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25 março 2011

Falta de ar


É engraçado o número alto que existe de doenças respiratórias. Tem gente que diz que é o ar da cidade, o cigarro, os carros, a sujeira. Mas quem já se sentiu profundamente infeliz com a vida sabe que não é isso. 

Infelicidade ou a sensação de que as coisas não mudam, por mais que se lute, tira o fôlego, parece que fecha a garganta.
Eu nunca tive essas doenças respiratórias, mas sempre tinha falta de ar, coisa que os médicos alegavam que desapareceria com uma boa dieta. E mesmo com as dietas nunca sumiu.

Hoje acredito mesmo que é quando estou infeliz, quando não vejo a luz no fim do túnel. Vem essa sensação de falta de ar, como se a vida acabasse logo.

Quem já esteve em uma situação que por mais que se mexesse não sai do lugar, pode entender. Tem horas, dias, às vezes anos que a vida parece que não vai a lugar nenhum, não conseguimos nem ficar sozinhos cinco minutos sem ninguém interromper, não temos uma porta para fechar e nos afastar de tudo e de todos.

Nessas horas é difícil respirar. Eu sou um animal de isolamento. Pra mim é a melhor saída, a única na qual posso me recuperar. Quando não tenho meu canto, não posso me isolar, fico assim, sem ar, sem vida, sem fôlego.

Conto os dias para que as coisas possam mudar porque sinto que já fui além da minha capacidade. Mas no fundo nem sinto mais essa mudança. Tantos anos na areia movediça acabaram com meu oxigênio. Talvez falte pouco mesmo.

Iara De Dupont

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