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28 abril 2013

Princesa Letizia, quando o machismo é maior que a fome

Princesa Letizia:agora é ela que está na mira
De uns anos para cá a paz do Rei Juan Carlos da Espanha acabou. Falaram para ele que era apenas um ano ruim, como a monarquia inglesa que já tinha tido um e sobreviveu. Mas na Espanha a coisa se prolongou e não acaba mais.
Primeiro começou com o escândalo do safári, o Rei se machucou durante um safári, que ninguém sabia que ele frequentava, depois seu genro foi pego fazendo negociações ilegais pela sua ONG, a raiz desse escândalo saiu a amante oficial do rei, a preferida no meio de mais de mil segundo um livro de fofocas.
E tudo isso no meio de uma Espanha que tem seis milhões de pessoas desempregadas e quatro milhões de casas vazias, que o banco tirou das pessoas.


Mas como desgraça pouco é bobagem dia 18 deste mês saiu a venda o livro ''Adiós Princesa'' escrito por David Rocasolano, primo e ex-advogado da Princesa Letizia de Ortiz,casada com o Príncipe Felipe, filho do Rei Juan Carlos.
O livro não foi lançado na Espanha, a casa real proibiu as vendas e os jornalistas de falarem a respeito, dizendo que tudo não passa de fofoca maldosa, mas uma parte da imprensa não se rendeu a pressão e resolveu falar horrores.
Não li, então não sei que tanta fofoca tem ali, mas resolvi dar uma olhada em alguns programas que se atreveram a falar do assunto e vi também entrevistas de pessoas que leram.
Bom, eu não acreditei. Só tem duas opções, os espanhóis são brincalhões mesmo ou tudo que é dito sobre a situação econômica deles é mentira, porque perderam a noção das coisas.

No livro o primo da Princesa conta que ela fez um aborto antes de se casar e anos depois ligou para o primo e exigiu que ele a ajudasse, pegando o expediente médico e queimando ele na cozinha de sua casa. O rapaz, advogado, fez isso, sem explicar que meios usou para entrar em uma clínica e pegar o expediente de uma pessoa que já fazia parte da família real. O primo foi escolhido porque o Rei não podia saber de nada e se o Príncipe, que sabia, pedisse ajuda a polícia secreta, eles acabariam contando para o rei.

Essa história fez a imprensa surtar. Como assim ela abortou? E de quem era o filho? E por que não foi excomungada, já que é católica? E o Rei não sabia de nada? E o Príncipe foi chifrudo?
Ninguém sabe as respostas, até porque ela fez um aborto em uma clínica legal, na Espanha o aborto é permitido em caso de estupro, de risco de vida da mãe e de má formação do feto. E qual delas ela alegou?
É só clicar no Youtube e ver a quantidade de programas rolando em cima desse assunto.


É mais importante ralar uma mulher por um aborto, do que discutir o futuro da família real? É. A imprensa confirma isso, o machismo é assim, se diverte jogando a mulher na fogueira por uma situação de foro íntimo. Letizia vai ser a futura rainha da Espanha, em vez de perder o tempo falando do aborto, deveriam mencionar o comportamento suspeito dela, de mandar um primo roubar e queimar documentos, isso sim é crime e isso fala de quem ela é, e do que vai ser capaz de fazer quando chegar ao poder, mesmo que relativo. Não é o aborto que tem que ser discutido, mas o comportamento dela, do Príncipe e do primo.

E outro assunto mencionado no livro é que o primo tinha acesso a uma parte do Palácio que só pessoas muito próximas tinham. E diz que o que viu ali era inacreditável, para um rapaz de classe média, o luxo, o desperdício, a fartura. Em uma visita que foi com sua avó, ela pediu um iogurte, em menos de cinco minutos um garçom trouxe um carrinho, com 35 tipos diferentes de iogurtes. E tem uma espécie de bodega especial, tão especial que mandaram trazer areia do Rio da Jordânia ( eu não sei pra que precisam de areia na hora de guardar vinhos).

Também diz que tudo que é divulgado sobre a modéstia devido aos cortes de gasto que a família real diz viver no momento é mentira. A rainha adora chocolates e tem seu próprio especialista nisso, que todos os dias prepara uma sobremesa diferente com chocolate. E daí pra frente em luxo e desperdício, o rapaz dá vários detalhes que fazem a corte francesa do século XVIII parecer coisa de amadores.
Mas dá pra virar todos os programas de televisão e isso ninguém menciona. Ora, quem se importa com 35 iogurtes?O que todos querem saber são os detalhes do aborto.

O problema é o seguinte, quando Letizia fez o aborto ela não era casada com o Príncipe, não devia explicações a eles, nem ao Estado, nem a ninguém. Era independente, livre e o problema era dela, aborto é uma questão de foro íntimo, que pertence ao casal, não é problema de ninguém, é de péssimo gosto que os jornalistas espanhóis tenham se amarrado tanto nessa história em um momento que o país passa fome. Isso só prova aquela teoria de que nem a fome dobra o machismo, a maldição do mundo.

Mas a história dos iogurtes não irritou ninguém. A Espanha está passando fome, pesquisas de supermercado mostram que os espanhóis abandonaram seus adorado ''jamón ''(um presunto mais elaborado) e pararam de comprar seu amado azeite de oliva. Em troca a venda de arroz, ovo, macarrão e verduras da estação aumentou, mostrando que as pessoas estão cozinhando mais, já que não podem comer fora.


Há uma nova formação familiar, avós recebem os filhos e netos de volta, moram todos na casa dos avós e houve uma queda na compra de remédios, aposentadorias dos avós hoje são quase todas direcionadas a compras no supermercado para sustentar a todos.
A Cruz Vermelha da Espanha não cansa de pedir socorro, dizendo que não tem comida para todos, já que hoje além das pessoas de classe menos favorecida, a classe média também está na fila, porque quem tem trabalho consegue pagar o aluguel, mas não a comida.

E as pessoas querem saber do aborto da Letizia? Não dói saber que a Rainha tem seu próprio especialista em chocolate? Não dói ler sobre as toneladas de comida jogadas fora e todos os luxos que a família real tem? Não dá raiva saber que o Palácio tem um chef especialista em pães, outro em massas, outro em sobremesas, outro em carne, outro em peixes e outro em aves? Fora os chefs internacionais contratos em diferentes ocasiões?
É mais importante mesmo ler sobre o aborto do que ter a barriga cheia? Eu fiquei besta. Sofro de ver políticos gastando meu dinheiro, mas se além disso fosse uma família real, eu morreria do ódio.
Mas a história se repete. O que empurrou a população francesa a derrubar sua coroa no século XVIII foi a fome.
A família real espanhola pensa que está quente, protegida, bem alimentada e longe das misérias humanas. É, acho que o rei  francês  Luis XVI também pensava assim.


Iara De Dupont 


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