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06 maio 2011

Tudo em família


Não fui criada ao pé da letra na religião católica. Mas certas coisas parecem que já vem no DNA. Uma delas é a questão do que é correto ou não dizer. Tem coisas que não podem ser ditas, eu posso dizer, mas me sinto mal depois. Fico remoendo de culpa, herança católica.

Sofro com essas coisas que não podem ser ditas. Uma delas é apenas falta de educação. Não acho que todo mundo seja bem vindo ao meu blog, mesmo estando na esfera, mesmo sendo território livre, têm pessoas que eu não gosto, não quero ver de novo e aparecem aqui. Fico revoltada, com vontade de barrar essas pessoas, que não são nem virtuais, são pessoas de um passado distante, são pessoas que um dia, um dia foram próximas e não são mais.


Das coisas que não podem ser ditas tem a questão da minha família. Ah, eu gosto deles. Segundo o budismo tenho que agradecer, são meus mestres, estou aqui para aprender com eles. Já o espiritismo diz que eu escolhi minha família, pela questão do carma e coisas assim. Mas de uma maneira mundana  acho que minha família atrasa minha vida, me leva a momentos de depressão. Talvez eu seria mais feliz em outra família, não sei, mas de repente além do carma são um peso nas minhas costas, uma sensação ruim, de ter que fazer por mim e por eles. Não tenho nenhum exemplo e acabo caindo em um círculo vicioso, de atitudes erradas e tropeçando na mesma pedra. 


Às vezes que estive longe, parece que minha vida andou mais. Quando estou perto são sessões intermináveis de choradeira, de pouca atitude e lamentos negativos. Não acaba nunca. Não posso nem assistir um programa sem ter alguém por perto lamentando a existência.


Ah, queria ter de outra família! Mas é pecado pensar assim e não adianta pensar coisas que não se podem mudar. Mas fazer o quê? Que a gente goste das pessoas não quer dizer que elas são boas para nós ou que são uma boa influência. A minha família é humana demais, tudo dói. Mesmo com o tempo, não aprenderam a ter malícia. Pra eu me sentir péssima só preciso disso, umas horas perto deles, meu programa que não consigo assistir, os lamentos. E pronto, tudo me deprime. Por que a gente deveria gostar das pessoas que não querem evoluir? Por que a gente deveria estar perto de pessoas que não são positivas? Porque são minha família. Ah, é mesmo. Família é isso mesmo, se um se afunda quer levar os outros juntos. Pra que morrer sozinho?


Iara De Dupont

Um comentário:

Lua disse...

Adorei este teu texto...
Ah como eu também gostaria de ter outra família! Uma família que me tivesse ensinado o amor... o bom relacionamento entre homem e mulher... a dizer o que tem que ser dito... enfim...
Sinto-me sozinha e amarga perto da minha família...

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