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19 julho 2011

A própia pele




Americanos gostam de jogar dinheiro fora. Ainda se dão o trabalho de fazer pesquisas que não tem nenhum sentido. A Universidade do Colorado apresentou feliz um novo resultado: mulheres gordinhas fazem mais sexo que mulheres magras.
Sempre que aparece esse gordinhas X magrinhas, eu fico louca da vida.Salvo se for uma explicação científica com provas concretas, então eu sossego, caso contrário essas pesquisas só incentivam uma espécie de gueto corporal, onde os magros estão de um lado e os gordos de outro.

Sem importar o peso, gordos ou magros são seres humanos. Por tanto é lógico que tenham uma vida sexual. Patético querer saber quem transa mais, como se isso tivesse alguma lógica.


Qual seria o ponto? Provar que gordinhas não tem complexos e são ativas sexualmente? Bom, se for isso, o cientista é homem. Porque se fosse mulher saberia que não importa o peso, as mulheres são um poço de complexos e enquanto existir um espelho e outdoors por ai com mulheres perfeitas, o espelho não é o melhor amigo das mulheres.


Somos educadas para odiar tudo que se relacione a nós e amar e tolerar tudo no próximo.

Não importa o peso, mulheres são frágeis na auto imagem, quase todas nós construímos nosso amor próprio, nossa imagem, em cima de areia, qualquer onda derruba nossa estrutura e muitas vezes nos engole.
Perder tempo decifrando quem faz mais sexo, gordinhas ou magrinhas é reduzir a alma feminina a uma explicação que não existe.
Não importa o peso, todas procuramos a mesma coisa, todas gostaríamos de pisar em terra firme em relação ao nosso corpo, a nossa auto estima.

Gordinhas não são pessoas doentes, tem vida sexual como qualquer pessoa,ser gordinha não é ter algum tipo de distúrbio psiquiátrico, onde a pessoa se afasta do mundo e de todos. São mulheres iguais a todas.


E a quem interessa se gordinhas transam mais ou menos que as magrinhas? Diante da loucura do mundo, das exigências, do planeta que cai, isso não tem a menor importância. Diferenças não nos ajudam, apenas nos afastam. E somos mais iguais do que parecemos. Ser magra ou gorda não define a felicidade nem uma vida sexual saudável. O que nos define é a capacidade de amar a si própio, de gostar do próprio corpo e se sentir confortável nele. Ser feliz na sua pele é o faz a diferença. É na própria pele que vamos  navegar neste mundo e só quem pode estar à vontade nela sabe o que é ser feliz e completo.



Iara De Dupont

5 comentários:

Lua disse...

Oi Iara!
Adorei o seu comentário no meu blog.. Obrigada pelo testemunho de tão valiosa experiência... :-) Realmente se eu me contentar com o bom realizável e deixar de me preocupar com a felicidade inatingível, tudo ficará mais leve... Vou me esforçar... todos os dias... ;-)
Quanto ao teu post... a sério... eu adoro os teus temas e sobretudo a maneira como os abordas... Identifico-me tanto! :-)
"Somos educadas para odiar tudo o que se relacione a nós e a amar e tolerar tudo no próximo."... Eu sou tão assim!
Beijinhos e obrigada pelas tuas palavras.
:-)

Ana Carolina Pereira Costa disse...

Oi Iara! Obrigada pelo seu comentário no meu blog! Achei o seu muito interessante, pretendo acompanhar!!! Gostei especialmente deste post!! Todos merecem respeito simplesmente por serem humanos! E quem somos nós para julgar os outros, ainda mais pela aparência? Beijo!

Poeta da Colina disse...

O sorriso precisa estar do outro lado do espelho. A vida é mais simples do que as imagens.

Geane Luciana disse...

Sempre seus posts são reflexivos e interessantes, parabens msm.

Wake up darling! disse...

Voce pode passar o link da pesquisa que provou isso?

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