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15 agosto 2012

Fazendo dieta? Bem vinda ao Vietnã!




Parece simples mas é uma das piores torturas que existem

O ano passado comecei uma dieta. Acelerei bem no começo, o suficiente para me levar a um hospital, consegui fazer meu metabolismo surtar mais ainda.
Depois disso resolvi pegar leve. Não acredito em reeducação alimentar, já fiz mil vezes e para mim não funcionou. Posso trocar o chocolate pela gelatina diet, mas nem por isso minha mente esquece do chocolate e eu deixo de gostar, trocar por necessidade não é a mesma coisa que abandonar para sempre.
Quando você se reeduca você não volta aos velhos hábitos, mas isso com comida é impossível.

Apesar de ser vegetariana posso afirmar que o mundo teria que dar um milhão de voltas em um segundo para que um alface pudesse ser tão saboroso quanto uma lasanha de quatro queijos.

Nesse novo processo da dieta aprendi a entender os dias, nem sempre eu acordo a fim de fazer as coisas direito e acabo comendo chocolate e batata.

Mas nas últimas semanas enfiei o pé na jaca, de saco cheio de tudo, irritada com o mundo, com as pessoas e porque não nego mesmo, eu gosto de comida, ela me traz um consolo espiritual que não posso descrever. Impossível explicar porque me faz tão bem, mas um pedaço de chocolate ou umas batatas fritas conseguem amenizar todas minhas crises existenciais.

Até na hora de malhar a preguiça me venceu. Por algum motivo fiquei sem aquele pique interno, aquela coisa que a faz a gente sair e malhar como louco.
Então engordei 5 quilos em menos de um mês.
Já passei tanto por isso que sei que tenho que parar o trem, senão ele me leva.

Minha mãe diz que eu deveria me aceitar e parar de tentar controlar o peso, ela diz que é minha natureza. Mas sou obrigada a controlar minha natureza, porque sei onde ela pode chegar.

Quem já tentou controlar a natureza sabe o quanto essa missão é terrível.

Todas minhas tias são obesas e tem problemas sérios de saúde. Uma coisa é ser gordinha, outra é vir de uma família com a obesidade na genética.


Mas tem dias como hoje que a situação me vence. Faço dieta e me cuido desde os oito anos e parece que por mais que me esforce não consigo sair desse Vietnã.


Parece que estou na beira da praia, tentando impedir as ondas de chegarem. Acho tão simples minha equação, se eu perdi peso malhando, ele não deveria voltar e pronto.


Tenho a impressão que os anos passam e não resolvo essa questão. Esse sobe e desce de peso é pior do que parece, quantas pessoas lidam com o mesmo problema físico a vida inteira? Em algum momento as coisas se resolvem,  as pessoas aceitam, se resignam, mas o peso parece água,  às vezes desce, sobe, estaciona, inunda.


Vigiar o peso, controlar o que come ou não, tudo isso é como estar em uma guerra no meio da selva, você se cansa e parece que não termina nunca.

E não pode descer as armas. Se descer, o peso vem e começa outra batalha.
Mas viver no Vietnã é uma das piores coisas que podem acontecer a uma pessoa.
Controlar o que pensamos, o que sentimos, o que queremos é uma coisa. Mas vigiar o que comemos, às vezes uma inocente batata, cruza os limites da mente, agride o corpo e massacra a alma.
Guerra contra o prazer de comer, dos alimentos que gostamos, é guerra perdida. Mas se render também não é a solução. Parece que quem não mata a fome, morre por comer.

Ainda bem que dormir não engorda, assim posso dormir bastante e sonhar com o dia da minha liberdade, sair dessa guerra, abandonar esse campo, sonhar com o dia que meu corpo seja só isso, meu corpo, não meu Vietnã pessoal.


Iara De Dupont


5 comentários:

@BlzasemTamanho disse...

Como sempre seus textos traduz muito do que vivo e sinto.

Mas essa semana tava papeando com uma modelo plus que apos se aceitar engordou uns bons quilos, e ela dizia que agora estava de dieta mas tinha de admitir que foi a melhor fase da vida dela qnd nao pensou em dieta.

Eu do alto dos meus 130 quilos minha obesidade, falei sério vc nao pensou? E conclui acho que desde os 10 anos nunca passei muito tempo sem pensar no que eu comia e no que isso ia fazer comigo.

Não deixo de comer, mas é sim uma GUERRA para me manter no estado e tamanho que tenho.
Se acham que sou gorda por comer demais e desleixo, precisavam entender o que eu seria se eu nao focasse em não engordar.


Bjmmm

Carolina disse...

Oi, Iara!

Já viu esse documentário: http://www.youtube.com/watch?v=4Ow1uiWcn4c&feature=relmfu

Está em inglês, mas achei bem interessante.
Beijos,
Carol

COISAS DA NEFASTA disse...

vc devia fabricar uma bonequinha sua pra gente poder comprar e apertarrrrrrrrr rs, adoro seus textos, de boa, superconectada com nossas emoções e putz, se fosse chef de cozinha ia fazer manjares porque tem sempre a medida certa nas palavras e sentimentos...d+! Eu passo o dia esperando ver o que vc vai escrever pra vir logo aqui e tecer comentarios de algo que eu lí e sempre, sempre vale a pena, pode crer!!!

sobre o texto, esse efeito sanfona é foooooooooooooooooooooooooooda. Convivo com ele desde que parei de usar fraudas e nunca fui magra ou tam padrão, sempre acima do peso e vestindo G,GG e agora Exg. No momento oscilante sempre entre 122 a 130 kg acho que cheguei no meu máximo, porque não passo disso e não consigo comer o suficiente para passar disso, mas também não vacilo, de vez em quando me peso para ver se esta tudo dentro dos 130 e fico pensando o que irá acontecer se passar porque não consigo me sujeitar a nenhum tipo de dieta (já fui torturada o suficiente com isso na infância e adolescência) e também porque ja dexisti de tentar voltar aos meus 104kg de antes da gravidez. Virei bola? Então deixo a vida rolarrrr

Anônimo disse...

Também sou vegetariana. E sinceramente acho que só aprende a comer bem, quem gosta e se aventura a cozinhar.

Hoje em dia eu praticamente não consumo alimentos industrializados e dessa forma fico bem longe do açúcar, que é o grande vilão nessa história da balança.

Minhas saladas incluem pelo menos um 5 ingredientes e ficam mais apetitosas que muita lasanha por ai.

Comer bem não significa comer coisas sem graça, significa se libertar do que é inútil e viciante.

E a gente gasta menos, comendo comida de verdade, ao invés de porcarias...

Anônimo disse...

Eu pesava 50 kg, fui diagnosticada bipolar, então comecei a tomar lítio,engordei 18kg, estou nesse efeito sanfona 63, 65,68,já tentei quase tudo pra emagrecer.Desenvolvi compulsão alimentar periódica e quando estou ansiosa a comida é o meu refúgio,é o meu tudo,é o que me acalma...Vivo numa peregrinação é nutricionista, endocrinologista, psiquiatra,psicólogo,academia,porque a própria patologia exige, mas estou aprendendo a me livrar dessa neura de dieta, porque quando a gente fica pensando muito em dieta também pensa muito em comida, aí já sabe né?

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