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27 outubro 2012

Se é para dizer essas coisas não precisa ligar....





A única desvantagem que encontrei ao fazer um blog é que nunca sei quem está lendo o que escrevo.
Como eu sabia o que ia escrever resolvi manter meu blog longe de olhares próximos,poucos amigos sabem deste blog e poucas pessoas da família passam por aqui. E quando passam não gostam e não voltam mais.

E então recebo uma ligação de um ex-namorado. Ele conhece o blog porque a gente namorava quando eu comecei a escrever.


A gente se fala de vez em quando, deu certo como uma superficial e sem sentido amizade porque eu nunca fui apaixonada por ele. Eu gostava muito e doeu quando soube que tinha sido traída, mas uns anos se passaram e a lembrança sumiu, já que ele nunca foi incluído na minha lista de ex-grandes-amores.

Mas ele não sofre por isso, pelo contrário, é cínico, desapegado e sem noção mesmo. E me ligou para dizer que não entende o que está acontecendo no meu blog, já não sou a mesma.


Pois é, não sou mesmo! Olha só o que fazem uns anos e um pouco de conhecimento da alma humana. As pessoas te magoam às vezes e não sabem porque você mudou. Na hora de trair ele não lembrou de mim, mas agora liga todo xodó para oferecer seu apoio, ficou me perguntando porque pareço tão chateada, porque ele não reconhece mais a pessoa que escreve.


Às vezes nem eu me reconheço. Mas eu era ingênua e besta, por isso coisas ruins aconteceram comigo. E depois de tudo cansei, não vejo motivo nenhum para ficar de doce nem de hipócrita.

Tem muito blog na internet, ele que vá ler os outros, tá cheio de blogs fofos.

Quem não muda com o tempo e os desamores? Quem pode continuar igual? Até onde se pode ir para preservar um pouco de pureza na alma?


Não podemos escolher o que vamos sentir e muitas vezes nem o caminho do rio é de nossa escolha. Se eu pudesse ter namorado com ele e ter terminado sem todo aquele drama Orkut de fotos de traição e tal, eu teria feito isso, mas as coisas foram do jeito que tinham que ser.


Ninguém se estaciona, a vida não permite. E nenhum de nós tem uma prateleira a disposição para escolher apenas os bons momentos nesta vida.


Os budistas dizem que não é a situação, mas como você reage a ela. Na verdade nem sempre estamos em um bom momento para reagir com equilíbrio a coisas ruins.


Às vezes já é suficientemente difícil manter a cabeça fora da água, para ainda estar pensando em reagir de uma maneira saudável e que não nos prejudique.

Se eu mudei, se meu blog mudou, se minha vida mudou, isso tudo não é do interesse dele, que há alguns anos escolheu não fazer parte da minha vida.
Uma vez ele disse:

- Mas foi molecagem, eu gostava mesmo de você!

Ah, mas pra mim não era molecagem e doeu. E hoje não tem importância nenhuma, não lembro disso nem com raiva, não acho graça ainda, mas não babo de ódio quando lembro.

O que me irritou mesmo foi dizer que não sou a mesma. Não sou mesmo. E tem dias que acho isso ótimo, tem dias que nem quero sair da cama ao lembrar disso.
Tem que ter muita sabedoria nesta vida para ir driblando as emoções que muitas vezes nos consomem. Tem que ter desapego, viver de uma maneira mais leve. Sei de tudo isso na teoria, na prática ainda ralo.

E mudei tanto que hoje acredito que quem reclama disso não gosta de mim. Quando a gente gosta de alguém tenta aceitar as mudanças, acompanhar, entender o porquê. Todos mudamos, por isso o amor não resiste, não reconhece tantas mudanças e desiste, vai embora.


Não sou a mesma de ontem, não sei porque ele não pensou nisso antes de ligar. E nem tem a ver com o blog, tem a ver com a vida mesmo.

