ADICIONE O BLOG SMM AOS FAVORITOS! OBRIGADO PELA SUA VISITA E LEITURA!

DESDE 2010. ANO VI. MAIS DE 2.000 POSTS.

GUEST POST NO ESCREVA LOLA ESCREVA

CURTA NO FACEBOOK


E-MAIL
sindromemm@gmail.com

22 julho 2011

Cães e gatos




Um diretor  de teatro me disse uma vez:

-Pessoas tem o temperamento de gatos ou de cães, saiba qual você é e não se misture.

Achei uma bobagem, mesmo adorando animais e acreditando que são superiores a nós em muitas coisas.

Hoje vi na varanda de um vizinho seu cão, que de repente começou a fazer um escândalo, latia, dava voltas, parecia estressado. Reparei então que no andar de cima um gato caminhava lentamente, sem fazer barulho e sem parecer se importar com o cachorro.


Lembrei do meu professor.Tantas vezes agi como um cão, gritava, berrava, ficava nervosa, ansiosa e tudo isso por uma situação que apenas era uma suposição. Conheci pessoas que são como gatos e todas são bem sucedidas. Não se apegam a todos, são observadores, conhecem o ambiente antes de agir nele, escolhem seus cantos, são silenciosos e assim como o gato entendem que o incomodado que se mude.


Já eu cresci sem educação emocional, como um cachorrinho. Carente, barulhenta, medrosa, sempre dependendo de mimos e afagos para poder viver. Poucas vezes deixei a frieza de um gato sair de mim.


A vida inteira tive gatos, por isso sei o quanto eles podem ser amorosos, mas não fazem barulho à toa, não se estressam e não pensam que tudo é direcionado a eles. Os cães não, eles acham que tudo é pessoal. O gato passeava pela varanda, mas com certeza o cachorro se sentiu provocado.


Não sei por onde anda meu professor. Queria perguntar a ele se pessoas mudam, se podem ser como cães  e mudar a gatos ou vice-versa. Ou se podemos ser os dois? Em tantas coisa me sinto um gato, totalmente indiferente, pensando apenas na vantagem da situação. Em outras me sinto um cão, meio carente e barulhento, mas leal ao seu mundo.


Mas hoje vejo com clareza e entendo que muitas vezes alguém com temperamento de um cão não consegue ser feliz com alguém com temperamento de gato. Não são os mesmos mundos, podem viver pacificamente, mas não se entendem e um acaba perturbando o outro.

Tantas pessoas indiferentes cruzaram minha vida e eu não entendia porque não dava certo com elas.

E agora nem sei com que eu posso me entender. Às vezes meu temperamento parece o de um cão, disposta a pular e defender o que acredito, às vezes acordo como um gato, apenas pensando no que me interessa. Navego nos dois temperamentos e nem sei dizer em que situação cada um deles sai. Navegar nos dois mundos parece ser minha sina mesmo.


Iara De Dupont

3 comentários:

Wake up darling! disse...

Eu definitivamente sou mais gato que cachorro, mas acho todos temos um pouco dos dois lados.

Carla disse...

Cheguei ao seu blog através da Mell do Vida doida, a respeito do post da Amy, que concordo com o que escreveu a propósito.

Mas além do post que me trouxe até aqui, não pude deixar de ler outros, que gostei e me identifiquei igualmente.

Este que não poderia deixar de comentar então, me identifiquei demais, principalmente quando falou de si mesma.

Sobre a pergunta pro seu professor, eu espero que possamos mudar sim, porque estou em busca, cansada de fazer barulho por tão pouco, pedindo sempre um pouco de atenção. Acho que estou em transformação.

Que eu seja um cachorro com temperamento de gato, pode ser? :D

Parabéns pela bela forma com que se expressa. Estarei sempre por aqui.

Tássio Lucas disse...

Muito, mas muito interessante sua analogia. Passo por uma fase semelhante a que li neste texto. Porem ficamos nesta etapa de pensar se essa conversão total para outro tipo de personalidade pode ou não nos trazerem prejuízos. Veja bem; sendo eu como a maioria das pessoas um cachorro tolo, revolto-me um dia por uma amizade sendo ela um gato. Depois de muitas “patadas” pude perceber essas oscilações. Assim quando conquistei a confiança deste gato, pude notar no fundo de sua alma que ele era um cachorro. A verdade é que, o quão mais gato nós somos, mais cachorro achamos ser a outra pessoa. Daí quando nos estamos no papel de cachorro, de repente nos revoltamos e como lava quente, esfriamos e nos tornamos rocha. Transmutando assim para a personalidade de um gato. A duvida é: E se formos duramente apenas um? É meio maquiavélico pensar nisto. Mas se um dia me apegasse friamente em ser um gato, com certeza me corromperia. Assim como se eu fosse um cachorro cegamente, o mesmo faria. O humano é ser os dois, em transição. Mesmo que às vezes não gostemos disto. É como um jogo, eu suponho.

Leia outros posts....

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...