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17 maio 2013

Revista Vogue: sempre dá merda (mas eles não aprendem)







Revista Vogue, como reduzir um jejum a padrão Vogue




Até ter criança escrava é chique nessas revistas

Em uma determinada cena do filme  ''Tropa de Elite'' alguma coisa é dita e capitão Nascimento diz: Vai dar merda.
Não entendo como em trabalhos que exigem muitas pessoas não tenham alguém que perceba o que está acontecendo e tenha a decência de dizer isso: vai dar merda.

Mas uma vez recebi um e-mail desaforado de alguém da indústria da moda, me xingado bastante e dizendo que a indústria de moda trabalha, ao contrário de mim que não faço nada além de ralar eles. Também me disse que minhas palavras em relação a essa indústria eram típicas de pessoas que não entendiam a moda, não percebiam a sua dimensão, resumindo, as frustradas.

A única coisa que eu respeito na indústria é a quantidade de empregos que eles dão e de coisas não tão comuns, como bordadeiras e especialistas em diferentes apliques em tecidos.

Do resto se quiserem explodir, por mim fiquem à vontade. Mas antes disso gostaria de ver editorais inteiros de joelhos, se desculpando por todo o mal que vem plantando ao longo das décadas, depois deveriam ser julgados em um tribunal de crimes contra a humanidade.

Faz umas duas semanas que uma matéria da revista Vogue circulou pelo Facebook, era sobre jejum,uma prática interessante e com fundamentos. Tenho uma amiga que faz ioga e faz seus jejuns, mas tudo tem uma explicação, mas que parte que a Vogue amou e fez questão de ressaltar? A parte onde dizem que jejum emagrece, coisa que não é verdade, ele limpa o organismo, purifica, mas não faz ninguém perder peso como se fosse um milagre, pode até desinchar, mas peso mesmo só se for feito com muita regularidade, coisa que é contrária a filosofia do jejum, isso pode até ser perigoso.

E o título da matéria é bem Vogue ''Comer pra quê?''
Mas não é? Comer pra quê? Tem alguma coisa mais superficial, fútil e desnecessária do que comer? Não conheço! Se comida fosse uma coisa importante as super chiques editoras de Vogue no mundo inteiro, sua equipe e suas modelos também comeriam, e se não comem é porque comer é uma coisa fora de moda, ultrapassada, velha e típica de gente inferior, como eu, que não lê Vogue.

Até essa matéria ser impressa passa pelo menos por duas pessoas ou mais. E ninguém falou pra descer o tom, ou tirar essa coisa de dizer que jejum é bom para perder peso, ignorando assim que ele não foi inventado pra isso. Ninguém avisou a jornalista que escreveu o artigo que esse tema, em um revista já conhecida por incentivar e apoiar abertamente a anorexia seria infeliz. Não houve bom senso e sabe por que?

Eu sei, bom senso exige na maioria das vezes barriga cheia, como eu faço isso, eu como, eu sou um poço de bom senso, mas com fome não penso direito, imagino que na redação de Vogue ninguém tem bom senso porque têm muita fome.

Até me dá enjoo falar dessa revista, esse último e-mail me disse- Se não gosta não leia sua babaca!


Tem razão, por isso eu não leio, mas não posso negar a enorme influência cultural que essa Bíblia do Diabo tem na sociedade, o dano feito é comparável a indústria alimentícia e farmacêutica.

E quando pra eles é suficiente? Nunca. Em um momento que se traz a tona o tráfico infantil uma revista inglesa Diva, uma Vogue mais pobre, faz um ensaio com uma modelo branca com seu escravo negro, uma criança. Isso é uma pessoa que decide e uma equipe que apóia e ninguém teve a coragem de dizer: Vai dar merda.

Ah, que coisa mais chique, ser branca, rica, magra e ter uma criança negra de escrava?
A designer já correu para dizer que foi uma interpretação errônea, ela ajuda criancinhas e só queria denunciar as madames que têm empregados menores de idade.

É mesmo? Então agora essas revistas são um cálculo político, tudo o que elas fazem é para protestar contra a sociedade opressiva e desigual. E colocar modelos magras é para denunciar o que? Começa a ficar puxado acreditar em qualquer coisa dita por eles, já que as desculpas sempre são esfarrapadas, pobres e duram até a próxima edição, onde alguma coisa mais ofensiva já vem a caminho.

Aqui no Brasil também aconteceu esse momento de dizer que uma besteira feita tinha sido a união da  moda com a política, quando um estilista colocou Bombril na cabeça de todas as modelos, mas saiu dizendo que aquilo era ''arte'' e uma maneira de protestar.

É, se tem uma coisa que a moda não entende é de política e nem sempre entende de arte.
Mas tem estilistas e movimentos ligados a política e questionamentos, a quebrar paradigmas, sim, mas são tão paralelos que nem eu conheço. Não conheço nenhum estilista nem marca que seja alternativa a ponto de se recusar a usar modelos anoréxicas, todos usam, então não são diferentes da Vogue, mesmo que digam isso.

Essa deveria ser uma nova profissão, empresas, estilistas, todo mundo que quisesse evitar passar e fazer os outros passarem por constrangimentos deveria contratar alguém para em caso da coisa ser muito estapafúrdia, a pessoa paga para avisar diria: Vai dar merda.

Só isso que se precisa para acabar com todas essas babaquices que a única coisa que fazem é espalhar mais ainda o preconceito.

Na bolha que essas pessoas da moda vivem elas esquecem como é o mundo real, mas racismo, tráfico de crianças para trabalho escravo, apologia a anorexia não são matéria prima para a moda. Se essas pessoas pudessem descer um segundo dos seus caríssimos sapatos perceberiam que o mundo que elas vivem não existe e pior do que isso, além de viver em um mundo que não existe, estragam o nosso.


Iara De Dupont
 



Um comentário:

Emmanuelle Aldine disse...

com certeza a pessoa que te respondeu nem tem um cargo importante nisso,elas nao tem tempo pra responder à coisas assim,só deve ser uma vitima da moda...

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