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17 dezembro 2010

Alô?







Uma das coisas mais difíceis de gostar de alguém é entender seu mundo, entender como reage ao amor, como reage a vida. Vem disso a compaixão, aceitar o outro como ele é, mesmo que a linguagem dele seja indecifrável.

Eu me considero estranha nesse terreno. Por motivos que eu mesma desconheço, não me manifesto muito. Não sou acessível, não sou de sair todos os fins de semana nem de lembrar aniversário. Mas em nenhum momento deixo de gostar. Mas passo meses sem ligar. O complicado é explicar a outra pessoa e que ela entenda, que não ter ligado durante meses não significa que estou distante dessa pessoa. 

Tem gente que eu lembro todos os dias com o maior carinho e nem por isso mando e-mail, mas lembro com amor. Tem pessoas que estão em meus pensamentos, em minhas orações, mas nem por isso fui a festa de aniversário. Nem eu sei porque sou assim. É uma coisa meio de fases, quando me sinto perdida, meio sem rumo, tenho tendência a sumir. Não consigo sentar na mesa de um bar e chorar pitangas. Prefiro sofrer sozinha. Estou de acordo que amor bom é amor que se demonstra, que se fortalece com pequenos gestos. Acho meio inútil mesmo passar pelo mundo sem dizer as pessoas o quanto elas são importantes. Mas neste planeta de frases gastas, de clichês urbanos, de sentimentos vazios, as vezes dizer as coisas parece que elas não significam nada, parece que todos dizem a mesma coisa sem sentir nada.

E também cair em redes me assusta. Demonstrar amor por selinhos em páginas virtuais não vejo o  sentido. Mandar mensagens pelo telefone também não gosto. Bom mesmo é gostar de várias pessoas e elas saberem disso, terem certeza, sem precisar de confirmação o tempo inteiro. Queria dizer isso a algumas pessoas. Sou assim, me isolo, como um gato que abandona tudo, mas o tudo não me abandona. Quando gosto, nem sempre ligo, mas sempre carrego essa pessoa comigo. Não mando e-mail não ligo, não mando torpedos. Mas gosto sinceramente, de coração aberto e onde eu estiver essa pessoa vai ter uma casa de porta aberto. Porque o amor não é pergunta, não é mensagem, não é resposta. O amor é o que sentimos um pelo outro, sem papel, sem computador, sem telefone, o melhor que existe em nós.

Iara De Dupont

3 comentários:

Leandra Bárbara disse...

Oi!Passo pela mesma situação,não apareço nunk e as pessoas me cobram muito por isso.Eu gosto do meu cantinho,mas tenho todas as pessoas dentro de mim,sempre.

Poisdron disse...

Muito bom, eu acho que as pessoas são muito "sociais" hoje em dia, e por isto todo mundo se ama, mas ninguém ama. E quando é verdade parece que as palavras são pouca coisa, pois qualquer um pode falar.

no fundo quem a gente ama e valoriza sempre saberá disto, mesmo que se decepcione muito.

Abraços!

Vanda Monsueth disse...

Iara, muito bom o seu texto! Não acredito nessa banalização do amor, as pessoas dizem "eu te amo" com muita facilidade, são frases bonitas repetidas incansavelmente, movidas, muitas vezes, pelo emocionalismo...Também não consigo visitar pessoas, as quais considero amigas, não sei ficar dizendo que as amo, mas tais pessoas são muito queridas por mim! Prefiro reservar um cantinho especial, privado, àqueles que tem todo o meu respeito e admiração, eles saberão que eu estarei lá. Acho que é por isso que sou tão seletiva nas minhas amizades

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