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03 fevereiro 2012

Sarah Sheeva e a coroa de plástico (coisa de princesinha)




Sarah Sheeva, apoiando as princesas do mundo


Poucos países têm celebridades interessantes, sendo assim poucos meios artísticos são realmente divertidos. Um dos melhores que eu conheço é o meio artístico mexicano. Os mexicanos são formais, sérios, conservadores, por isso extravasam todas as emoções depois que chegam a fama. É um meio artístico cheio de escândalos que superam a imaginação de todos. Todas as semanas  celebridades se envolvem em casos com traficantes, políticos, todo o tipo de bandidagem. Como o México é um ponto importante pela existência de Televisa, pessoas de todos os países chegam lá, de Cuba, Puerto Rico, Guatemala, Argentina, Uruguai, Chile. Assim os escândalos também contam com a diversidade cultural.

Aqui no Brasil ainda somos acanhados para um bom barraco. Perto dos mexicanos, os brasileiros são celebridades amadoras, preocupadas em ''pagar de gatinho''. Todo mundo aqui quer ser fofo.


Eu gosto de tudo que quebra o vidro, que mostra as pessoas como são. Não gosto das coisas plastificadas, produzidas em laboratórios. Prefiro ver o ser humano como ele é, realmente, sem máscaras. Essas celebridades locais com fama de simpáticas e ótimas, me cansam. Acho enjoativo essas matérias de revistas perfeitas, com todo mundo na ilha sorrindo.


Mas ainda não temos celebridades peso-pesado aqui. Brasileiro quer ser amado ou virar santo. Quando não dá certo de um lado, logo vira pastor. Hoje vi a Sarah Sheeva na televisão, caminhando a largos passos para virar a próxima bispa, para isso mistura tudo e sai falando, sem eira nem beira. Mereceu aplausos quando disse que as mulheres estão mais cachorras do que nunca e isso está errado, mulher tem que ser princesa.


Tem coisa mais fofa do que ser princesa? Ah, essa Sarah já tá velhinha para não saber das coisas, mas eu conto. Tem razão nisso, mulheres realmente adotaram um comportamento masculino, levaram a sexualidade ao limite, de uma maneira vulgar, querendo se igualar aos homens no que eles tem de pior, essa tendência a promiscuidade e a uma cafajestice gratuita. Nisso apoio ela.


E quanto a ser princesa? Ela nunca leu a revista Hola, a bíblia das princesas? A vida de princesa só não é pior por falta de espaço. Princesas não tem nenhum poder político, são filhas do rei, não são herdeiras naturais se tiver um homem no meio, não podem opinar nada e ainda tem que carregar essa imagem de cristal.


A Lady Kate não é princesa, desde que casou com o Príncipe William da Inglaterra, ela é Lady, mas não pode ser princesa porque não é filha de rei. A vida dela parece legal? Eu não vejo como. Presa a protocolos, a normas, a regras, em um castelo medieval e sempre ouvindo comentários de todos sobre sua roupa, cabelo e sapatos.


Existem ainda algumas princesas no mundo, mas todas estão presas a suas funções  e não podem passar por cima do rei ou da rainha. A Espanha tem quatro princesas, duas adultas e duas crianças. Uma delas, Leonor, será rainha, já as outras vão se ralar em compromissos oficiais tapando buraco da rainha e sem opinião para nada. A rainha também não tem opinião, porque a monarquia atual é apenas figurativa, o rei também não abre a boca. Mesmo assim a rainha impõe mais, ainda é uma figura mais simbólica.


E fora delas o que fica? Ficam as princesas de plástico, aquela mídia que impõe um estilo de vida a uma criança, onde a menina aprende a se submeter, já que princesas não mandam em nada.


Mas a Sheeva montou seu esquema na igreja para as princesas. Usar coroa de plástico e rezar para Jesus. Eu não queria ser ele e ver esse espetáculo deprimente.


Mulheres devem entender que nasceram para serem rainhas, donas do seu destino, mandando e desmandando em seu reinado, mudando as regras e vivendo de acordo aos seus critérios. A história prova o quanto as rainhas mudaram o mundo.


Princesas não fizeram nada nem podem fazer. As mulheres vão deixar de ser cachorras para usar uma tiara de plástico e bancar as mimimimimi, ah, sim, a Sheeva ignora que ambas figuras pertencem ao imaginário masculino, a puta e a santa. Se a ideia é continuar a divertir os homens, então qualquer lado está bom. Para as fantasias masculinas não faz diferença a coroa na cabeça ou a saia curta da cachorra, eles gostam das duas, já encontraram utilidade em ambas.

Para uma mulher faz toda a diferença. Ser uma cachorra é correr perigo à toa e se jogar no abismo por nada. Ser uma princesa é ser dependente, boba e mimada. A melhor coisa mesmo é ser uma rainha, daquelas que mandam na própria vida, isso sim é libertação, Aleluia!

Iara De Dupont

Um comentário:

Bruna Novais disse...

Eu vi a entrevista dela no programa da Gabi, eu achei no minimo engraçado pra não dizer ridículo. Ela falava sobre o fato de achar que mulheres "precisam" ser submissas na conquista amorosa. :) bjobjo

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