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16 julho 2011

Aprendendo a lavar banheiro


Não é a mesma coisa ser um país colonizador do que um país colonizado, mesmo assim os dois carregam heranças malditas. Aqui no Brasil não conseguimos nos livrar da síndrome da casa grande e senzala.

Recentemente um estudo fez uma constatação considerada grave: empregadas domésticas estão sumindo do mercado. Jovens de poucos recursos tentam hoje estudar, juntar dinheiro e colocar seu próprio negocio, mesmo que isso seja comprar uma caixa de esmaltes e começar a fazer unha de porta em porta.

É uma noticia para comemorar, um sinal que o país avança na direção correta, do estudo, do investimento e se afasta da escravidão. 

Mas até onde essa revolução pode acontecer, se ela afeta diretamente a vida da classe alta? Empregados existe no mundo inteiro, escravos só no Brasil. Americanos ricos pagam uma diarista que vai uma vez por semana e cobra muito bem. Brasileiros querem pagar o mínimo por uma pessoa que fique na casa a disposição, seja para esfregar banheiros ou para fazer um jantar as duas da manhã. Tem pessoas que chegam a descontar do salário da empregada o que ela come. Mais escravidão impossível.


E tudo isso por que? Porque riqueza no Brasil está ligada a um comportamento de coronel, de prepotência, de pode tudo, quem é rico jamais lavaria um banheiro, é um rei, que tem seu séquito pronto para fazer isso. Isso vem da educação elitista, que educa pequenos para serem como reis, como eles crescem e não tem reino, resolvem inventar um dentro de casa, onde é necessário  ter muitos empregados.


Avançar com a mentalidade errada não ajuda em nada. O que alguns poucos milionários podem ajudar o país fazendo birra, porque não tem mais empregadas a disposição?

Um país avança na inteligência, na distribuição dos recursos e na igualdade. É melhor ser uma nação equilibrada, onde todos possam ter acesso ao que precisam. Mas esses reis batendo o pé e essas rainhas apenas revelam que ainda nos persegue a mentalidade do colonizador, onde obedecia quem não podia pagar pela liberdade e mandar é sinal de riqueza.

As pessoas antes escravizadas hoje lutam para sair disso, mas os reis não aceitam lavar o próprio banheiro, como se isso fosse sinal de derrota. Somos uma nação que ainda precisa aprender a respeitar os direitos do próximo e a lavar seu próprio banheiro. Só assim vamos caminhar para um país melhor.


Iara De Dupont

2 comentários:

Jacqueline disse...

Muito bom texto, hoje em dia conheço pessoas que desvalorizam as diaristas, acho um emprego digno, tem pessoas com faculdade comendo o pão que o diabo amassou para arrumar um emprego, se esta trabalhando com dignidade deve ser respeitado!

http://jacsimplesassim.blogspot.com

Lua disse...

Adoro!
:-D
Como é verdade! Eu sempre fiquei surpreendida por aí no Brasil as empregadas serem quase sempre internas... ou seja, vinham do interior com sonhos de viver na cidade grande, de serem livres e de melhorarem a qualidade de vida... Como isso proporciona qualidade de vida a quem as tem! É um facto!
Aqui em Portugal é dificil arranjar empregadas domésticas - externas... Internas são quase inexistentes... E estas fazem-se pagar muito bem! Por vezes até melhor que outros trabalhos mais qualificados... O que eu não acho nada mal... afinal, sai muito do corpo...
Beijinho Iara! Boa Temática! :-D

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