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19 maio 2011

Fofinha, gordinha, cheinha, recheadinha, inha, inha...




Muito se usa o ''inho''. Bonitinho, lindinho, coisas assim. Mas no fundo esconde um desprezo. Um deles tem a ver com mundo das modelos plus. Esse é o nome correto. Mas não dizem isso, sempre se referem a elas como as ''fofinhas'', ''gordinhas'', ''cheinhas''. Parece pecado dizer que são modelos e ponto. Nem precisa explicar se são modelos plus ou outro tipo de modelos. A Gisele Bundchen, ou qualquer uma delas não é apresentada como a ''magrinha '', a ''palitinho'', a ''morta de fome'', a ''esquelética''.

A verdade é que o mundo não aceita os gordos e usa o ''inho'' para disfarçar, infantilizar as pessoas como se elas fossem brinquedos.


É deprimente ver matérias sobre isso porque sempre dão a entender que a mulher pode se vestir bem, apesar de estar acima do peso. E ainda para piorar a situação as modelos contratadas que são sempre as mesmas não tem nenhuma postura política nem discursos que possam responder a tantas agressões veladas.


Ah, é gordo? Então se desculpe por isso. Essa é a mensagem. Se você se desculpar, então pode ser chamado de fofinho, gordinho ou recheadinho.


Para ser aceito o gordo tem que parecer um bebê gigante, amável, sorridente, meigo. As modelos magras fazem cara de pode tudo na foto, fazem cara de drogadas, de sexys, de distantes. As modelos gordinhas sempre estão sorrindo, fazendo cara de meigas, meio que dizendo, sou gordinha, mas sou boa pessoa.

É por essas e outras que desconfio da indústria plus, essa mania de se rebaixar, de querer mostrar que merece respeito.

Não importa se a modelo é gorda ou magra, as duas são seres humanos, as duas merecem respeito e nenhuma tirou o emprego da outra. Mas respeito é uma coisa que vem de dentro, não de fora.


Enquanto o mercado plus continuar lotado de meninas meigas, que distribuem sorrisos, quase se desculpando por existir as pessoas não vão respeitar. Modelo magra já chega com pose de ''comigo ninguém pode'', a modelo gordinha chega quase pedindo licença.


Desse jeito o mundo vai continuar como está, achando que vender roupa grande é fazer um favor as pessoas acima do peso. O mundo acha que é uma demonstração de compaixão dizer que pessoas gordas são aceitas, que são bem vindas. 


Mas chamando todos os gordos de  ''gordinho'', o mundo mostra mesmo o que sente. Pior que isso é a indústria plus, que abaixou a cabeça e aceita ser tratada como a prima pobre, mesmo sabendo que em alguns anos vai ser mais poderosa que a indústria já estabelecida. Tomara que até lá os gordos tenham uma postura mais política e sejam mais duros diante das agressões.


Espero antes de morrer ver modelos plus com a mesma atitude das modelos magras, não quero mas ver modelos plus com aquela carinha de ''primas boa gente'', com medo e receio de serem sexys e se posicionarem como mulheres atraentes. Modelos plus não são a parte ruim da indústria de moda, nem a segunda classe, são modelos como qualquer outra e merecem ser chamadas pelo nome, chega disso de ''as gordinhas'', isso é ofensivo. Pessoas têm nome e ninguém gosta de se tratado como lixo. Meu nome desde que nasci é Iara, não é ''aquela gordinha''. E sou uma pessoa e meu caráter não está na balança, por isso não aceito mais nenhuma referência ''inha'' na minha vida. É Iara e ponto.



Iara De Dupont

2 comentários:

§Natasha§ disse...

Por acaso ninguém te disse que nem os gordos aceitam os gordos?

Poeta da Colina disse...

O humano só encontra maneiras de desperzar o próximo para parecer algo mais.

Mas fazemos todos parte do mesmo projeto falido.

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