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22 janeiro 2013

Mulheres ricas: a dor da existência humana

Mulheres ricas, mesmo com dinheiro continuam os conflitos gregos

Um dos aspectos mais fascinantes do ser humano é que ele não consegue esconder o que é. Não tem como, qualquer movimento revela todas as tragédias que existem ali e todas são similares. Caso contrário teriam existido enormes contradições na maneira como grandes filósofos descrevem a alma humana, mas não aconteceu isso, pelo contrário,de um jeito ou outro, todos disseram a mesma coisa, o ser humano é movido por razões similares e tem sofrimentos parecidos, mesmo que esteja coberto de ouro ou na sarjeta. 


Ontem assisti o programa ''Mulheres ricas'' e fiquei um pouco deprimida. Tenho a ideia fixa de que o dinheiro ameniza muitas todas as existenciais, mas pelo o que vi ontem não é bem assim que funciona, o que dói parece que continua doendo, mesmo com milhões na conta.

Uma participante, Regina Mansur, deu uma festa em sua mansão e no meio da comemoração apareceu dançando tango no meio da sala, um número que ela ensaiou. Se fosse uma festa íntima, até entendo ela fazer isso, mas em uma festa cheia de pessoas não tão íntimas, fiquei com pena. Imagina a carência da pessoa para fazer isso, para ser aplaudida, reconhecida, nem que seja por uns míseros minutos. Parece aquela criança que quer cantar no meio do jantar de Natal, tentando chamar a atenção. Depois que ela dançou, outra convidada, Brunete Facarolli, pediu para dançar com o professor de tango, Regina surtou, disse que na sua casa só ela dança, que ela não divide seu momento e seu professor não dança com amadoras. Eu passei por isso quando tinha seis anos, uma amiguinha ganhou um forninho para fazer bolachas, fui na casa dela, ela fez as bolachas e eu pedi para fazer, ela surtou, disse que o forninho era dela e só ela faria as bolachas.

Quem faria uma festa e não permitiria a uma amiga se divertir com alguma coisa? Só uma criança carente, desesperada por umas migalhas de atenção faz uma coisa dessas. O dinheiro de Regina está lá, assim como a bodega de vinhos importados, a casa recheada de ouro, o vestido de quinze mil dólares, mas também está lá o vazio, a carência, a necessidade de uns minutos de aplauso e reconhecimento, a tragédia humana da solidão, da falta de sentir amor.

Depois outra participante, Aielen aparece fazendo um teste para ser cantora. Não sou especialista em música, mas já escutei muita gente cantar a capela e me arrisco a dizer que ela não emociona, não transmite nada, no caso dela o produtor, Rick Bonadio, imagino que foi pago por hora, tentou de todas a maneiras, pelo fato dela ser rica foi tratada de uma maneira sobrenatural, dizer tudo com muito cuidado e amor e deu a moça todas as oportunidades do mundo, cantou as músicas que quis, do jeito que quis. Já vi iniciantes serem varridos apenas pela aparência, sem abrir a boca, mas aqui o dinheiro blindou ela. O produtor estava tão sem saber o que dizer a moça que foi em cima do aspecto mais importante de uma cantora, segundo ele o corpo, disse que a moça estava acima do peso e tinha que emagrecer, não entendi a relação entre cantar e ser magra, mas enfim, esse conselho vem do produtor musical do NXZERO, o que mostra com que tipos de talento e belezas físicas ele está acostumado a trabalhar.

A tragédia grega aparece ali, a menina adora cantar, tem o dinheiro para bancar seu sonho, tanto dinheiro que até conseguiu que o produtor se oferecesse para produzir uma música sua, como se não estivesse cobrando por isso, ela pode ter tudo, mas aparentemente carece de talento. Tem alguma coisa mais dolorosa do que amar uma profissão e não ter nascido para ela? Aiellen pode ter o talento trabalhado, desenvolvido em laboratórios, como milhões tem, mas não tem o talento gerado, no seu caso é o talento construído.

Os milhões dela estão ali, o dinheiro cobre todo o chão que ela pisa, mas o sonho não parece tão acessível.

O dinheiro compra coisas materiais e não é lição de moral, mas não compra talento nem disfarça carências. A tragédia humana é essa, o ouro cobre o rosto, mas mesmo assim as lágrima continuam descendo. A tragédia do ser humano é saber que não compra eternidade, amor, talento, carisma, nem consegue amenizar suas dores internas.

Ter dinheiro é a melhor coisa do mundo e poder gastar é melhor ainda, mas isso só funciona quando a pessoa aceita que é um ser humano e o dinheiro tem seus limites,ele pode blindar um carro, mas não blinda questões que todos temos que lidar nesta vida.

Podem ser milhões, mas eles não escondem a pessoa, eles não enterram o ser humano, eles não somem com o que as pessoas sentem.Talvez seja até verdade o que os filósofos dizem, a alma humana não encontra consolo em nada, essa é origem de todas as dores.

Iara De Dupont

2 comentários:

Anônimo disse...

Garanto que a falta de talento gera menos sofrimento do que seis meses de aluguel atrasado.

Iara disse...

Concordo plenamente!No caso das angústias materiais não tem nenhuma que o dinheiro não resolva,nesses casos só traz alegria!Se fosse para escolher eu preferiria ser milionária sem talento,do que pobre com talento!

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