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23 novembro 2011

Só liguei para dizer que te amo!


Tenho telefone fixo. Mas quase não uso, fica lá. Se tenho que falar com alguém uso o celular se estou fora de casa e se estou em casa uso o skype. Mas mesmo que eu não use o telefone, ainda lembro para o que serve.

Mas agora os tempos são outros. Um apaixonado, marido de uma apresentadora, lembrou do aniversário da amada. Podia ter ligado para ela, ter mandado flores, alguma coisa do tipo, mas qual seria a graça de fazer isso, se apenas ela ficaria sabendo? Correu para o twitter e postou um vídeo, dizendo o quanto amava ela. Outra atriz grávida, saiu do médico e postou no twitter um recado para o marido, com os detalhes da ultra-sonografia .


Em que momento a intimidade ficou tão chata que agora é melhor gritar aos quatro ventos? Por que as pessoas não podem usar o telefone ou celular quando querem falar com seus amores?


É algum tipo de afirmação? Alguém me ama então manda recados no twitter ou coloca vídeos lembrando do meu aniversário?

Entendo a pressa, a parte prática, o marketing. Mas o amor não deveria ser presa disso. O amor deveria ser uma parte que cuidamos com devoção e carinho.
É divertido trocar mensagens no celular, eu já fiz isso. Mas nunca troquei no twitter.
Gritar, berrar virtualmente sobre nossos amores é deselegante. Colocamos eles a altura do fim de feira, dos gritos da mercadoria mais barata.

Ah, sempre caio nisso, velhos tempos. Coisa que a molecada de hoje não curte. Mas antigamente, lá pelo século XX tinha uma coisa bem legal. Não tinha celular, não tinha twitter e as casas só tinham um telefone, que todos tinham que dividir. Não dava para ficar com confissões amorosas, porque o tempo era curto. Era a mãe que ligava para a tia, a avó que ligava para o neto, o sobrinho que ligava para o tio, todo mundo ligando, o telefone sempre ocupado, só descansava na madrugada. Então existia uma coisa imbatível, a conversa ao pé da orelha, tudo bem, eu aceito, é coisa de gente velha, mas era bom demais. Até Cazuza falou sobre isso na música Codinome Beija-flor, quando disse :


“Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador ”

Prefiro isso. Não quero um namorado que diga o quanto me ama no twitter, nem faça vídeos demonstrando isso. Mas segredos ditos ao pé de uma orelha são a coisa mais arrepiante do mundo.


Pena que as pessoas não sabem disso e se derretem com mimos virtuais, confissões públicas e vídeos caseiros. A orelha fica lá, sendo apenas usada para os fones dos mil aparelhos. Não tem mais uso. Bom lembrar, orelha não é só suporte de brinquedos eletrônicos, também pode ser um fio condutor de uma sensação deliciosa, quem conhece não esquece.


Iara De Dupont

4 comentários:

Thayna Amanda disse...

É, hoje em dia está tudo muito aberto. Um eu te amo dito em silêncio é bem melhor... Iara amo ver teu blog *-*

Jacqueline disse...

Eu sempre achei meio patético essas coisas de dizer EU te amo no facebook, ou montar alguem como Amor da minha vida no Orkut etc, um dia acaba e aí, como fica a cara? Bem sem graça né! EU acho que amor deve ser dito aos dois, com carinho isso sim é delicioso!! O resto é exibicionismo!

Poeta da Colina disse...

Ligar, só para dizer que está tudo bem. Já seria um avanço. (o que torna isso um paradoxo)

Elisângela Nojosa Aires disse...

Sempre dizendo Tudo, Iara. Parabéns!!! Seu Blog é Excelente. GostoDemais!!!

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