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08 janeiro 2011

Uma vida ordinária


Tento não pensar nas coisas que poderiam ter sido diferentes. De todos os processos esse é o mais torturante. Assim como um dia pensei algumas coisas que com o tempo se solucionaram sozinhas, penso se um dia vou poder solucionar o que atormenta minha alma. 

Às vezes acho que poderia ser feliz se me contentasse com menos, se não tivesse pensamentos sombrios ou dúvidas em relação as pessoas. Gostaria de acordar e ao ver as coisas, pensar, bom, não é meu problema.

A alma humana é tão forte que atravessa tudo. Você pode morar no pior lugar do mundo, mas se ela não se achar lá, vai te dizer todos os dias.Você pode conhecer a pessoa mais incrível do mundo, mas se ela não estiver satisfeita, vai te lembrar disso. A mente se dobra diante da realidade, se acostuma, não reclama. Mas a alma não.

Já passei por muitos processos onde vi enfraquecerem minha mente, fragilizarem meu espírito e mesmo assim minha alma não se dobrava. A minha mente conhece os lugares seguros, sempre me avisa, me diz, uma vida medíocre é um bom negócio, um bom investimento. Até meu espírito apóia a ideia de uma vida ordinária. Mas minha alma não aceita o negócio. Não consigo negociar com ela.

O que seria uma vida ordinária? É a vida de praxe. É praxe pagar multa sem reclamar, é praxe aguentar desaforo dos outros, é praxe ser mais um no meio do nada aceitando tudo que sabemos está errado. É praxe viver apenas porque está vivo.

Talvez seja mesmo uma mudança de planetas e de ritmo da Terra. Não sei. Mas as coisas antes pareciam durar mesmo os 30 anos de praxe. Hoje parece que tudo pode mudar, as pessoas podem perder o emprego no qual pensavam se aposentar, podem se separar apesar de ter jurado manter o matrimônio.

Mesmo assim acho a vida ordinária segura e tranquila.Talvez eu só possa sonhar com ela, porque ainda, apesar do tempo, apesar das pedras que não usei para construir meu castelo, apesar dos pesares, quem manda em mim ainda é minha alma e isso não parece ser o que ela quer.

Iara De Dupont

6 comentários:

Lisa Alves disse...

Creio que o externo lapida nossa civilização para que ela se torne cada vez mais média de pessoas médias. Se tua alma ainda se inquieta com esta injeção hipodermica isso é um ótimo sinal.

Nêga disse...

Adoro como você escreve.
Beijinhos

palinetes disse...

se tudo q vc quisesse fosse como vc quer sua vida seria mais chata, sem isso tudo q vc não quer qual a graça em viver, nada demais mas du tudo um pouco é bom!! evita o tedio

Mulher de 40 disse...

Gostei daqui! Já tive s. do pânico... e às vezes tenho recaídas leves...
Beijos

Erika Sodré disse...

*adorei a visita no caleidoscópio =)...gostei mais ainda de conhecer o seu blog...to nessa fase do seu texto...

passarei sempre...

abraço...

Priscila disse...

Nossa, gostei muito. Você escreve divinamente, o modo como expressa o que sente nas palavras.. nos transmite uma sensação gostosa de estar conversando diretamente com qm escreveu. Continue assim, este é seu caminho. ^^

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