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12 abril 2013

Padrão Vogue de beleza: comer lenços de papel





Quer ficar assim? Coma lenço de papel!


Sou muito indecisa algumas vezes, culpa do meu quase signo Libra. Assim também mudo de ideia, por isso sempre me surpreendo com pessoas que em algum momento fazem alguma coisa errada e anos depois não mostram o menor sinal de arrependimento.

Uma diretora da revista Vogue Australiana, Kirstie Clements, está lançando um livro ''Factor Vogue'' contando os bastidores da revista. Encheu o livro daquelas historias que parecem não impressionar ninguém, como de uma modelo que só com

ia lenços de papel para não engordar ou outra que deixou de comer os três dias que durou uma sessão de fotos e no fim do último dia não conseguia nem ficar em pé nem abrir os olhos. Também contou que é verdade que a revista exige modelos esqueléticas, que elas chamam ''padrão Paris'' e que exigem das modelos dois tamanhos a menos para os desfiles da semana de moda.

Mas ainda bem que o mundo não depende de mim né? Caso contrário não ia ter açougues, nem essa ''fantástica indústria de moda'' . Nos meus conceitos medievais eu teria vergonha de dizer que meu trabalho contribuiu para que alguém comesse lenços de papel para não engordar.

Eu teria nojo de mim se tivesse que pedir a uma menina menor de idade para deixar de comer,apenas porque a quero esquelética na capa da minha revista.

O engraçado é que já li diretores dessa revista dizendo que gordos não são um bom exemplo. É mesmo? E comer folhas de papel é o que? Um ótimo exemplo sobre boa alimentação? Ora, então o problema do mundo são os gordos, que não são exemplo de nada, mas ficar sem comer três dias por uma foto tá valendo.


Quando li sobre essa diretora fiquei com o estômago virado, chocada de ver até onde vai um ser humano em um emprego que considera ''o melhor do mundo''. O mesmo nojo que sinto de quem trabalha em laboratórios e distribui produtos animais. Acredito piamente nisso, se a pessoa quer destruir sua vida o problema é dela, que faça bom proveito, mas que não prejudique ninguém nem cause dor, principalmente a quem não pode se defender, como um animal ou uma menina longe dos pais.


Não prego a compaixão as criaturas vivas, mas respeito é o única coisa que resta. Fazer parte de uma revista que exige meninas morrendo de fome, muitas delas longe de família e amigos, me da horror pensar nisso. Imagina o que deve ser parar de comer e desmaiar em uma cidade onde não se conhece ninguém?

Ainda não li nem penso ler o livro, mas quem leu garante que não vem nenhum pedido de desculpas nem momentos de remorso, pelo contrário, sobram frases de ''a industria é assim mesmo'', finalmente a moça era diretora da revista, não a fundadora.
E se caísse um emprego desses na minha mão? Pois é, não sei como ia ser, é um princípio meu, posso errar muito, mas não quero fazer mal a ninguém, ia me sentir péssima de ver meninas passando fome por um conceito machista e sem noção sobre o peso da pessoa.

Muitas vezes a gente contribui para as coisas erradas e não sabe que está fazendo isso, mas no caso desse moça ela mesma pedia as modelos se manterem abaixo do peso, então não tem nem como alegar inocência.

Por mim essas pessoas deveriam ser presas e julgadas por crimes a humanidade, tortura psicológica e física a menores de idade e apologia a um padrão de beleza que não existe.

Onde as pessoas vêem uma indústria de moda, eu vejo uma indústria criminosa, tão faminta de ganhar dinheiro a custa de sofrimento que essa diretora podia ter ficado quieta, mas ia perder a chance de ganhar milhões contando fofocas? Não, imagina, vai faturar tudo o que puder, por que não?

Tenho um amigo que me diz que quem fica no meio do caminho não conta a história, mas eu diria que é o sangue dessas pessoas que morrem no meio do caminho que mostram que tudo está indo para o lado errado.Muitas meninas que essa diretora da Vogue não devem ter resistido a uma vida de tantas privações, vivendo em seus campos de concentração mentais, morrendo de fome. Essas meninas com certeza ficaram no meio do caminho e só a diretora chegou para contar sua parte da história. Mas ela pode dizer o que quiser, o crime que ela cometeu e ajudou a cometer está ali, no chão, para todo mundo ver. A Vogue um dia foi uma revista de moda, hoje é um manual para destruir a vida das mulheres.

Iara De Dupont 


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3 comentários:

Anônimo disse...

Texto completamente sensasionalista escrito por alguem fora do meio que não tem noção da realidade. Ninguém é obrigado a passar fome, elas o fazem por decisão própria. E se são menores a trabalhar, a culpa é dos pais que as deixaram ir.

CTA disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Iara Sindrominha disse...

Na verdade trabalhei dois anos na indústria e nunca vi nenhuma modelo com uma arma na cabeça.Fisicamente não vi ninguém ser obrigado a nada,mas vi meninas massacradas psicologicamente porque tinham que trabalhar e deviam pagar o book a agência.Tortura não é só a fisíca,existem outras também.Concordo plenamente com a parte dos pais,é culpa deles sim,são eles que autorizam meninas de 13 anos viajando para o Japão sozinhas e com a pressão de voltar com dinheiro para comprar uma casa para a família.Mas essa parte não é culpa só dos pais,a indústria exige meninas muito jovens,até porque o corpo que a Vogue desenha como ideal se consegue apenas em meninas de 14 a 16 anos,depois já não tem como.
Ah,o texto é sensacionalista?Deus te ouça!Se for necessário isso para chamar a atenção do massacre que essas meninas vivem,então que viva o SENSACIONALISMO

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