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20 dezembro 2010

Trocas modernas


Uma das coisas que demonstra a pouca inteligência humana é a capacidade de fazer trocas. Resolvemos viver assim, dizem as más línguas desde a revolução industrial, mas já desde antes se notava que as trocas nem sempre eram benéficas. É importante comer frutas e verduras, então trocamos o espaço pelo conforto, não importa da onde elas vem, desde que cheguem a nós, não temos mais espaço para plantar elas onde moramos. 

Fomos assim reduzindo nossa qualidade de vida sem perceber, apenas trocando uma coisa pela outra. E os relacionamentos, às vezes chatos, longos e sempre precisando de perdão e compaixão foram trocados por sensações físicas. Como sempre e pra não perder o costume, perdi o trem. Gosto de coisas antigas, acho que quase medievais. Ainda se alguém me interessa, gosto de saber o que pensa, o que sente, como vê o mundo. Mas não precisa mais disso! É só olhar as tatuagens, elas são um código adaptado na modernidade, tudo o que a pessoa pensa ou sente, está ali, não precisa de mais informação. Se você sai com alguém, te perguntam ''Você transou com ele?''.


Não! É só com isso que ele pode contribuir na minha vida? Acho pouco. Na hora que sexo é a única coisa em comum entre duas pessoas, acho que vira um jogo barato.


Essas trocas acabaram  ficando uma coisa assim, não importa quem a pessoa é, nem o que ela pensa da vida, importa a sensação física que vai te proporcionar. E até o discurso mudou. Agora as pessoas falam de potência, estamos em um mundo de maquinas sexuais incansáveis, agora as promessas não são mais de amor, são de noites longas em paraísos corporais desconhecidos.


Cansei de escutar de muitas pessoas que sentiam falta de um ex nesse ponto. O que elas e eles sentiam falta era de como fulano ou beltrana eram na cama. Se algum dia falarem isso de mim, eu me jogo na frente do trem. Não porque não me interesse, mas porque tento a duras penas ser uma pessoa completa, mesmo que aos trancos e barrancos e só agir como um animal, maluca por sensações físicas, não me interessa, nem meu ego gostaria de ser lembrado assim, seria para mim reduzir minha alma a nada. 


Ainda prefiro saber com quem saio, o que diz a sua alma, o que diz a sua mente, não troco isso por noites rápidas e se for assim, essa troca moderna não me interessa, prefiro ficar sozinha.


Iara De Dupont

2 comentários:

Tatiane Lemos disse...

é verdade Iara, as pessoas trocam tudo é estranho mas acho que foi o unico jeito que encontram sei lá, de sobreviver! E as pessoas vão se tornando substitutas na vida dos outros!

Abraço meu flor!
visita lá ♥

Poisdron disse...

Neste caso então eu posso dizer que sou algo lá das antigas em pessoa! Não só porque gosto, mas porque sou assim.

O que você expressou não é muito diferente do que penso, uma coisa que valorizo muito são as pessoas, e isto que você falou é uma daquelas que nos faz pensar se somos deste mundo, não é?

Abraços!

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