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22 fevereiro 2011

Acontece, nem sempre o corpo está no mesmo lugar que a mente


Hoje vendo umas fotos percebi que me obrigo a ''estar''. Não sei de onde vem essa obsessão, sempre querendo ''estar'' .
Fui a uma festa, a qual tinha muita vontade de ir, mas sei lá porque não estava bem nem antes, nem durante. Me sentia fisicamente mal e muitas vezes ainda confundo um mal estar com um ataque de pânico, não sei quando é um, quando é o outro. Pode ser um mal estar de alguma bactéria, de um vírus, mas logo vou achando que é pânico.

Mesmo me sentindo mal, eu fui. E agora que vi as fotos me surpreendi de ver que eu não estava lá. Em todas estou séria.
Não entendo porque eu deveria me obrigar a estar lá. Se eu fui, fiz o melhor que pude, segurei minha cabeça o tempo todo e o mal estar também. Não é muito lógico olhar para as fotos e esperar que elas refletissem minha alma, não meu estado físico.

Mas faço isso com freqüência, me obrigo a estar, não gosto de ficar com a cabeça na lua, as idéias ao vento e a mente divagando. Me sinto como um computador que analisa todos os dados e quando meu corpo me obriga, eu me afasto, mas a mente continua lá.

Não sou assim de flutuar, mas erro me exigindo essa presença. Só eu sei o que me custou ir a esse lugar, e agora me exigir isso, estar lá, é como sempre exigir demais.

Não acho que se deva prestar atenção a tudo, mas poucas vezes escuto isso. Às vezes vamos a um lugar e nos obrigamos a achar aquilo o máximo, a pensar que é divertido, quando na verdade a alma diz que não poderia ser pior. Quem se diverte na vida é a alma, não a mente. A mente deveria se limitar a analisar as coisas, não a determinar o que pode ser divertido.

Meu comportamento nesse dia não foi dos melhores, cheguei  calada e sai muda. Às vezes é difícil mesmo aceitar que sou humana e que o corpo coloca o limite, e sim, eu não estava ali e ninguém morreu por causa disso. Direito que todos nós temos, nem sempre vamos estar no mesmo lugar que o nosso corpo.


Iara De Dupont

4 comentários:

Fernando Liberato disse...

Parabéns, encantadora sua narrativa, é como se alguém relatasse, muitas situações que somente eu acreditava vivenciar, em alguns momentos. Até hoje,as vezes não entendo por que dizem que sou fotogénico em muitas fotos, onde olho, e só vejo, um vulto distante do que realmente fui, ali, no momento da fotografia.

Beth disse...

Exatamente. As vezes tenho a mesma impressão. Minha mente diz que vai ser divertido, que deveria estar ali, mas na verdade quando estou me sinto fora de mim mesma.
A verdade é que, as vezes devemos obedecer nosso corpo, e o desejo de descansar, ler um livro, assistir um filme no aconchego de nossa casa sem a culpa de estar ali fazendo simplesmente nada. Pois é isso que as vezes precisamos, fazer nada.
A culpa é um engano, é a nossa mente não querendo ficar a toa, não querendo deixar nosso corpo a toa. Ela tem de ser ensinada por nós que isso é necessário.

Abraços

♥ Luciana Mira ♥ disse...

LInda a frm que vc narra. Parabens! Gostei daqui!

Gisele disse...

Siga sua intuição e obeça a seus desejos internos para tomar uma decisão, como disse só a alma se diverte...e que adianta estar lá de corpo? bjão

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