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06 maio 2011

Não tem como explicar...


Às vezes nos afastamos de uma pessoa por questões de tempo, vida, rumos diferentes. Mas nem por isso deixamos de gostar. Só de escutar a voz volta o mesmo amor, como se ele estivesse guardado em uma caixinha de prata. Às vezes nos afastamos porque não estamos bem e não queremos que a pessoa nos veja assim. E às vezes nos afastamos porque o diálogo acabou. Não teve briga, não teve maus entendidos, mas alguma coisa se consumiu e não restou nada.

Em uma ligação alguém sumido aparece de novo e é bem vindo. Mas em outra não. E o que fazer? Perdi muita energia antes porque não gostava de sair de situações sem dizer tudo o que eu pensava. Com o tempo percebi que a maioria das vezes mesmo dizendo tudo o que pensava, a confiança já tinha se quebrado. Hoje não gasto mais energia, apenas me afasto.


Ninguém adivinha porque me afasto ou porque  me aproximo.Também não adivinho porque as pessoas fazem isso. Mas alguém liga e você não tem mais nada a dizer. Fazer o quê? Sentar e conversar? Mas falar o que se a água já passou e levou tudo?


Também existem pessoas que eu adoraria ligar, mas elas se afastaram de mim e  não sei se me receberiam bem ou não. Tinha uma amiga que eu adorava, mas alguém fez fofoca e ela sumiu. Nunca procurei, porque nunca entendi porque ela se afastou de mim.


É horrível essa situação do telefone na mão. Você fica pensando no que dizer, pensando que foi azar atender, que agora como vai falar que não tem mais nada a dizer, é melhor deixar assim?

Situação que parece um pesadelo. Todos deveríamos vir com plaquinhas de aviso, quando a gente encontra alguém que gosta, a plaquinha diz  ''Por favor, se aproxime'', quando é alguém que não gostamos, ela diz ''Por favor, se afaste''.

Eu faço apologia a sinceridade, prefiro viver na dor da certeza que na queimação da dúvida. Mas esse momento é um pesadelo para qualquer um de nós, quando alguém de um passado que não pertence mais ao nosso presente nem ao nosso futuro aparece do nada, sem avisar , aparece sorrindo, perguntando como estou.

Estou bem e gostaria de continuar assim! O passado não pertence a ninguém, nem a mim, nem a essa pessoa. Melhor deixar ele lá e não usar o presente para nos ferir. Distância às vezes é mais do que precaução. É um sinal de inteligência.

Iara De Dupont

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