outras pessoas?

E não falo apenas dos imigrantes de países destruídos,mas daqueles imigrantes que chegam aqui com diploma superior, muitos com doutorados, cobrindo cargos que os brasileiros não podem ter porque não tiveram acesso a uma boa educação.

Poucas nações se construíram sem imigrantes, até o Brasil é uma mistura de muitas nações. Eu moro em São Paulo, onde a imigração foi fundamental e só trouxe coisas boas, mas os tempos eram outros, os espaços também, e não existia na época do meu avô a noção da importância de que todas essas pessoas tinham direitos e tinham que ter acesso a tudo. Meu avô chegou como muitos, para trabalhar como um animal, não tinha nenhuma proteção, nem sindicato, nem férias, ou um 13. Era igual a muitos que chegaram aqui, trabalhando quase que como escravos e morrendo no meio do caminho.

Não sou contra a imigração, até porque já fui imigrante. Mas sou a favor da realidade, o Brasil não tem condições de receber ninguém, pelo menos até que aprenda a tratar seus cidadãos com o respeito que merecem e honrem seus impostos. Sem imigração em São Paulo temos 3 mil crianças abaixo dos três anos esperando uma vaga em uma creche. O sistema de saúde e de transporte colapsou, então como vamos fazer?

Brasileiro é gentil, adora receber, mas vai fazer churrasco na laje sem carne? Tem horas que não dá, que é necessário pedir desculpas e fechar a porta,paciência.

Por essa ausência de Estado já existem muitos brasileiros subordinados a chefes estrangeiros e agora entrando outra força de trabalho, os empregos começam a se dividir e senão temos ainda pra nós, imagina para os outros.

Nunca vou ser contra imigração, mas no momento sou a favor do meu país e vejo que nem os brasileiros são bem tratados, quem dirá os que vão chegar.

Imigração é uma questão delicada, quando pessoas chegam a um país que não tem condições de recebê-los ficam sujeitas a tudo, caem nas mãos erradas, muitos são escravizados e não conseguem mais se libertar.

E o Brasil ainda não é um exemplo de direitos humanos, não respeita nem seus cidadãos, não protege nem quem mora aqui, imagine quem chega de fora. Ainda somos uma nação em construção, sem condições de receber ninguém, ainda nem sabemos quem somos, nem temos nossos direitos reconhecidos, como então receber bem alguém,se nós não temos nada ainda para oferecer?


Iara De Dupont 
 

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo plenamente Iara,desde menina quando falavam mal dos EUA por deportar muitos brasileiros e dificultar a imigracao eu defendia,cada um tem que cuidar dos seus,nao e problema do vizinho,claro que a imigracao traz coisas boas,mas deve trazer beneficios para ambas as partes,os paises ricos so aceitam quem lhe interessa,estao errados? Claro que nao,o melhor tem que ser dos filhos mesmo,dos outros,o que e justo.
Bjs
Anna Lara

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