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28 novembro 2012

Daslu na Riachuelo era só uma piada...




Pronto pra vida,cheio de etiquetas como uma pessoa `de bem´´.
Enquanto o mundo vai a falência e pega fogo aqui no Brasil a classe média e a CMA, (classe média em ascensão) sempre dá um show de bizarrices. Pelo menos são engraçados, diante de tantos conceitos equivocados que eles tem e o cartão de crédito afiado até me surpreende que pareçam tão civilizados. E o mais hilário, acreditam em tudo que as empresas dizem, se é chique então, nem questionam o que é dito.

Saiu uma pesquisa que os americanos dizem que o Brasil é campeão de furtos não pelo excesso de ladrões, mas de otários e trouxas que não vigiam o que tem, porque brasileiro confia e tem mania de achar que todos são boas pessoas ou pelo menos não tão malandros.

Mas tem uma coisa que a classe média se recusa a fazer, ler o que está escrito nas entrelinhas, alguém espalhou a fofoca de que rico não lê as entrelinhas nem pergunta pelo preço, dizem que milionários nem checam etiquetas, mas caso isso fosse verdade eles não seriam ricos, porque ninguém enriquece sem ler etiquetas, só gastando à toa, mas a classe média gostou da idéia de não ler etiquetas, quer se sentir rica e sair comprando sem olhar o que estão vendendo.

Sabendo disso a loja Riachuelo fez uma parceria com a extinta loja de luxo Daslu, foi apenas o uso do nome para uma nova linha, desenvolvida pela equipe da atual Daslu.

Com a classe média sempre se atinge o objetivo, o que aconteceu nas lojas era mais do que previsto, filas longas e todo mundo comprando,apenas porque os pedaços de pano vinham com a etiqueta ''Daslu''. Com preços bem salgados,uma simples regata custa 30 reais, a loja foi varrida e teve gente que saiu chorando porque não achou mais nada.

A realidade ninguém viu. A loja Daslu era de luxo não porque tivesse uma linha própia, mas sim porque trazia roupas de fora, cobrando até dez vezes mais e com coleções antigas, tinha Chanel, Versace, Armani, os nomes mais importantes da indústria eram encontrados lá, ainda são na nova loja, foi por isso que virou um ícone pela enorme quantidade de roupas de luxo que tinha lá dentro, não  ficaram famosos pelas coleções que faziam.

A Riachuelo comprou o direito de usar o nome e desenvolver uma linha, mas não é roupa importada, nem é feita com a mesma qualidade das peças originais da Daslu.

Isso ninguém percebe. Mas quem conhece de tecidos sabe disso, existe o algodão puro e o algodão que vai se misturando com outros elementos para baratear a peça, fora que o uso de tecidos nobres como seda, linho, custam fortunas e não tem como serem usados em uma peça de 30 reais. Uma consumidora disse no portal do UOL que achou a coleção com tecidos bem baratos, tipo Brás. Sim, minha filha, as confecções devem ser de lá né?

Mas que se dane o material, o que interessa é a etiqueta! As pessoas queriam o vestido para mostrar assim, meio sem querer, a outras pessoas que compraram na Daslu. Então a amiga diz:

-Nossa, você comprou um vestido lá? 

E a classe média responde:

-Menina, nem tinha reparado! Eu ia lá antes de fechar, ainda não fui na nova....

Pessoas que compram etiquetas devem pagar o triplo mesmo, apenas por serem tão bestas.

Como eu já aceito naturalmente que não sou desse mundo sou a única criatura neste planeta que não repara em etiquetas porque corta elas, me dão coceira e me irritam a pele, a primeira coisa que faço é cortar etiquetas.

Uma vez na faculdade uma menina me perguntou que perfume eu estava usando, falei o nome e ela não identificou, então eu disse:

-É Avon. 

Na hora ela virou e disse:

-Mas não precisa falar assim, dá uma disfarçada!

