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16 setembro 2011

Quando a gente cresce


Quiseram me dar um bom conselho. Foi alguma coisa do tipo ''Pare de ser tão emocional e pense com a cabeça''.
Eu não pensava mesmo, apenas sentia. Fiz besteiras e errei muito. Mas um dia decidi mudar, resolvi que muitas pessoas já achavam mesmo que eu era uma trouxa, que não sabia resolver nada de cabeça fria.

Parei então de ser emocional. Comecei a pensar tudo mil vezes, seguindo a lógica do Napoleão que não tomava nenhuma decisão antes de pensar nela 24 horas.


Muitas coisas mudaram depois que comecei a pensar friamente. Me afastei de algumas pessoas e mudei de rumos. Me achei mesmo inteligente, cheia de atitude, porque finalmente tinha acontecido o sonho da minha mãe, de me ver agindo como pessoa madura.


Ao fazer esse movimento a grande parte das coisas perdeu o encanto. Até os homens. Antes eu gostava sem pensar, depois eu pensava para gostar. Ninguém sobrevive na mente de uma pessoa, apenas o coração dá esse abrigo.


Mas agi como adulta e esqueci um detalhe. A mente muda as coisas, esquece, transforma. A alma não, ela fica chateada, magoada, ressentida quando ignoramos ela, ela não esquece nada.


É fácil enganar a mente, mas a alma aperta quando passamos por cima dela. A cabeça às vezes nem lembra do detalhes, a alma lembra de tudo, traz sempre essas sensações.

É bom dar ouvidos a mente. Se for assim você fica ágil, rápido, esperto. Mas a mente não manda nada, quem coloca ordem na casa é a alma.

Desde que esfriei a cabeça não tenho tido muitos erros na minha vida, mas também deixei de viver intensamente, deixei de sentir muitas coisas.

Grande merda ter uma cabeça fria com uma alma infeliz. Vira um duelo de titãs, muito pior do que ser impulsiva.
Não lembro de tudo que minha cabeça guardou, mas sei exatamente o que minha alma quer.

A gente acha que cresceu, que virou adulto porque aprendeu a pensar com calma. Isso não existe. Quando começamos a pensar mais do que sentimos é porque nos convenceram que é a melhor maneira de viver.


Hoje lembro de todo mundo que me disse para deixar de ser impulsiva e manter a calma. Só hoje, no meio da noite, percebo que nunca recebi esse conselho de nenhuma pessoa feliz. Talvez eu na minha inocência e impulsividade não estava tão errada.


Iara De Dupont

3 comentários:

Lua disse...

Não preciso dizer que concordo plenamente, pois não? :-D
Realmente um dos meus maiores problemas é pensar demais... e isso só me tem trazido sofrimento, medos, e falta de espontaneidade...
Uma pessoa assim fica fria, sem saber como reagir porque antes tem de pensar... enfim... mais uma luta constante para mudar...
Afinal, nós é que estavamos certas ao sentir antes de pensar...
Beijinhos querida!

Poeta da Colina disse...

É o conselho é um reciclável não confiável.

Anônimo disse...

Eu já não penso muito e faço tudo na impulsividade, quero pensar friamente e tomar decisões maduras.. Acho que com isso eu evitaria muito sofrimento, principalmente, o meu!
Tamis

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