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09 fevereiro 2012

Louise Hay sabe tudo e muito mais!





Antes eu batia o martelo na mesa. Tudo era sim ou não. Acreditava ou não. Com o tempo fiquei mais flexível, até porque isso me permite driblar situações e economizar energia.
Mas em algumas coisas ainda acredito. Umas delas é a Louise Hay, uma terapeuta que explica como o que sentimos fisicamente, doenças e dores estão ligadas a questões emocionais.

Esta semana uma apresentadora recebeu um diagnóstico de lúpus. Então disse que foi uma surpresa, porque sua vida estava perfeita, tudo correndo no mar de águas calmas.

Não sei do caso dela, porque não sou ela. Mas no meu caso aprendi que até uma gripe tem sua explicação, mesmo que eu negue ela.

Sofri durante anos de miopia, que segundo a terapeuta é medo ao futuro. Eu nunca tive medo ao futuro, sempre tive terror, pânico, angústia.

Acredito mesmo que o corpo é um quadro negro onde os sentimentos são como giz, vão riscando o que engolimos, vão escrevendo nossa história, o que realmente sentimos, não o que dizemos sentir.
Quem pode dizer tudo o que sente? Quase ninguém. Somos obrigados socialmente a filtrar o que vamos dizer dos nosso sentimentos mais íntimos.

Os sentimentos nos dominam mais do que pensamos. E o que pensamos também nos invade. O corpo tenta, faz o que pode, resiste bravamente, mas acaba cedendo, assim os sentimentos dirigem as doenças, as dores. É uma maneira de nos acordar para o que realmente temos que mudar, tentar entender o que sentimos.


Vida perfeita ninguém tem. E se aparece uma doença do nada é porque alguma coisa ali leva anos remoendo.

Muita gente não acredita nisso. Tudo bem por eles. No meu caso acreditar ajuda, porque tento entender o que sinto para me livrar do mal estar. Às vezes funciona, às vezes não, porque não quero acreditar, mas está ali.
Tem gente como eu, emocional demais, reage demais, pensa demais, sente demais. Com o tempo tento aprender a ser como aqueles seres de vídeo games, que conseguem desviar todas as coisas e continuam andando.

Corpo é recibo de mente, abrigo da alma. Grita mesmo se alguma coisa aperta. Avisa quando passamos do limite, seja na bebida, seja na mania de nos enganar, fingir que alguma coisa não está doendo.


Por que dói na alma não pode doer no corpo? Bom, o corpo faz doer, faz lembrar que o que pensamos e sentimos fica registrado no corpo, como se fosse um recibo dos nossos erros e acertos.

O corpo aguenta demais, aguenta durante anos, aguenta abusos, mentiras, maus tratos, sentimentos ruins, raiva, ódio. Mas um dia ele acorda  avisa que seu limite foi cruzado. É nessa hora que se grita de dor.


Iara De Dupont 

2 comentários:

Poeta da Colina disse...

O cansaço pode migrar para alma, e o inverso é mais que verdadeiro.

Ana Luiza disse...

Se pudesse escolher entre dores físicas ou essa síndrome , sem pensar duas vezes escolheria sentir tudo físicamente, é mais fácil de lidar e suportar, mas tal escolha não me foi dada....fiquei com as duas,

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