Mas disfarçar por que? Paguei quase trinta reais, quinze dólares, não roubei, não peguei emprestado, por que deveria ter vergonha de dizer que é Avon?Comprei porque quis, não foi esmola de ninguém.

E essa menina durante a faculdade me avisou algumas vezes que a gente não sai falando assim de marcas meia-boca. Quando disse a ela que usava o xampoo Embelleze porque não usam animais em laboratórios ela surtou, me disse que caso alguém me perguntasse eu tinha que dizer que usava Revlon ou Seda, a Embelleze ela disse:

-É meio Itaquera sabe, tipo aquele povo que vai no Gugu arrumar o cabelo...

Essa é a base do meu sonho em querer ser milionária, sair da classe média e não ter que mais escutar essas barbaridades. Se fosse milionária e comprasse xampoo de pobre iam dizer que sou excêntrica, mas como sou classe média dizem que não sei comprar ''boas marcas'', como dizem por aí ''não tenho refinamento''.

Pelo menos não sou troxilda e ainda por cima dei muita risada vendo as fotos da classe média detonando a loja Riachuelo, achando que estava comprando na Chanel de Paris.

A Riachuelo está até agora contando os milhões que ganhou, imagina, que jogada de gênio pegar uns panos lá do Brás, que devem ser da China, talvez costurados aqui por escravos bolivianos como era a loja Zara e ainda colocar a etiqueta ''Daslu'' e vender como se fosse uma roupa feita a mão por alfaiates italianos. Pior que é engraçado pra caramba,as tias detonando a loja, achando que estavam fazendo um super negócio e só estão levando pra casa as mesmas roupas que se vendem em camêlos por todo o Brasil. Essa classe média é surtada mesmo, paga o que for apenas pela etiqueta, não precisa da roupa, só de grudar a etiqueta e mostrar para os outros já tá valendo, queria ver todos eles pelados saindo na rua só com as etiquetas grudadas no corpo, finalmente é isso que importa.

Iara De Dupont

4 comentários:

Fernanda Somenauer disse...

Nossa, concordo com você em tudo!
Detesto etiquetas, principalmente as físicas, rssss.
Não compro roupas caras, a única coisa mais carinha que me dou ao trabalho de comprar é sapato, mas aí é pela qualidade e conforto.
Sempre digo não tô pagando pra fazer propaganda de marca X ou Y. Se falo bem da marca é quando o produto é bom, me agradou.
É muita burrice querer esse tipo de status! Eu gosto de perfume da Avon (mais que da Natura, que o povo costuma aceitar melhor pq é mais caro).
Reservo o meu dinheiro pra comprar coisas que vão me satisfazer de outras maneiras, como lápis de cor, já que sou desenhista.
Mas discordo que seja o brasileiro o único povo assim. Status e imagem são mais importantes no mundo em que vivemos, e não é de hoje....
Parabéns pela postagem, muito interessante!

Anônimo disse...



http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/11/27/mulher-obesa-morre-apos-ser-recusada-em-tres-voos-na-hungria.htm

Deya Diedrich!. disse...

Me perguntei de onde você tirava tais opiniões. Muito interessanta... Mas dai vi sua formação acadêmica e entendi tudo . rs Adorei seu blog ;)

Alexandra Claudino disse...

Quando ouvi sobre Daslu numa loja de departamento, a primeira coisa que fiz foi correr pra ver o anúncio. Nada ali me pareceu com cara de loja de classe AAA. Fora a s influências que, mescladas ao cenário urbano e ao toque pessoal de cada um, certamente não fariam bonito nas ruas.
Mais que isso, além de ter que comprar o look completo pra ficar com cara de nova rica, seria necessário também o corpo de modelo. Numa boa, aquelas roupas não são feitas pra quadril 42/44.
Num momento de ilusão, achei que não ia colar. Infelizmente, me enganei redondamente.

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