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03 agosto 2010

A cultura do respeito







Em um ritual asteca se arrancavam os corações das pessoas, era parte de um contexto enorme, os astecas consideravam o sacrífico necessário para manter os deuses  felizes, que quando estavam satisfeitos mandavam chuva para as plantações e garantiam o sustento de todos eles. Uma versão miserável e deprimente desse ritual aparece no filme ''Indiana Jones no templo da perdição'' , essa história é colocada de maneira estúpida e leviana. Não era bem assim. 

Os astecas tinham o maior respeito pelo ritual e sempre usavam os prisioneiros de guerra e a preparação para o ritual levava semanas. Era uma coisa de respeito, um sacrifício aos Deuses. Por muito tempo, em muitas culturas se teve respeito aos inimigos. Não era uma maneira de desprezar, pelo contrário, se conhecia o tamanho do reino, do império, pelos inimigos que tinham.

Mas hoje os tempos mudaram e como sempre andamos todos para atrás. É uma característica da humanidade, um processo de avançar cientificamente enquanto nos tornamos emocionalmente incapacitados. E o respeito tem a ver com isso. Pra mim respeito é muitas vezes distância. Quando eu não gosto de alguém, eu não gosto desse alguém. Eu não cumprimento, eu não quero nem saber. E essa pessoa quase sempre sabe que eu não gosto dela, porque eu me afasto. Acho que isso tem que ser respeitado. Mas nesse mundo esse respeito que eu peço não é politicamente correto. O ideal hoje é cumprimentar teus inimigos, fazer de conta que nada aconteceu, porque isso te dá um ar superior, ou talvez até religioso, a pessoa que perdoa quem te sacaneou  e ainda adiciona nas redes sociais. Deve ser a minha genética mesmo, mas pra mim perdão caminha ao lado do nunca e do me esqueça. Fico morrendo de ódio quando a pessoa atravessa a parede e vem me cumprimentar, como se nada tivesse acontecido. Dependendo da situação mando à merda, de vez em quando é impossível mandar a merda, porque essas pessoas não se aproximam sozinhas. Aí o melhor é manter a paz no reino, evitar uma discussão barata, parecer que sempre é você que perde a cabeça , cai em provocação.

Devíamos respeitar quem não gosta de nós. Eu não cumprimento quem eu sei que não gosta de mim. E espero isso, que as pessoas que eu não gosto, caminhem a milhões de quilômetros de distância de mim. Não acho que seja pedir muito. Se as pessoas querem ser como esses livros de vida espiritual elevada, de seres superiores, ótimo por elas. Eu não sou assim. Sou ainda muito humana, ainda ligada a sentimentos menores e pouco nobres. Ainda não aprendi a perdoar nem decorei todas as consequências de quem não faz isso. Estou naquele estágio inicial, quero apenas distância de quem não gosta de mim.


Iara De Dupont

Um comentário:

Misturação - Ana Karla disse...

Todos tem o direito de serem o que quiserem e devem ser respeitados como seres humanos.
Respeito ao meu pensar, ao meu ser.
Gostei do texto.
Gostei do blog.
E o lay out é muito legal.
Gostei também da sua visita no Misturação.
Volte outras vezes.
Xeros

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