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14 maio 2011

Filhos são criaturas bizarras







Tem criatura mais estranha que filho? Não tem. Nenhum animal na natureza é tão bizarro como os filhos.
Por alguma estranha e desconhecida razão, os filhos sempre perdoam os pais. Sempre vejo em algum programa de televisão filhos procurando mães que os abandonaram bebês. Não parece importar o motivo, no abraço tudo se perdoa.

Imagino que como não sabemos aonde vamos, nos agarramos da onde viemos. Pais são nossa única referência ou a pessoa que nos criou. Desde pequenos olhamos eles, não conhecemos nada fora dali. Nos alimentam, cuidam e constroem essa lealdade à toda prova. Digo a toda prova porque não são todos os pais que merecem isso. Tudo bem que ninguém vem com manual, mas tem mães e pais péssimos. Mas o filho perdoa e gasta assim toda sua munição de perdão. De tanto perdoar os pais não fica mais nada para poder perdoar outras pessoas.


Damos aos pais o que nos negamos a dar ao resto do mundo, perdão e compaixão. Muitos pais fazem besteiras e alegam ignorância. A gente perdoa .Dá medo não perdoar, como se assim eles fossem embora e com isso se perdesse a única resposta que temos na vida, da onde viemos.


Filhos amam incondicionalmente, sem erro. Um primo meu foi despejado pelo próprio pai, apesar de não ter feito nada para merecer isso. Alguém disse:


-Coloca esse cara na cadeia! Não se pode despejar o filho! 

E meu primo, bravo, responde:


-Mas é meu pai.

Pois é. O pai não pensou no filho, mas o filho pensou no pai e acabou perdoando. É um mecanismo que ninguém sabe como funciona, mas dá certo. Filhos são como cachorrinhos, podem receber o mínimo para viver,não ter conforto e apanhar, mas mesmo assim vão seguir os pais até o fim, leais a loucuras deles.


A gente protege os pais às vezes mais do que eles nos protegeram. Por que isso? Não sei, não tenho ideia, acho que é porque os pais são o único chão que conhecemos, a nossa primeira casa.

Iara De Dupont

3 comentários:

Reflexões Borderline disse...

Nem sempre filhos perdoam os pais.
Eu tenho dois alunos que foram abandonados pelo próprio pai quando ainda eram bebês e até hoje não os perdoaram.
Um desses alunos não pode nem ouvir falar no pai. Tem ódio.
A outra, até aceitou ver o pai quando esse pediu mas a contragosto.

Maluca Beleza disse...

Acredito que os filhos devem sempre perdoar seus pais. A dor e o peso do sentimento negativo contra um pai e/ou uma mãe é muito mais insuportável para quem sente (o filho) do que para quem (os pais) eles são direcionados.

Vagner Maciel disse...

Perdoa-se muitas vezes por egoísmo. Por não querer mais se envenenar. Por ser mais leve deixar pra lá e ser feliz. Porém, no fundo se pode dizer que isso é perdão? Não acredito. Perdoar mesmo, voltar a confiar, é negar a dor. Disso somos dotados, com relativa frequência, de incapacidade.
Assim, dizemos que "perdoamos" mais nos mudamos para mais de 2000Km de distância. Assinamos o nome da família e não nos reconhecemos nela. Criamos novos vínculos e vivemos uma vida loge e na tentativa infinita de não repetirmos os erros que não toleramos. Aos poucos esquecemos a forma, a voz, a cor, e a lembrança se desfaz. Seguimos em frente e embora o vínculo não seja cortado, não nos preocupamos em reatá-lo, em reafirmá-lo, em fortalecê-lo.
Os telefonemas se distanciam: 2 semanas, um mês, duas vezes por ano...
Podemos até achar que perdoamos, mas esquecer a dor é um ato de pura tolice. Ela, a dor, nos ensina o que deve lembrado. É por medo dela que nos protegemos, que nos matemos vigilantes.

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