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16 fevereiro 2013

O próximo presidente americano (só se perder peso)




O governador Cris Cristie fazendo brincadeiras com a comida em uma entrevista









 O presidente Jonh Kennnedy com sua família: lindo e magro

O ódio parece uma característica natural do ser humano, como um rio que ao ter seu caminho fechado encontra outro, mas se espalha de um jeito ou outro.
Diante de alguns avanços hoje racismo é crime e ofensas a mulheres e gays também são punidas. Tudo muito lento, mas de um jeito ou outro anda, apesar de leis tão rasas.

Assim parece que as pessoas precisam de outros motivos para odiar e resolveram escolher os gordos e fazer deles seu alvo favorito, desse jeito a gordofobia virou o alvo principal,sempre com alguém apontando a flecha para algum gordo.

Todos sabem que os americanos se dividem em dois partidos, Republicano e Democrata. Nos últimos tempos os republicanos vem ralando pela falta de candidatos com carisma, seu partido vive em uma crise interna, sem encontrar candidatos que preencham todos os requisitos.

E assim para sorte do partido apareceu Cris Cristie, o governador de New Jersey. Ele tem carisma, as pessoas gostam dele e provou ser bom na ação quando o furacão Sandy devastou a cidade. O partido quer ele para ser o próximo presidente.

Mas ele tem um problema, é obeso. Agora o partido quer que ele emagreça e vire exemplo para a população, mas ele resiste, porque diz ter mais de trinta anos fazendo dietas e está muito cansado de tantas restrições.

O partido está na parede, ele é o candidato ideal, mas é gordo. E pra piorar a situação a médica da Casa Branca que cuidou de Bill Clinton deu uma entrevista dizendo que Cris não aguentaria a pressão do cargo e por ser gordo ''acabaria morrendo no meio do mandato''.
Disse assim, à seco, sem exames dele na mão nem nada, apenas em um exercício de Mãe Dinah.

Que uma pessoa obesa pode morrer subitamente é viável, pode ser o coração, pressão alta, diabetes e centenas de doenças que afligem pessoas muito acima do peso, mas dar por certo que isso pode acontecer é cretino, até porque qualquer presidente poderia ter um ataque do coração do nada, mesmo sendo magro, ninguém está livre de morrer no meio de qualquer mandato.

A polêmica foi tanta que no dia da entrevista coletiva, onde o governador Cris falaria sobre o furacão Sandy os repórteres estavam mais interessados em saber a resposta dele a médica e se finalmente ele perderia peso ou não.
Sem saber o que fazer os assessores escolheram a pior reação, fazer graça com o assunto, assim mandaram Cris dar risada e fazer piada com o própio peso, até apareceu em uma entrevista com David Leterman comendo uns donuts que tirou do bolso e disse ainda que estava comendo porque não sabia que a entrevista ia durar tanto.Como a entrevista dura no máximo dez minutos o público riu da piada.

A capacidade dele para se candidatar ao um dos cargos mais importantes do mundo não é questionada, ninguém quer saber da onde ele veio e para onde vai, o que os americanos querem saber são os detalhes sobre suas dietas e se um dia vai virar um atleta e perder todo seu peso.
Se Cris não perder o peso antes da próxima campanha presidencial ele não poderá ser candidato, já que viraria refém do partido contrário, que bateria na tecla de que ele pode morrer durante um mandato. Mas os americanos já passaram por outras situações e nem por isso aprenderam, já deveriam saber que aparência não garante nada.

Em 1960 eles elegeram Jonh Kennedy como presidente. Naquele momento contou a aparência bonitona dele e o fato de ser herói de guerra. Mas o que os americanos não sabiam é que Jonh tinha sido atingido em um barco durante a guerra, o que o levou a ter milhões de problemas na coluna e passar por diversas cirurgias. Era um homem bonito, mas vivia em um profundo sofrimento físico, sempre dopado, cheio de remédios para amenizar a dor e usava umas injeções suspeitas de médicos que frequentavam a Casa Branca. Em uma das biografias uma pessoa próxima diz que ele quase não tinha pele nas costas, de tão judiado que estava fisicamente, vivia com feridas abertas.

Muito tempo depois do atentado que o matou, documentos vieram a tona mostrando que seu governo de apenas dois anos tinha sido um desastre, uma cadeia de erros. Mas isso se entende, porque era uma pessoa que não esteve um minuto na cadeira presidencial sem dor, ou consciente, os americanos acreditavam  piamente que tiveram um presidente durante dois anos, mas ele apesar do esforço nunca conseguiu se livrar dos remédios, das dores e do fato de estar sempre anestesiado.
Isso deveria mostrar aos americanos que aparência não garante nada e menos ainda em um país tão violento como o deles, onde um presidente pode ser morto a qualquer hora.

Para o governador Cris o futuro parece sombrio, por mais que ele seja competente ninguém vai apoiar se ele não emagrecer. E quem já enfrentou a luta com a balança sabe disso, tem horas que não dá, o corpo trava e o peso estaciona. Se ele se candidatar gordo ninguém vai questionar suas propostas, mas vão detonar ele pelo peso.
O mundo parece mesmo girar nessa direção, a pessoa pode ser o que quiser, mas se for gorda as portas se fecham, nem as da Casa Branca vão se abrir.

Iara De Dupont

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