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26 dezembro 2011

Feliz Natal pra mim!



Andava vagando pela internet e encontrei vários textos de Natal. Engraçados, tristes, sem sentido, o Natal mexe mesmo com todas as estruturas.

Não tenho paciência para discutir sobre o Natal. Cada um vive a sua maneira e ponto. Mas havia uma enxurrada de textos melancólicos na base de ''Os tempos mudaram, já não somos os mesmos''. A lista era infinita, desde amigos secretos que antes eram uma coisa legal e agora virou uma questão burocrática, até a questão dos telefonemas e cartões de Natal. Era legal ligar para alguém e mandar cartões, hoje uma rápida e geral mensagem no celular resolve esse protocolo.

Sim, os tempos mudaram e ainda vão mudar mais. Qual a questão então? Minha avó uma vez me disse que na casa dela no Natal todas as mulheres ajudavam, todas, desde as crianças. Já no Natal moderno as netas se limitavam a chegar com os namorados, comer e nem levantam seu prato. Natal para minha avó era um ritual de cozinha, com muitas mulheres ajudando, até que os tempos mudaram e ela ficou sozinha com apenas uma filha ajudando.

As coisas mudam e vamos com elas. Entendo a linha melancólica que nos cerca, a sensação de vazio que nenhum twitter pode preencher, a solidão da tela do computador. Mas as coisas mudaram e também saímos ganhando. Perdemos mais tempo com o que gostamos, não importa que  seja jogar videogame ou procurar alguma coisa no Google. Estamos mais concentrados nas nossas coisas e menos na burocracia social, perdemos menos tempo com os relaciomentos obrigatórios, mas quanto das nossas relações anteriores era reais? Pouca coisa. Não era tanto assim. É que antes seguíamos mais o protocolo, nos víamos obrigados a mandar cartões e fazer ligações que nem estávamos tão a fim de fazer. 

Estamos mais sozinhos sim, mas não é ruim, passamos mais tempo com nós mesmos. E que coisa pode ser melhor do que ter sonhos de consumo no Natal que não envolvem os outros?

Em um Natal fui responsável por comprar os presentes. Sai, olhei,pensei, gastei meu dinheiro e o dinheiro que tinham me dado e deixei todo mundo feliz. Acertei em vários presentes, porque me dei o trabalho de fazer bem. Mas ninguém lembrou de mim e fui a única que não recebi presente naquele ano. Mas nem por isso aprendi a lição, ainda errei muitos Natais com isso.

Hoje não faz diferença. Quando penso em comprar, penso em comprar pra mim. Sou a pessoa mais importante da minha vida no Natal e no ano inteiro. Ainda bem que as coisas mudaram, porque ninguém repara em mais ninguém, estou livre para me presentear e passar longe dessa obrigação de correr atrás dos presentes dos outros.

Os tempos avançam e em vez de olhar com melancolia deveríamos deixar de ser hipócritas e ver o quanto essa mudança nos favorece. Quem não quer menos obrigações sociais e mais diversão? O mundo muda, ainda bem.

Iara De Dupont

2 comentários:

Veronika disse...

Sindrominha,

Vou ter de comentar! heheehehehe
Então, eu discordo de ti. Acho que os avanços têm um lado bom, sim, só que o fato de "fazer social" era positivo no aspecto de que a gente se obrigava a ser menos egoísta. A dita "modernidade" trouxe a valorização do eu, de se voltar mais para si mesmo, o que nos faz individualmente felizes, mas as pessoas, COMO SEMPRE, levaram isso ao extremo, e o que eu vejo é algo que não me agrada em nada: somos bichos egoístas, correndo sempre pra levar vantagem, pra que o melhor, maior, mais caro, mais bonito seja sempre nosso, antes, sempre, o tempo todo, o ano inteiro. Se fosse só com os presentes, MENOS MAL. O fato é que o individualismo e o consumismo se instalaram feito parasitas em todos os setores da vida humana, e as pessoas mal olham pro seu semelhante, pras necessidades de afeto, alimento, saúde, dignidade do outro. Não sou de esquerda, não sou comunista, não defendo "vagabundo", e acho que, SIM, TEM MUITO VAGABUNDO deitando e rolando pela comodidade de "Bolsa Isso, Bolsa Aquilo"... mas acho que tb tem muita gente batalhadora, que não teve as mesmas oportunidades, e acaba ficando à margem, passando necessidade, sendo objetificada, e, numa sociedade tão egoísta quanto a do século 21, onde nem mais "a social" é feita, onde não existe mais nada de obrigação moral, a não ser o próprio prazer, essas pessoas perderam ainda mais a dignidade e alguém que se lembre de olhar pra elas nas grandes cidades, como se elas não fossem parte da paisagem ou meros objetos ou restos de lixo largados nas calçadas. Enfim... minha humilde opinião. Por essas e por outras, a modernidade me entristece!! =/

Anônimo disse...

Eu entendi sua perspectiva de fazer a social com a "família". Também vivo isso. E nesse ano comprei presentes de R$1,99. Não gasto mais 300 Dilmas com presentes bons pra tios e primos. Deixei de ser idiota. Se bem que, de uns anos pra cá, eu considero família, só meus pais, irmão e a família que ele formou, meu marido e minha filha.
O resto, bem, o resto é resto. Cansei de ver brigas na ceia de natal, e nos dias que se seguem. Um ano inteiro de disputas, de chateação, de brigas, de insinuações infelizes e todos hipócritas celebrando o Natal, sem ao menos se atentar pro significado intrínseco da data.
Eu também deixei de ser boazinha... Não sou obrigada a conviver com quem me faz mal. Não sou obrigada a abaixar a cabeça só por que, quem me ofendeu, é mais velho e eu devo respeito. Só devo respeito pra quem me respeita também.
Me libertei dessas amarras e também sou mais feliz!

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