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02 setembro 2012

Vamos ser amigos? Empresas querem tua amizade!



A empresa (tigre) abraça o consumidor, mas continua querendo comer ele vivo

O problema de tanta meiguice é que podemos nos perder no meio dela e confundir as coisas, de repente todo mundo é meigo,mas na realidade o mundo continua sendo o que sempre foi, um lugar de profissionais, não de amadores.
Tive muita dificuldade para me acostumar com meu jeito, quando eu gosto, gosto, quando eu não gosto, não gosto, prefiro nem cumprimentar.

E vinha todo mundo me dizer que eu estava dando bandeira e não se pode passar recibo. Mudei um pouco, mas como sempre digo hipocrisia para mim é um acessório e nem todos os dias saio de casa com ele.
Mas agora estamos na era dos meigos, fofos e vamos brincar juntos e dar risada. Vou ter que adaptar meu jeito de novo a este mundo descolado e meig
Uma empresa teve um problema aqui no Brasil, caiu  um componente venenoso durante a fabricação de uma bebida achocolatada, que mandou muitas crianças e adultos para o hospital. A empresa não se manifestou publicamente, fez de conta que não era com ela, não respondeu a ninguém e ignorou todas as reclamações. Sorte que está no Brasil e assim seu prestígio não foi abalado, com a memória curta dos brasileiros foi só colocar o produto em oferta e todo mundo esqueceu o que tinha acontecido.

Agora os tempos mudaram e silêncio não é mais considerado uma boa tática de marketing, estamos diante de um novo marketing, moderno, jovem desenhado por meninos com menos de 30 anos.
Inventaram uma nova maneira de lidar com as queixas do consumidor, abraçando o capeta, fingindo uma amizade e dando risadas dos erros.

Primeiro foi aquela história da Gina Indelicada, um rapaz fez um perfil no Facebook usando uma embalagem e respondendo perguntas. O perfil fez sucesso e a empresa Gina dona da embalagem entrou em contato com o moço, que ficou gelado achando que seria processado por usar uma imagem sem autorização.

Mas são os novos tempos! Para que processar? Vamos explorar o rapaz e vender mais ainda! Chamaram o moço para trabalhar com eles e o fim da história não sei, porque ainda está rolando.

Outra empresa Spoleto, responsável por aquele famoso prato onde o consumidor escolhe a massa e sete ingredientes, é campeã de reclamações devido ao péssimo atendimento. O pessoal do Kibe Loco fez uma paródia, que bombou na rede.
O que a empresa fez? Adorou, aplaudiu e foi mais longe, decidiu patrocinar as próximas paródias.

É uma estratégia de marketing bem a cara do mundo atual, é coisa de gente descolada, moderninha, de empresas que dizem que o consumidor não é mais consumidor, mas sim um parceiro, um amigo.
Para que brigar? Vamos ser amigos e viver na doçura da vida!
Agora as empresas são todas amigáveis, abertas a críticas e com vontade de dar risada junto ao seu consumidor.

Na real? Tudo conversa mole, merda corporativa e estratégia para se livrar do consumidor reclamando, fingindo essa amizade babaca. Fingir essa súbita amizade mantém o consumidor longe das páginas sociais, onde qualquer reclamação pode ser espalhada em questão de segundos e prejudicar seriamente uma empresa. Quem vai detonar um amigo? Ninguém, as empresas sabem disso, então fingir ser um ''brother'' é uma estratégia brilhante.

E até que ponto essa nova amizade garante a solução dos problemas? No caso do Spoleto será que apenas porque a diretoria riu da piada quer dizer que mudaram as coisas? Os funcionários serão melhor preparados? Porra nenhuma, continua tudo igual, mas essa estratégia descolada de patrocinar humor vai além de dar uma boa publicidade ajuda a acalmar os ânimos.

Não existem empresas descoladas, simpáticas e moderninhas. Todas respondem a um departamento financeiro e se o pessoal de marketing achar por algum motivo, que a melhor coisa é sair a rua uivando para manter os lucros, todos eles vão ser obrigados a fazer isso, quem manda em uma empresa são os números, não as boas intenções e amizades repentinas.

A empresa foi alvo de críticas na rede social? Tudo bem, eles são super do bem, legais, eles entram na brincadeira, dão um curtir para todo mundo e assim conseguem apagar o incêndio.

Mudar não vão mudar nada mesmo, vai continuar tudo igual ou pior, as empresas no Brasil continuam acreditando que o consumidor é um pobre diabo, que é a parte que menos interessa para eles e que qualquer produto pode ser jogado a eles, dane-se a matéria prima, os métodos usados na fabricação.

Mas para manter o lucro eles abraçam, beijam, e batem palmas para as críticas feitas, mas fechando as portas continuamos tendo a mesma importância que uma barata na sala, ou seja, nenhuma. E quem mantém amizade com uma barata?

Iara De Dupont

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