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05 outubro 2010

As caixinhas internas






Em algum momento se determinou que os sentimentos tem que estar em ordem. Assim a pessoa estaria equilibrada, cheia de gavetinhas internas, com os sentimentos corretos usados no momento ideal. Ela iria a um parque e pensaria – Um parque ! Que alegria estar aqui! 
Seria infeliz da parte dela sentir melancolia ou tristeza, indicaria que essa pessoa não está bem.

Não tenho sentimentos em ordem nem caixinhas internas e ultimamente nem previsão de chuvas, simplesmente não sei o que vou sentir até sentir. Durante um bom tempo me irritavam pessoas que sempre me falavam que eu não estava bem. Mas depois com um pouco de conhecimento, de filosofia, de textos clássicos de teatro e literatura descobri que a alma humana é atormentada, não sou a única. As pessoas ainda confundem isso. Dizer o que se sente não te faz uma pessoa desequilibrada, pelo contrário. 

As pessoas mais desequilibradas que eu conheci eram praticamente mudas. E pra mim quem sabe o que sentir na hora exata é meio psicopata, eu não confio.
Acredito que existe um ponto de equilíbrio, mas mesmo assim, é um ponto de equilibrista, qualquer coisa pode te balançar. Porque senão te balançar, alguma coisa não está bem. Querendo ou não reagimos ao mundo ao nosso redor. 

Mas nos últimos tempos as pessoas decidiram que saúde mental é ser como um monge tibetano. Eu gosto dos monges, mas se fosse tão fácil fazer o que eles fazem, eles morariam na Avenida Paulista, não precisariam se isolar para achar esse equilíbrio. E se isolam, justamente por isso, porque você pode estar bem, mas o mundo não está e isso afeta a todos.
Os monges falam disso, da paz interna. A paz interior, estar de acordo com sua alma te leva a grandes momentos de iluminação, te mostra coisas desconhecidas, te faz sentir em harmonia com tudo. Mas essa paz não cria. 

Quem cria é a alma meio assim, meio atormentada, aquela alma que as pessoas dizem que não está bem, aquela alma que ainda se revolta com as injustiças. É uma escolha simples. Estar em paz consigo mesmo, ignorando o mundo, ou estar em uma alma que quer transformar as coisas e melhorar. O que não é correto é dizer que uma está bem e a outra está mal. Cada alma escolhe o seu caminho  e respeito é o primeiro sentimento a ser tirado da gaveta e ser usado.

Iara De Dupont

8 comentários:

Pedro Antônio disse...

Ei, Iara!

Bacana seu blog! Gostei mesmo!

Um abração!

Te espero por lá!

Pedro Antônio

Escritor em treinamento disse...

A paz é como a água, vital a vida e garantia de uma vida longeva... mas também insípida, inodora e incolor.

Desconfio das almas muito calmas e até se são mesmo almas. Afinal, o encontro consigo que constrói a essência dar-se-ia pelos conflitos de nossos sentimentos e apreensões do mundo - sem movimento, há vida? Ou mesmo, havendo, importaria?

Pityla disse...

olá...
obrigada pela visita no meu cantinho.. pode me visitar sempre q quiser.. ok?! Estou te seguindo.
Beijokas

Mirian disse...

retribuindo sua visitinha, somos assim meio perdidos mesmo, mais dia-a-dia lutamos para nos encontrar.
vou passar aqui sempre.
Tô te seguindo,
Bj.....

Saúde e Bem Estar disse...

Olá te visitei seus textos são bem profundos eu gosto !
Bjão

Insana disse...

"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças"
Charles Darwin


Bjs
Insana

Cintia Diedrich disse...

Sabe Iara, eu muitas vezes pensei que estava no planeta errado. As pessoas simplesmente não se importam. As pessoas são mentirosas e não ligam... Ai como vc disse: o jeito é fechar minhas gavetas e fingir que ta tudo bem, mas paz mesmo, só os monges! Adorei seu blog! Vou seguir!

Pra Hoje! disse...

Olá, obrigada pela visita!!!!

Lindo o texto, seria bom se pensássemos dessa forma, seria mais fácil viver!

Abraços

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