Gostar é lembrar de algumas coisas, mas amar é acompanhar os tempos sem ficar perturbando o outro. Os tempos são de mudanças e eu não sou um poste, ia mudar de um jeito ou outro. E não preciso de ninguém me ligando pra me lembrar disso. Todos os dias quando acordo sei que não sou a mesma de ontem, mas ainda não sei se isso é uma coisa boa ou não.

Iara De Dupont

2 comentários:

Anônimo disse...

Iara, eu sou, talvez, sua mais recente leitora. Descobri seu blog semana passada e já pus na minha barra de favoritos. O descobri por acaso, navegando pela net e de lá pra cá creio que já revirei quase todo seu arquivo e, na minha humilde opinião, vc escreve muito bem, seus pensamentos são originais e apesar de eu concordar 100% com tudo que vc escreve, eles abrem horizontes e ampliam meus argumentos, provavelmente pelo fato de vc saber muito bem organizá-los e expô-los com muita clareza. Por exemplo, sempre achei uma hipocrisia essa "preocupação" com a obesidade crescente e tinha vários argumentos, mas sua postagem sobre o emagrecimento do Ronaldo financiado em milhões de reais me deu uma nova perspectiva sobre a qual eu ainda não tinha pensado!

Esta questão do peso, aliás, é um ponto bastante significativo que pesou na minha identificação imediata com este blog. A forma e as coisas que vc desabafa, SÉRIO IARA, SÃO TUDO O QUE SEMPRE ESTEVE ENTALADO NA MINHA GARGANTA POR ANOS! Muitos de seus textos me fizeram ter a vontade (estúpida, eu sei) de colar e copiar trechos publicamente em todas as redes sociais a que tenho direito! Dá vontade de explanar para o mundo e para pessoas próximas, principalmente, como nós (gordos ou não, mas fora dos padrões) nos sentimos toda vez que nossas barreiras emocionais são estupidamente invadidas por essa falsa preocupação com nossa saúde (mas que no fundo só esconde mesmo um prazer mórbido de massacrar nossa autoestima e se perfazer em cima de nossas fraquezas). E essa invasão, vc deve saber bem, ocorre com muita frequência.

Bem, isso tudo foi apenas para dizer o porque de eu me identificar tanto com vc e com o que vc escreve e pra demonstrar o quão importante para mim é a forma como vc expõe tão bem esses pensamentos. E tb para te dizer, se vc me permitir um olhar de alguém de fora sobre o tema deste post (alguém que por acaso possui conhecimento de causa - ter sido traída), que esse "homem" que te ligou provavelmente tem uma vida tão medíocre que mesmo depois de tanto tempo continua lendo seu blog, tavez se regozije de sua tristeza e alimente dentro de sua mente doente a ideia de que ele é o grande causador dela. imagine o efeito que isso teria na autoestima desse pobre diabo! Não se contendo, teve que te ligar para que vc soubesse que ele está ali, à disposição! E agora quem sabe é VOCÊ - que ele,além de ser uma mera lembrança meio que esquecida no fundo de suas memórias, é um grande mané.

Desculpe-me pela intromissão, mas tive que deixar minhas impressões sobre isso! Desculpe-me tb pelo post enorme, mas vc mesma escreveu que não sabe quem lê seu blog, e eu achei que precisava então fazer jus e me apresentar devidamente.

Abraços!

Anônimo disse...

Eu tbem sou outra pessoa, completamente diferente, eu era um doce, ingênua, achava que todo mundo era bom até que tomei tanta lapada da vida q mudeiiii sofro ainda demais, pelo meu jeito de ser, mas ja vi que quanto mais fria, calculista, cínica.... Mais as pessoas te tratam bem, mais te respeitam, mais tem consideração.... E é pra isso que caminho.... A sociedade, os namoros, as amizades vao te levando pra isso...vc - no geral- vai se tornando cada vez mais pior!!!!

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