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28 julho 2012

Todo mundo tem um recém-nascido ( internet) em casa






Ele faz caras e bocas para conseguir o nosso tempo!


Quando uma amiga teve sua filha ela me confirmou aquela história de que mães não dormem. Ela dizia que não conseguia dormir porque ficava olhando a barriguinha da filha para ver se estava respirando, com medo de que alguma coisa pudesse acontecer. Também me contou que o tempo é consumido de uma maneira diferente, como se o bebê fosse dono do relógio.


Semana passada resolvi fazer uma experiência sociológica e metafórica. Ficaria sete dias sem internet, para ver como é e medir meu grau de vício.

Não cheguei a ficar sete dias, que seriam completados amanhã, mas fiquei seis.

E lembrei da minha amiga e seu bebê. Fiquei impressionada de perceber como a internet virou na casa de todos nós um recém-nascido.

Quem consegue ir trabalhar e não checar o e-mail? Parecem os pais que checam o tempo todo na creche ou com a babá.
Eu nem entrava em casa e já  ia para o computador, ficava ligado 24 horas.

Um semana sem me mostrou o tempo perdido, como se eu tivesse três recém-nascidos aqui.

Senti muita falta do blog, de escrever e de falar com algumas pessoas. Mas o resto que eu faço na internet é completamente inútil, eu circulo, leio blogs, portais, fico horas lendo, passeando, conversando, mas que tanto são coisas úteis?

Sem internet acabei terminando uns livros que estavam meio parados, que eu lia, mas com pouco tempo, não avançava.

Antes não assistia a novela das nove, sem nada para fazer de noite acabei assistindo e odiando. Não podia ficar no computador, então tirei uns filmes encostados e resolvi assistir.
Coloquei coisas em ordem e tive mais tempo.
Tudo o que os especialistas já tinham avisado, estamos  tão conectados que em vez de nos divertir, nos consumimos  lentamente  e vemos nosso tempo ir pelo ralo.

Hoje ao abrir minha caixa de e-mails vi uma coisa inacreditável. Nada aconteceu na minha ausência, nada mudou, tudo estava igual a uma semana atrás.

As notícias eu via na televisão, meio minuto para cada uma delas e estava ótimo. Não preciso mesmo ler portais inteiros.

A Olimpíada começou e vi apenas alguma coisa. Hoje ao abrir os portais quase me jogo da janela, todos foram invadidos com essa febre, que eu odeio, odeio ver esses eventos e mais ainda a presidente Dilma cobrando dos esportistas resultados, como se o governo incentivasse o esporte no Brasil. Só por essa parte das Olimpíadas eu podia ficar um mês inteiro sem internet.


Conclui que é matematicamente impossível viver sem estar conectado, dá até nervoso, a cabeça fica pensando no que está rolando no mundo virtual, mas infelizmente não rola nada, como se fosse um mundo paralelo que não precisa de nós.


A filha da minha amiga cresceu e a mãe não precisa mais ficar sem dormir. Mas quem usa internet não tem esse privilégio, pelo contrário, cada vez mais a vida virtual exige de nós, cada vez mais perdemos o sono para estar passeando por aqui.


As vantagens de se desconectar é que começamos a voltar a nossa atenção a outras coisas, vi filmes ótimos e cozinhei mais. Ninguém morreu na minha ausência virtual, nem o mundo mudou, nem minha vida mudou.


A grande desvantagem para mim foi que engordei um pouco. Quando passo horas no computador esqueço de comer e quando lembro resolvo dormir para assim emagrecer, mas sem internet comi mais, já que nada tinha a capacidade de me entreter por mais de duas horas.

Então o recém-nascido virtual é monstrinho. Que chama, implora atenção, exige cuidados e chora.

Voltei ao mundo virtual, mas é bom esse recém-nascido crescer um pouco, porque não quero consumir minha vida cuidando de um bebê que controla meu tempo como se fosse Deus.


Iara De Dupont

Um comentário:

Luciana disse...

Adorei Isra! E já percebi q as poucas horas vagas q decido não olhar o q ta acontecendo na net, são mto melhor utilizadas! De fato. Até minha casa consigo ajeitar mais! E ler mais livros tbem! Excelente experiência e dica. Bj Lu

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