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08 novembro 2010

Se eu quiser crio clima e daí?






Eu nunca fui de faltar na escola. Fiz todas as provas que tinha que fazer. De matemática, biologia, física, química, geografia, historia... E estudei para essas provas. E algumas passei, outras não. Como essas matérias passaram batidas por mim não lembro de nada. Geografia ainda sei um pouco, gosto de viajar, não de estudar os lugares em um papel. História eu gosto quando ela muda, quando aparece alguma coisa que desmente um passado. 

O resto nem sei a diferença. E me peguei pensando nisso, como consegui descartar tantas coisas que me foram ensinadas durante anos e não descarto a minha boa educação? Nos últimos dias esse dilema tem vindo à tona constantemente. Sou uma pessoa educada. Mas minha intuição não é. Nem sempre desconfio, mas quando desconfio me sinto mal. Quando não gosto de alguém, tudo vira uma tortura, ter que cumprimentar, ter que falar. 


Odeio tudo isso. O problema é que minhas tias me convenceram que fazer o que eu fazia, ou seja, ignorar a pessoa, só piorava tudo, criava um clima ruim, era falta de educação, e eu tinha sido muito bem educada para me comportar e falar com a pessoa. Fiquei traumatizada em ser a responsável de criar esse clima horrível, justo por me recusar a falar com alguém.


Mas agora adulta está me traumatizando ser educada. Meu estômago vira. Até aprendi a disfarçar, mas me sinto péssima por dentro, sonhando em ser como antes, sair antes de cumprimentar, mandar à merda  logo. 

Ainda bem que tudo acaba. Acontecem semanas como essas, que até aparecem nos manuais baratos de astrologia. Quanto tempo podemos manter quem não somos? Eu não posso mais. A partir de agora vou voltar a quem eu era. Mal educada mesmo, impulsiva, não gosto não cumprimento, tenho horror a ser tocada por alguém que eu não simpatize. Não gosto nem de ver chegar perto.

Minhas tias que me desculpem, mas a vida como me foi ensinada me sufoca e vou embarcar na rapidez dos dias de hoje, onde nada é pessoal. Gostar ou não de alguém é parte do menu que todos lemos. Não vou sair por aí dizendo que não gosto, mas volto a me afastar, a criar a distância que preciso. Volto a criar clima, paciência. Prefiro isso, a liberdade de ser quem sou, de criar meus próprios climas, do que viver na temperatura da hipocrisia.


Iara De Dupont

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