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28 fevereiro 2012

Ciclistas, o pesadelo de alguns pedestres





Um amigo me dizia que o Brasil desperdiça alimentos porque nunca passou por uma guerra, assim as pessoas não tem noção e jogam mesmo no lixo. Brasileiro é mesmo sem educação e crente de que apenas o Estado tem obrigações com ele.

Muitos reclamam, mas não fazem nada de sua parte. Uma coisa que me faz subir paredes aqui é o desperdício de água. No México diante de uma população com uma mentalidade parecida a brasileira o governo radicalizou. Cortava a água duas ou três vezes por semana, para economizar. Foi questão de tempo para que os mexicanos entendessem a lição e parassem de usar a água da maneira como vinham usando. Hoje são um exemplo de economia de água.

Sou a favor de radicalizar um pouco, já que o brasileiro acredita que ele não tem que fazer nada.

Um bom exemplo disso são os  ciclistas em São Paulo. Eu adoro bicicleta e seria feliz se pudesse  ir a vários lugares usando ela. Emagrece, ajuda na saúde e faz bem para a alma sentir o vento, ajuda no controle de poluição, incentiva o esporte e deixa a cidade mais bonita.


Mas vamos ser realistas, São Paulo não é Estocolmo. Não existem vias adequadas nem educação dos motoristas e pedestres. Opa e eles? Também não. Querem andar de bicicleta, mas não respeitam nada. Eu já fui atropelada duas vezes por bicicletas que vinham em direção oposta ao trânsito.


No último domingo  esperei o sinal fechar para atravessar a Avenida Paulista. Apenas pisei a avenida veio um grupo de ciclistas, todos com seus capacetes e tênis último modelo, foi por questão de segundos, reagi rápido e dei passagem, mas se eu fosse uma idosa não teria dado tempo.


São esses grupos que querem respeito nesta cidade? Vamos ao básico das leis. Meios de transporte são carros, ônibus, bicicletas e motos. Por que as bicicletas não param no farol vermelho? Fiquei com tanta raiva que decidi ficar meia hora na calçada para ver se outros grupos de bicicleta tinham a mesma cara de pau de avançar o  farol  vermelho. Perdi a conta de quantas bicicletas passaram e NENHUMA respeitou o farol vermelho, dançando entre os pedestres que percebiam tarde demais que elas não paravam no  farol.


Pesadelo de ciclista é o motorista e pesadelo de pedestre é o ciclista e o motorista. Sei que tem gente que vai dizer que nem todos os ciclistas são assim, passam reto pelo sinal, é verdade, a grande maioria respeita, mas muitos não sabem que ao serem um meio de locomoção tem que seguir as mesmas regras que um veículo, querendo ou não.


E todo o ano tem aquela chatice de um monte de bicicletas andando pela Paulista pedindo o direito a ter mais espaço. Pois é, mas , primeiro o país inteiro precisa de educação, depois peçam seu espaço.

É coisa de brasileiro mesmo a falta de educação, o discurso usando a conveniência. Eles querem andar de bicicleta pela cidade a vontade e não serem atropelados pelos ônibus e carros, mas querem que o pedestre se dane, não é problema deles. Pedem uma educação aos outros que eles não tem com os pedestres, no fundo pensam como os motoristas, quem dirige está se lixando para as bicicletas e quer elas fora do caminho, alguns que usam bicicletas estão se lixando para os pedestres e querem eles fora do caminho.

Alguém vai dizer, mas era domingo! Não tem dia para obedecer  farol  vermelho e ainda em uma via como a Avenida Paulista. Idosos, crianças, cachorros com donos atravessam a rua.


Por essas e outras eu não acredito no ser humano. Ele não quer ser massacrado, mas não se importa em massacrar. O pessoal da bicicleta carrega no discurso, esquece que estamos em um país de ignorantes e ninguém, ninguém aqui tem seus direitos respeitados, não importa se é ciclista ou motorista, o governo caga na cabeça dos dois, não adianta nada os ciclistas dizerem serem  ecológicos e lutarem por um trânsito melhor para todos, não adianta falar de um meio de transporte que não agride a natureza sem antes mudar as leis. Ciclistas não são perfeitos, também atropelam, nem sempre são cidadãos exemplares, às vezes se irritam e jogam a  bicicleta pra cima de alguém, algumas vezes os pedestres tentam atravessar no  farol  vermelho e eles tem que passar por cima, essas coisas acontecem, malditos pedestres no caminho da sustentabilidade.


Seja bicicleta, seja não fumar em lugares públicos, tudo isso se perde, porque para o brasileiro não existe a figura do outro, o respeito ao próximo. Ciclistas querem andar livres por São Paulo e se os pedestres atrapalham, eles não se intimidam, passam por cima mesmo. Como qualquer ser humano.


Iara De Dupont

Um comentário:

Poeta da Colina disse...

USP no sábado, simplesmente isso. Respeito sempre falta em tudo, do ciclista que não respeita farol e faixa, da moto que passa no vermelho, das pessoas enfim.

Depois se abismam com as noticias do jornal. A sociedade é um reflexo de nós.

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