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19 fevereiro 2011

Dragão



Faz tanto tempo que não escrevo sobre pânico que nem sei mais que verbos usar.
Pânico para mim é como um cachorrinho de estimação, sei que está aqui e às vezes se faz presente. Depois de muito tempo com pânico me sinto como uma pessoa com diabetes, você controla sua vida antes de ser controlado, mas isso exige uma energia e concentração de atleta.

E tem dias como hoje, assim do nada, meu cachorrinho vira um dragão. Ao contrário do cachorrinho que colocamos no colo, o dragão te paralisa, te enche de medo e você não sabe para onde correr.

Já estive diante de situações paralisantes e não tive problemas e já estive diante de dias como este, vazios e cheios de terror.
Por que acontece hoje e não outro dia? Não sei. Da onde vem? Não sei.

Alguns dizem ''mas alguma coisa aconteceu que acordou o dragão''. É verdade, mas não sei o que ainda, depois de anos com pânico ainda da não sei quando ele vai acordar e me deixar congelada no calor de 40 graus.

Qual a solução? É bom chorar, alivia. A única coisa que aprendi nestes anos é que a única solução é aceitar e deixar passar, chorar mesmo, não brigar com um dragão de 80 metros, a gente se congela e deixa passar.

A que horas passa? Não sei. Pode durar o dia todo ou só mais alguns minutos.

Pânico é exatamente como a vida, você não sabe da onde vem, para onde vai , nem quanto vai durar. A única diferença é que a vida é cheia de surpresas boas e momentos inesquecíveis, o pânico não, é o contrário, é cheio de escuridão e momentos que congelam a vida.
Mas passa. Vejo o relógio e rezo para passar.

Iara De Dupont

5 comentários:

Sentindo e pensando disse...

fICO IMAGINANDO NO QUANTO ISSO AFETA A SUA VIDA...

miguel disse...

Iara, isso mesmo? Perdido pela net encontrei teu blog, gostei muito, inteligente, criativo e muito bem redigido, se me permite, gostaria de voltar mais vezes, portanto, já está nos meus favoritos. Verdade, pânico sem o que e porque aparece, as mãos gelam, o corpo esquenta, uma sensação terrível, mas temos que superá-lo, né mesmo? Quero convidá-la a conhecer nosso blog, escrevo crônicas, será um imenso prazer recebê-la escritora. Logo mais estarei por aqui. Inté mais.

Livinha disse...

Olá Iara,
navegando no meu espaço, encontrei um recadinho teu. Perdoe não haver visto antes, o importante é que agora estou aqui, lendo-te e pensando nos teus porquês...
Esses porquês que tem aqui, do lado de cá, com uma menina minha...
Algo que aprece e desaparece como fleshs sem ter hora nem lugar.
As fragilidades, deixando aquém o receio de caminhar.
Os obstáculos que pintam, sem dar aviso e que por tamnaho seja o pânico, acaba que crias o monstro, esse dinossauro que não existe, mas caregas contigo, nas horas dos teus desejos mais profundo.
É o ir com medo de se atrever, é o desejo de se ter, mas sentindo-se coibida, crias em teu estado de querer. É o não acreditar em si mesma e que tudo podes e deve sim lutar pra ter... Sois a dona do teu caminho. Os bichos se matam, mas ele não podem em nós se atrever, porque ele não existam é miragem, creia...

seja feliz mocinha, que haverás um dia de vencer...

Bjs

Livinha

Feliz semana!

obrigada pelo carinho deixado em meu espaço numa outra data...

neném disse...

estou descobrindo que só os muito sensíveis tem pânico e que o destino carece de sensibilidade!!! mil bjsss

Anônimo disse...

Nossaaaa!
Amei tudo isso,em suas linhas,vc retrata várias veses a minha vida...

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