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29 maio 2011

Olhos de mentira


Vendo uma foto antiga de uma modelo reparei que ela tinha antes os olhos castanhos, assim como o cabelo. Hoje é loira, de olhos azuis, um corpão sarado, construído e um eterno blush cor de bronze que garante um ar de garota da Califórnia.

Não tenho nada contra mudanças, mas sempre estou fugindo do artificial, do criado, do esmalte com a camada de verniz. Fiquei pensando nisso hoje, até que ponto mudamos alguma coisa interna quando mudamos nossa aparência tão drasticamente?


Se a pessoa tem disciplina para construir um novo corpo, também teria para esconder quem realmente é, para fazer nascer uma nova pessoa, aniquilar a essência?

Infelizmente acredito nisso, que a aparência muitas vezes corresponde a nossa essência e quando mudamos ela drasticamente nos afastamos de quem somos.

Eu usei lentes de contato durantes anos por uma miopia, sei bem que é um processo chato, muitas vezes doloroso e imprevisível. Acho que no meu caso valeu a pena porque me livrou dos óculos, que irritavam minha pele. Mas eu não teria aguentado tudo isso apenas por mudar a cor dos meus olhos. Também não aguentaria sessões em salões de beleza queimando meu cabelo até chegar no tom loiro.


Às vezes construir uma nova aparência da a impressão que a pessoa está fugindo de quem é. Acredito em melhorar, aperfeiçoar, sempre tem como, mas mudar tanto me assusta.


É apenas mesmo minha obsessão com o que é real, com o que existe. Não gosto mesmo de cores artificiais, de olhares de lentes de contato coloridas, de blush que dão um bronzeado falso. Não gosto de mulheres que se constroem usando bonecas de exemplo.


Tenho horror a tudo que é artificial, porque ele seduz, engana e demoramos a nos dar conta que o artificial sempre é frágil, efêmero e perigoso. O real pode ter outras cores, outros tons.


Não tenho os olhos azuis e nem usaria lentes para parecer isso. Mas tenho todo o azul do céu sobre minha cabeça e isso me basta. O real sempre é tudo, o artificial se perde na multidão.


Iara De Dupont

Um comentário:

Jéssica disse...

Muuito bom, disse tudo o que também penso.

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