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27 abril 2013

Quem paga o motel? O homem ou a mulher?









Quando uma das minhas primas ia se casar sua situação econômica era muito precária. O dia se aproximava e ela não tinha dinheiro para o vestido, nem os sapatos. Uma das minhas tias disse que ela deveria dizer isso ao noivo e minha prima disse que não tinha coragem. Então minha tia disse:

-Mais importante do que o sexo é falar de dinheiro, se você não fizer isso se prepare para todas as bolas de neve que virão na sua direção.


Minha tia tinha razão, dinheiro para os casais é uma bola de neve, pelo menos para a grande maioria, hoje já está provado que não saber lidar é a causa da maioria dos divórcios.

Vejo sempre uma discussão muito comum nos fóruns das mulheres, quem deve pagar a conta? Até no blog da Regina Navarro ela já fez uma enquete perguntando quem deve pagar o motel? É pra dividir a conta ou não?

Concordo com todas as teorias das feministas, independência é ter seu dinheiro e fazer o que quiser com ele. Até porque existem alguns homens que cobram o ''investimento''.

Eu prefiro pagar minhas contas e minha parte, não gosto de coisas ''cantadas''. 

Mas tem uma nervo nessa situação que ainda não chegou na minha mesa, mas está aparecendo por todos os lados nas vidas das mulheres que eu conheço, mas se eu menciono o pessoal cai matando, dizendo que não é assim. Mas eu vou contar.

Não sei se é a água ou alguma mudança climática, mas os homens já sacaram o que vem acontecendo e estão adorando, estão cada dia mais encostados. 

Existem pesquisas que mostram que a mulher investe 100% do que ganha na casa, ao contrário do homem, que ainda não investe tudo. A diferença é a seguinte, a mulher tem um dinheiro na mão, ela pela memória fotográfica lembra do que está faltando na geladeira e compra, se o homem tem a mesma quantidade na mão, compra a cerveja dele, ou seja, pensou nele, não na casa. Caso a quantidade seja maior se repete o padrão, a mulher compra alguma coisa para o uso de todos, enquanto o homem compra alguma coisa para seu uso pessoal.

Mas isso é em uma escala pobre! Pois é, conheço pessoas que trabalham no ramo dos imóveis e me contam histórias de terror. A mulher trabalha, guarda o dinheiro, sacrifica suas contas e depois vai com o marido comprar um apartamento, os dois vão dividir a parcela, mas ele não economizou um centavo da entrada do imóvel, em caso de separação cada um fica com a metade.

Muita gente vai dizer que não são todos os homens assim e tal, mas eu sugiro que abram os olhos e comecem a perceber a exploração que sofrem e não só econômica, se a gente começar a contar o tempo como os americanos fazem, por hora, então, quantas horas uma mulher dedica a casa e aos filhos?

Tenho bronca desse assunto porque eu cresci em um ambiente que as mulheres não tinham nada, trabalhavam para colocar comida na mesa e ainda eram chamadas de ''putas'', de vadias, porque a única coisa que mulher quer de homem é dinheiro, sempre escutei isso, as mulheres só querem explorar os homens, mas o tempo me ensinou que esse discurso é repetido para desviar o olhar, na verdade quem sempre explorou e continua explorando a mulher é o homem. Atrás de todo homem que diz que as mulheres são umas prostitutas que só querem dinheiro, tem um cafetão que vive às custas delas.

E agora vejo uma situação absurda, a maioria dos homens se mancando, ficando quietos, e a mulher trabalhando fora, na casa, e ainda colocando todo seu dinheiro ali.
E não importa o nível social, a mulher sempre é explorada de uma maneira ou outra. Conheço mulheres de muito dinheiro que trabalham e bancam a estrutura inteira do Romeu, um porque vive em negócios que não dão certo, outro porque está dodói, outro porque está em crise existencial e assim vai...

Tenho uma amiga que trabalha e o marido também,mas ele ganha menos, então faz festas, jantares e joga na conta dela, sempre dizendo:

- Ela ganha mais!

Uma vez perguntei o que ela achava disso e ela me confessou que preferia guardar o dinheiro para o futuro, mas ficava constrangida de dizer não ao marido, porque não queria que ele se sentisse humilhado. E nesse vai e vem, o cara percebeu e continua explorando ela até hoje.

Eu vejo isso por todos os lados, homens explorando. Se eu tivesse que morar com um deles hoje eu só faria isso com uma lápis na mão e um caderno, me recusaria a colocar na casa um centavo a mais do que ele. Porque conheço bem as artimanhas masculinas.

E toda essa conversa de independência vai para o lado errado, ficam todos falando da conta do restaurante e do motel, como se isso fosse o principal. Esse não é o ponto da discussão, independência é tudo, não só pagar conta do motel, mas ser independente emocionalmente também, não adianta ter dinheiro para pagar o motel e se deixar manipular e chantagear pelo outro, porque senão acaba pagando todas as contas do cara. Vai pagar conta de motel, o táxi do Romeu e depois ainda emprestar para ele pagar luz e a pensão dos filhos com a ex-mulher?

Mas tem mulher que vai dizer que é independente e não quer passar por ''exploradora'' , é, mas isso pode ser muito delicado nas relações, porque não explora, mas acaba sendo explorada.
O certo seria ninguém explorar ninguém, mas as coisas não acontecem assim, é matematicamente impossível que a mulher não seja a explorada.

Sugiro então um balanço de empresa, que cada um coloque uma quantidade exata, de tudo, do tempo investido, do dinheiro e depois cada um que pense se o negócio está valendo a pena. Porque para os homens que eu conheço a vida não podia estar melhor, eles perceberam essa brecha no discurso, perceberam que houve essa confusão entre ser independente e  ''não ser chamada de exploradora de homens'' e resolveram encostar.

Para os homens os tempos nunca foram tão bons, a grande maioria se acha incrível na cama, então daqui a pouco vão começar a cobrar por hora de sexo. E são as mulheres que pagam as contas. Acredito  que relacionamentos e dinheiro não se misturam, porque sempre alguma coisa vai explodir, mas na dúvida não se deixe explorar, faça as contas e pense sempre que o melhor investimento você tem que fazer na tua vida, não na vida do outro.

Iara De Dupont 

3 comentários:

Adriano de Castilho disse...

Concordo com tudo. Mas é sério que você cogitaria morar com um cara de cujos princípios morais você desconfiasse tanto a ponto de fazer as contas de quanto cada um coloca na casa?

Adriano de Castilho disse...

Acho que considerar uma relação afetiva como um 'negócio' é a reprodução de uma lógica extremamente nefasta e destrutiva.

Anônimo disse...

tenho pensado muito sobre isso,e de repente,encontrei este texto,que pensa como eu.Sim,é verdade,é quase impossível não sermos exploradas,mesmo num relacionamento de amor bem intencionado.Aliás,se formos verificar a verdadeira lavagem cerebral que nos fizeram acreditar desde pequenas como amor,então relações afetivas inexistem sem algum prévio interesse...e com o passar do tempo,acaba sim se tornando um negócio,uma lojinha de conveniencias...o romance só existe na cabeça de quem não é maduro...

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