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02 agosto 2010

O tempo e o amor






Me perguntaram uma vez o que eu faria com o tempo. Não entendi. Provavelmente nada, porque não fazemos nada com ele, ele é que faz com nós. O engraçado é que  o tempo tem épocas pra tudo e assim perdemos a noção de que tão importante ele é. Quando você é criança o tempo é aquele que não passa. Uma festa de aniversário é uma grande momento de ver amigos e ganhar presentes. Com o tempo, o aniversário vira uma data meio sofrida, antes, durante, depois. Antes porque sem resultado nenhum questionamos a vida, o que se conseguiu e quase todo mundo sempre tem uma lista do que deveria já estar feito e do que já deveria ter sido vivido. O tempo, em algum canto ri. Ele que manda, ele que sabe. Durante a festa outras questões perturbam, comentários feitos atormentam a alma e pensamos, por que ele ou ela e eu não ? Por que tal coisa já aconteceu com fulano e não comigo ? E depois pensamos que se passou mais um ano e as coisas não foram onde deveriam ter ido. É o tempo lá, só escutando.Paciência é uma virtude. Digna dos monges tibetanos. Que me perdoem os monges, mas o tempo deles não é o mesmo que o meu. O tempo de ninguém em cidades malucas pode ser igual a de um monastério nas montanhas. Acho que temos mais sonhos que tempo para realizar e também usamos o tempo como água, um total desperdício. As brigas em uma relação fazem duas pessoas perder um tempo precioso. O descontentamento em um trabalho, outro tempo que vai pelo ralo. O tempo que dedicamos a nos fazer feliz é escasso, quase sempre está em um conta-gotas. 


As milhões de horas que recebemos de presente são gastas com coisas que não gostamos, situações que odiamos, pessoas que não queremos. Então não é culpa do tempo que não sabemos fazer bom uso dele. Tempo  é  como amor. 

Tanto que recebemos, tão pouco que damos, tanto que jogamos no lixo, que desperdiçamos e ainda nos atrevemos a sair por aí dizendo que não temos tempo nem amor para fazer tudo o que queremos neste mundo. Tempo e amor temos. Não temos é inteligência para saber usar.

Iara De  Dupont

Um comentário:

Escritor em treinamento disse...

Para quem cultiva o tédio e a melancolia, o tempo sempre sobra. A falta, o vazio imenso das horas, se transforma no excesso de uma tristeza insuportável. O tempo extermina qualquer felicidade, as alegrias e pequenas euforias da vida são tão efêmeras quanto um cigarro acesso na madrugada - incenso cancerígeno que afastas os fantasmas desse escritor neurótico que vos fala.

Tudo passa, o que fica é essa ansiedade absoluta, uma certeza de que não estamos onde deveríamos estar (seja em espaço ou tempo). Vi um programa esnobe na tv cultura, o sábio da vez chamou essa angustia profunda de não-lugar ideal. Incomoda-me saber que um dos meus maiores tormentos é tão mundano, apenas mais um elemento do mundo pós-moderno. "Não-lugar ideal" - já etiquetei o sofrimento.

Paciência é uma virtude... a calma deve ser então uma benção. Já não sonho tão alto com grandes amores, meu grande anseio é sentar-me em qualquer canto e lá ficar por nenhum motivo. Minha amada me disse isso há alguns anos, parece q só agora entendi, na época me pareceu ridículo abdicar do extase de se estar apaixonado.

Continuo achando ridículo... mas todo o resto não chega a ser mais respeitável.

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