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29 junho 2012

É centavo mas é meu!




De centavo em centavo se chega ao milhão

O que mais me irrita no Brasil é a via única. Temos deveres, mas não direitos e quem resolve batalhar pelos seus é visto como um arruaceiro, que adora uma confusão e atrapalha a vida dos outros.

Li que os donos do supermercados  ganham um milhão de reais por ano, livres de tudo, apenas pelas moedinhas que roubam dos consumidores. Por exemplo, vou no supermercado e minha conta dá 132.98, eu pago com 140, mas não recebo o troco dos dois centavos, porque o supermercado alega que o Banco do Brasil não fabrica mais moeda de centavo. Assim ficam com meus dois centavos, mas eu sou uma cliente, eles recebem centenas por hora e ai vão ficando com um centavo de uma, dois de outra, três e assim vai.

Quem paga com cartão sabe também que qualquer transação tem seu custo.
Resolvi então começar meu projeto pessoal ''Estou enchendo meu cofre''.

Não vou mais encher o cofre de ninguém, muito menos de donos de supermercado.

No começo foi constrangedor. Ficavam me devendo dois centavos? Não tem problema, eu vou lá e reclamo. As caixas olhava torto, mas eu ficava ali, no meu objetivo se não ser mais explorada. Sempre me devolvem, mas olham feio, dão indiretas, uma delas me disse  ''Até parece que faz diferença!''.
Eu respondi que para mim não faz, mas para o dono do supermercado faz toda a diferença, se as pessoas fizessem isso acabariam com o roubo de um milhão de reais por ano, fora o que eles roubam no preço.

Hoje fui nas Lojas Americanas e peguei o chocolate que tinha desconto. Na hora de pagar percebi que o desconto de 40 centavos não tinha sido registrado, pedi para arrumarem. Me disseram que se a máquina não registra o desconto então não tem mais. Voltei ao corredor e peguei a etiqueta que estava grudada, anunciando o desconto, já que por lei vale o que está na etiqueta.

O pessoal da loja ficou puto da vida. Falaram que não poderiam cancelar a compra porque tinham que dar um PBX1 (?) na máquina. Falei que tudo bem, eu tinha tempo, podiam dar o que quisessem na máquina.
Como tinha gente na fila, o povo não gostou e para não dar mais rolo a gerente furiosa me perguntou quanto tinha pago pelos chocolates, disse e ela me devolveu o dinheiro e eu ia devolver os chocolates quando ela disse que era brinde da loja.

Levei na boa, eu só pedia o desconto, não o produto de graça. No começo me senti mal, mas quando fico constrangida lembro que eu pago e respeito meus deveres como todos os brasileiros, mas e os direitos, onde estão?  O comércio rouba  porque sabem que o brasileiro não reclama.


Estamos acostumados a isso, a que todos explorem os consumidores  e ninguém fala nada. Ora, somos nós os roubados, não os outros. É chato pedir ao caixa meus dois centavos? E por que não é chato eles roubarem na cara dura? Por que não é chato tantas mentiras do Banco do Brasil e dos lojistas, como essa de cobrar um valor sabendo que não existe mais moeda de centavo circulando para dar o troco?


É coisa de maluca pedir meu desconto de quarenta centavos? Coisa de maluco é anunciar uma coisa que não fazem sabendo que isso é contra lei.


Tudo só tem uma via aqui, mas não desisto do meu  objetivo. Podem fazer cara feia, falar baixinho que sou uma pão dura, podem surtar. Não é meu problema, mas o dinheiro é meu  e eu gosto demais dele.

Pode ser um centavo, mas é meu  e não quero dar ele ao dono do supermercado. Simples assim, já leva muito dinheiro meu nos preços, não dou mais um centavo a ninguém se eu não quiser.
Se todo mundo fizesse isso não seríamos tão roubados, pelo menos não assim na cara dura. Dinheiro é como gente, gosta de respeito.

Iara De Dupont


2 comentários:

Musicista Feminista disse...

Eu peço o um centavo de troco do R$1,99 e o cara do caixa olha atravessado. Se não quer dar troco coloca R$2,00, e não ficam mentindo o preço.

Ricardo Alferes disse...

Estou inteiramente de acordo com esta postura, mas em vez de cobrar 1 centavo, adotei a estratégia de levar várias moedas no bolso, assim, independente do total, eu consigo pagar, e se dá 1,99 eu pago 1,95. Se me cobrarem os 4 centavos, então vão ter que me dar o troco. Nunca reclamaram, mas parece que todos os caixas são treinados pra dar o troco a menos, é incrível.
Gosto muito desse raciocínio, pode ser pouco, mas é meu.

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