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04 novembro 2012

Quem não é carente?




Não adianta gritar, estamos todos carentes


Diante de uma situação tensa com uma pessoa outra me disse-''Tenha paciência, ele está carente!''.
Ora, vamos ser realistas, quem não está? O ser humano por natureza é carente, perdido e vive com essa sensação de que nunca recebe amor suficiente.

Se não fosse assim não existiriam tantas pessoas no mundo bebendo, se drogando, caindo na promiscuidade, usando drogas ou comendo. Pessoas fazem isso para preencher seus buracos existências, suas lacunas de carências.


O ser humano é desse jeito, se pudesse viveria em uma pudim gigante, uma gelatina, apenas para viver encostado no molinho.


A vida de todos é uma procura, todo mundo tenta amenizar suas carências e sua dor, seja com dinheiro, poder, trabalho ou sexo, mas todos tentam tapar esse buraco que parece um monstro que devora a quem encontra pela frente.


E os erros amorosos, o que pode justificar eles? Só a carência que faz as pessoas ouvirem o que não está sendo dito e verem o que não existe. Pessoas se jogam em relações estúpidas e sem sentido apenas porque estão carentes, em sã consciência jamais fariam isso.


Assim não posso parar meu andar nem mudar meu caminho porque alguém próximo a mim está carente. Também estou e me seguro, paciência, vou fazer o que? Pior do que carência é jogar ela na cara dos outros como se eles fossem os responsáveis.


Faz parte de estar aqui, somos todos carentes, somos todos crianças grandes que se sentem injustiçadas e acreditam merecer mais amor do que receberam. Mas o problema do amor é que ele nunca vem como queremos, apenas porque cada um ama de um jeito e isso sempre é diferente do nosso.


É como se o amor que tivéssemos para dar fosse um código, como de supermercado, mas quem recebe tem outro código, então nunca bate a informação e todos acabam se sentindo mal amados.

E o que fazer a respeito?Nada, nada, apenas aceitar, as pessoas dão o que podem e nós recebemos o que nossa antena capta e nem sempre a transmissão é boa.

É parte da vida aprender a lidar com tanta carência, porque com o tempo ficamos mais e mais carentes de tudo, as coisas perdem a intensidade e parece que estamos mais frágeis. Mas a vida tem dessas coisas, não avisa mesmo quais são as regras.

Com o tempo aprendemos a amenizar as carências, seja com comida, com sexo, bebida, drogas, jogo, trabalho,alguma coisa aparece e tentamos distrair o que sentimos.

E lá vai o pessoal budista dizer que tudo isso é falta de equilíbrio, carências são coisas externas de um espírito que não tem auto-controle e não sabe se amar o suficiente então sente a falta do amor do outro.

Não sei no Tibet, mas aqui a coisa é bem diferente. É complexo ter amor próprio diante de tanta pressão para ser uma coisa que nunca vamos ser, é difícil conhecer o amor quando nos perdemos nas paixões e as pessoas vivem tão fora do seu eixo que usam a palavra ''carente '' o tempo inteiro.

Bom, mas eu não posso ajudar os carentes, até porque ainda não me ajudei. Ainda sou engolida por essa força estranha que domina as todos nós no mundo moderno, essa força que quer ter tudo sem saber o porquê, que ainda procura o que nem sabe se existe ou não.


Carentes somos todos e essa é a base do sofrimento humano. É coisa de gente mimada se dizer ''carente'' como se eles fossem os únicos a sentir tanta dor. Todos sentem, mas têm que engolir em seco e continuar e não dá para pedir aos outros pararem seu caminho e tirarem tua carência,como se isso fosse possível.


Gente carente que pede colo deveria entender que no mundo que estamos todos estão carentes e em alto mar. Dar a mão a alguém é se afogar junto. Carência não é diferencial, pelo contrário, é o imã que nos une a todos a paixões malucas e vícios sem sentido, é a mola do ser humano. Sem carências não seríamos humanos, seríamos seres perfeitos.



Iara De Dupont

2 comentários:

Iara Maria Carvalho disse...

essa história de encostar no molinho foi iraaada! morri de rir!

xará, vc sempre me surpreende! esse texto me caiu como uma luva pra esses tempos duros de intolerância e egocentrismo!

um beijo!

Fernanda disse...

Oi Iara, concordo em partes com você! Por coincidência, escrevi um post falando justamente sobre isso, essa necessidade que eu sinto de me sentir valorizada... sei lá, tenho tido tantas decepções, estou desacreditada nas pessoas, estou achando todas interesseiras... e eu penso: poxa, eu não quero amizades interesseiras, muito menos ser uma amiga assim. Tenho sentido uma solidão imensa, e ao contrário de você, ainda não consigo analisar isso de forma racional, não estou sabendo lhe dar com isso. Então choro sozinha, realmente me sinto precisando de colo... sei que todos passam por isso, mas acho que muitos recebem o colo que precisam naquele momento. Se quiser, passe no meu blog e leia o post... Bsj, Fê. www.brisaetempestade.blogspot.com

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