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25 maio 2013

Ricos são diferentes (até na hora de morrer?)



Dependendo do lado que se mora a morte merece explicações
Essas discussões que acontecem no Brasil entre direita e esquerda me irritam, me tiram do sério. Mantenho a ideia de que o coração humano é sinistro, pouco confiável e navega em uma espécie de caverna, em algum ponto, talvez, entre um pouco de luz do sol.

Quando comecei a pensar assim minha vida melhorou muito, simplifiquei. Não penso em mais ninguém como isso ou aquilo, para mim é apenas uma pessoa com tendência maior a ser boa, ou com tendência maior a ser ruim.

Tudo que existe na lista do mundo não passa de uma lista de preconceito, pessoas são classificadas por cores, tamanhos, origem social e agora mais do que nunca, inclinação política, como se ela tornasse alguém pior ou melhor.

O ser humano se move a sua conveniência e tentando não pisar nas próprias feridas. Essa é a realidade de muitos, todos têm seu calcanhar de Aquiles, aquela parte sem proteção e se alguém encostar vai levar.
Eu posso ser chamada de muitas coisas e dependendo da constelação no momento não ligo, mas tem uma que me ferve o sangue, se eu escuto isso vou pra cima.

E nas coisas ditas e tidas como verdades, um escritor americano Fitzgerald disse há décadas ''Ricos são diferentes''.

Ponto. Eles são diferentes. Talvez porque têm acesso a educação desde que nascem, crescem bem alimentados e sem a angústia natural da existência humana que inclui contas do mês.

E são tão diferentes que qualquer movimento que os aproxime dos mortais chama a atenção de todos. Esta semana em um condomínio de luxo, em São Paulo, um vizinho se irritou, subiu ao apartamento do pessoal que fazia barulho, atirou e matou o casal, logo depois se matou.

Tudo que envolve família e todos têm a sua, sempre é uma tragédia, uma menina de um ano ficou órfã de pai e mãe. Mas isso aconteceu porque as pessoas são assim, imprevisíveis, violentas e muitas vezes malucas, não tem nada a ver como nível social.

Mas a imprensa não quer saber, a tragédia merece capas de revista, sites e tudo, inclusive uma coisa que o pobre não tem, o direito a explicação. Sites sérios entrevistaram psicólogos, psicanalistas, psiquiatras,todo mundo que pudesse explicar a origem de um horror desses.
Ora, mas isso acontece todos os dias na periferia e por muito menos. Mas pobre não conta, eles se matam sozinhos, movidos pela fome! É o que a imprensa parece dizer aos berros, quando é um pobre que morre é porque é assim, só faltam dizer que é biológico pobre morrer, mas se é um rico que morre a sociedade exige explicações.

Uma menina órfã é uma tragédia, não importa o nível social da família. Morrer por uma coisa tão boba, um barulho que irritou alguém que já estava fora de si é uma coisa que não tem explicação, não importa se foi em uma mansão ou em uma favela. A morte não é aceitável em um caso tão besta como este.

Mas ricos são diferentes! Então o assassino e suicida mereceu explicações, ele estava usando remédios, era um homem doente, enfim, eu me pergunto, alguém já viu médicos, psicólogos explicando o comportamento de um assassino? Não, se for pobre, da periferia, mas se for rico merece até explicação de nutricionista, dependendo do que o rico comeu no café da manhã irritou seus piores instintos.

E por que essa tragédia aconteceu? Porque essas coisas são assim, acontecem em todos os lugares, pessoas perdem a noção das coisas, surtam e saem matando, não é apenas uma coisa de gente ''pobre''. O homem que matou estava fora de si, e sair da mente não depende de classe social.

É uma pena ver um casal tão jovem morrer assim, mas muitas famílias são destruídas todos os dias nesta cidade, neste país e ninguém é filho de chocadeira, pode ser rico ou pobre, mas tem um mãe que pariu e muitas choram sobre o caixão.

Não adianta separar a violência em classes sociais e só se chocar quando ela bate na porta de ''gente rica''. Ela existe e está em todas partes, e é nisso que a sociedade tem que pensar, em vez de reforçar a ideia de que quando pobres são mortos é porque
''assim são as coisas'' e quando ricos são mortos ''é uma tragédia''.

A família do casal morto não está sozinha, no Brasil 137 pessoas são assassinadas por dia, ou seja, 137 famílias choram todos os dias neste país. E na dor não existe classe social, perder um ser amado dói do mesmo modo a todos, ou será que até nisso os ricos são diferentes?

Iara De Dupont 

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